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Libertadores: com opiniões de especialistas de toda a América Latina, o guia completo de 2019

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Torneio tenta apagar 'mancha' após confusão na final e jogo em Madri em 2018 (4:08)

Chegou o dia: vai começar a fase de grupos da Copa Libertadores da América de 2019.

Para o fã do esporte não perder nada do que irá acontecer nas próximas semanas da mais importante competição de futebol da América Latina, o ESPN.com.br reuniu especialistas de diversos países, que analisaram todos os 32 times que estarão em campo.

Entre eles, claro, os sete brasileiros que buscam a tão disputada taça.

Grupo por grupo, veja abaixo o guia completo da Libertadores:

Grupo A | Grupo B | Grupo C | Grupo D
Grupo E | Grupo F | Grupo G | Grupo H

Grupo A

River Plate

O atual campeão da Libertadores começa a defesa do título no competitivo grupo A, em que divide com Inter, Alianz Lima e Palestino, algoz do Talleres na fase prévia.

A volta à Libertadores é uma excelente oportunidade para que o clube millonario reviva o histórico triunfo sobre o Boca Juniores na Superfinal do Santiago Bernabéu. Uma vitória que segue latente e que ficará gravada para sempre no coração dos riverplatenses.

Após um início de ano fraco em matéria de resultados, com três derrotas seguidas em seus jogos adiados da Superliga Argentina, o conjunto de Marcelo Gallardo recuperou a memória e melhorou seu funcionamento.

A segurança de Armani no gol, a experiência de Pinola e Ponzio, a “pegada” de Juanfer Quintero e o poder de gol de Pratto, Borré, Suárez e Scocco são motivos suficientes para acreditar que o River é novamente candidato ao título.

Nicolas Baier, ESPN Argentina


Internacional

Surpresa no Brasileirão de 2018 por chegar a disputar o título após retornar da Série B, o Inter reencontra a competição que venceu por duas vezes neste século. Para aumentar a coleção, terá de surpreender novamente, pois não parece ter um elenco à altura dos principais favoritos.

Contratado no ano passado, Paolo Guerrero ainda cumpre suspensão por doping até abril. Sua estreia é bastante aguardada, especialmente após a saída de Leandro Damião para o futebol japonês. Os demais reforços para a temporada representam maior quantidade de opções, mas não necessariamente aumento de qualidade à disposição do técnico Odair Hellmann.

Por outro lado, jovens como o meia Nonato e o atacante Pedro Lucas têm ganhado pontos neste início de temporada e podem conquistar um lugar de destaque no time durante a Libertadores.

Leonardo Bertozzi, ESPN Brasil


Alianza Lima

O vice-campeão do futebol peruano está entre os três times mais populares do país. Os “íntimos” sumam 23 títulos nacionais, conquistando o mais recente em 2017. Para a atual temporada perderam um de seus mais altos valores: Alejandro Hohberg. O meia, que marcou 11 gols no torneio de 2018, migrou para o arquirrival do Alianza Lima: Universitario de Deportes.

Sua principal figura é o atacante uruguaio Mauricio Affonso, que neste ano já marcou cinco gols. Quatro sobre o Barcelona-QUE em duelos amistosos e um na Liga 1. Outro de seus nomes importantes é o ponta direito Kevin Quevedo, jovem atacante de 22 anos. Também estão os uruguaios Gonzalo Godoy (zagueiro) e Felipe Rodríguez (meia), assim como o meia argentino Tomás Costa e o experiente Luis Ramírez.

Seu técnico é o argentino Miguel Ángel Russo, que substitui o uruguaio Pablo Bengoechea. Com ele chegaram 11 reforços: Rodrigo Cuba, Aldair Salazar, Ítalo Espinoza, Antohny Rosell, José Manzaneda, o argentino Carlos Beltrán, Adrián Ugarriza, Dylan Caro, Joazhiño Arroé e os jogadores da seleção Pedro Gallese (goleiro) e Wilder Cartagena (meio-campista).

O Alianza Lima não cumpriu boas participações na Libertadores – inclusive, na edição de 2018, somou apenas um ponto em seis jogos, graças a seu empate com o vice-campeão Boca Juniors em casa. As expectativas dos “íntimos” se resumem apenas em cumprir uma atuação decente.

Jorge Guerrero, jornal Líbero


Palestino

A temporada 2018 teve varios momentos para o Palestino. No mesmo ano, se salