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Em clássico quente e polêmico, Fla vence o Flu com um a menos e gol nos acréscimos e vai à final da Taça Rio

Em uma partida recheada de polêmicas, o Flamengo venceu o Fluminense por 2 a 1 e avançou à final da Taça Rio, nesta quarta-feira, no Maracanã.

O Fluminense tinha a vantagem do empate, pois ficou em primeiro em seu grupo na Taça Rio, enquanto o Fla foi o segundo. Mas a vitória rubro-negra com um homem a menos eliminou a desvantagem tricolor.

Renê abriu o placar aos 30 minutos de jogo após acertar belo chute de fora da área. Na etapa final, Yony Gonzalez converteu pênalti e empatou o jogo para o Fluminense aos 16 minutos.

Nos acréscimos, o Flamengo virou o placar com um gol de pênalti de Éverton Ribeiro.

A partida foi quente dos dois lados. Logo no primeiro minuto, a arbitragem anulou um gol do Fluminense com o auxílio do VAR após falta de Matheus Ferraz, que empurrou um rival antes de Léo Santos chutar para o fundo da rede.

Nos acréscimos, Bruno Henrique acabou deixando o pé em uma dividida com Gilberto e recebeu o cartão vermelho, deixando o Flamengo com um homem a menos no Maracanã.

O pênalti do Fluminense só foi assinalado após revisão do VAR.

Antes da cobrança do time do Flamengo, o técnico Abel Braga deixou o gramado do Maracanã e foi aos vestiários por estar sofrendo de um mal estar.

Depois do gol do Flamengo, no fim da partida, a comissão técnica do Fluminense se revoltou com Marcelo de Lima Henrique, que havia expulsado Paulo Henrique Ganso. Fernando Diniz chegou a partir para cima do juiz.

Agora, o Flamengo espera o vencedor de Bangu e Vasco para ver quem vai enfrentar na decisão da Taça Rio.

Ao Fluminense, resta torcer para o Vasco não vencer a Taça Rio. Caso contrário, o time tricolor estará eliminado do Carioca.

O jogo

Logo no primeiro minuto, um lance polêmico. Após cobrança de falta, Léo Santos mandou para a rede, mas o assistente marcou irregularidade na jogada. O árbitro Marcelo de Lima Henriques solicitou o auxilio do VAR e depois de alguns minutos de paralisação com muitos protestos de jogadores e comissão técnica das duas equipes, o lance foi realmente anulado por falta em Rodrigo Caio.

Aos sete minutos, a defesa tricolor saiu jogando errado e a bola ficou com Uribe, que desperdiçou a chance, chutando fraco nas mãos de Rodolfo. O jogo ficou tenso, com os jogadores abusando de entradas duras e gerando desentendimentos frequentes. Aos 11 minutos, Renê cruzou da esquerda e Bruno Henrique subiu para desviar de cabeça, mas mandou para fora. A partida seguia truncada pelo excesso de faltas, forçando o árbitro a intervir seguidamente para controlar os ânimos dentro de campo.

O Fluminense só voltou a incomodar aos 19 minutos, quando Ganso cruzou para Yony González, mas Rodrigo Caio conseguiu aliviar o perigo. O time dirigido por Fernando Diniz atacava muito pelo lado esquerdo, setor onde Everaldo levava vantagem sobre Pará, mas não conseguia criar situações de perigo para o gol defendido por Diego Alves.

Escalado sem o meia Diego e o atacante Gabigol, o Flamengo encontrava grande dificuldade para se articular ofensivamente e os atacantes Bruno Henrique e Uribe eram pouco acionados. Mesmo sem fazer uma boa partida, o time dirigido por Abel Braga marcou o primeiro gol, aos 29 minutos. Vitinho bateu forte, Rodolfo deu rebote e Bruno Henrique ajeitou para a conclusão de Renê.

A partida continuou truncada, com muita reclamação contra a arbitragem, principalmente por parte dos tricolores que não se conformavam com as marcações de Marcelo de Lima Henrique. Aos 37 minutos, Ronaldo derrubou Yony González nas proximidades da área. Ganso bateu e Diego Alves rebateu de soco. A bola voltou para Ganso, que teve o seu chute bloqueado pela zaga rubro-negra.

Três minutos depois, o Flamengo teve a chance de ampliar quando Vitinho cruzou e Bruno Henrique cabeceou para grande defesa de Rodolfo. Aos 42, Gilberto recuou mal para Rodolfo, Uribe chegou antes do goleiro, mas concluiu para fora. Aos 46 minutos, Luciano recebeu bom passe de Everaldo e arriscou, mas a bola não levou perigo.

Nos acréscimos, o volante Airton sentiu um problema muscular e pediu para sair. E antes que o árbitro encerrasse o primeiro tempo, Bruno Henrique atingiu Gilberto de forma desleal e recebeu cartão vermelho direto, deixando o Flamengo com dez jogadores.

O segundo tempo começou com o mesmo panorama do primeiro. Muitas jogadas ríspidas por parte das duas equipes e muitas reclamações contra a arbitragem, inclusive por parte das comissões técnicas das duas equipes. Com vantagem numérica, o Tricolor das Laranjeiras tentava sufocar o adversário para buscar o empate. Aos nove minutos, Everaldo fez boa jogada e tocou para Ganso, que se livrou da marcação e chutou, mas Léo Duarte desviou para escanteio.

Aos 15 minutos, o Fluminense empatou depois de outra intervenção do VAR. Tudo começou quando Everaldo foi derrubado na área por Léo Duarte e o árbitro mandou o jogo seguir, mas foi avisado pelo árbitro de vídeo e ao consultar as imagens, marcou pênalti que Yony González converteu com categoria. Muito nervoso desde o primeiro tempo, o técnico Abel Braga foi advertido pelo árbitro para que parasse com as reclamações a cada marcação. E o Flamengo parecia o reflexo do seu treinador. Um time nervoso e com problemas na organização do jogo.

Depois da parada técnica, o Rubro-negro da Gávea tentou colocar os nervos no lugar. Aos 27 minutos, Éverton Ribeiro foi derrubado por Ganso nas proximidades da área, mas a cobrança não resultou em nada de positivo. Aos 30 minutos, o técnico Abel Braga decidiu tornar sua equipe mais ofensiva e trocou o volante Ronaldo pelo atacante Arrascaeta.

Com a vantagem do empate, o Fluminense não mostrava tanto ímpeto para buscar o gol e apenas Everaldo seguia dando trabalho aos zagueiros rubro-negros com suas investidas pelo lado esquerdo. Aos 36 minutos, o time dirigido por Fernando Diniz teve ótima chance para ampliar. Gilberto fez boa jogada pela direita e cruzou para a cabeçada forte de Yony González, mas a bola se chocou com o travessão.

Para tentar mais fôlego ao time, o treinador tricolor trocou Bruno Silva por Dodi. O Fluminense adotou uma postura mais defensiva, enquanto o Flamengo partiu para tentar o segundo gol que lhe daria a classificação. Aos 43 minutos, Lucas Silva chutou e a bola bateu em Caio Henrique dentro da área. Os rubro-negros pediram a marcação de pênalti, mas o árbitro nada viu de irregular na jogada.

Os jogadores seguiam envolvidos em confusão a cada lance polêmico, a cada entrada mais dura. O goleiro Diego Alves passou a ir tentar cabeçada na área tricolor a cada bola parada a favor da sua equipe. Aos 47 minutos, Renê evitou o segundo gol do Fluminense ao desarmar Everaldo, que recebeu de Luciano e se preparava para concluir na área.

Um minuto depois, o Flamengo desempatou. Lucas Silva foi derrubado por Léo Santos na área e o árbitro marcou pênalti, que Éverton Ribeiro bateu com categoria para garantir a vitória rubro-negra.

Logo depois, Ganso recebeu o cartão vermelho por reclamação. E no final da partida, jogadores das duas equipes ainda se envolveram em nova confusão.

FICHA TÉCNICA:
FLUMINENSE 1 X 2 FLAMENGO

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 27 de março de 2019 (Quarta-feira)
Horário: 21h30 (de Brasília)
Público: 21.973 pagantes
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Assistentes: Luiz Cláudio Regazone (RJ) e Thiago Corrêa Farinha (RJ)
Cartão Amarelo: Luciano, Matheus Ferraz, Airton, Dodi, Everaldo (Flu); Bruno Henrique, Ronaldo, Éverton Ribeiro, Willian Arão, Diego Alves, Pará (Fla)
Cartão Vermelho: Paulo Henrique Ganso (Flu) e Bruno Henrique (Fla)
Gols: FLUMINENSE: Yony González, aos 15 minutos do segundo tempo FLAMENGO: Renê, aos 29 minutos do primeiro tempo e Éverton Ribeiro, aos 48 minutos do segundo tempo

FLUMINENSE: Rodolfo; Gilberto, Léo Santos, Matheus Ferraz e Caio Henrique; Aírton (Allan), Bruno Silva (Dodi) e Paulo Henrique Ganso; Luciano, Everaldo e Yony González. Técnico: Fernando Diniz

FLAMENGO: Diego Alves; Pará, Léo Duarte, Rodrigo Caio e Renê; Ronaldo (Arrascaeta), Willian Arão, Vitinho( Lucas Silva) e Everton Ribeiro: Bruno Henrique e Uribe (Vitor Gabriel) Técnico: Abel Braga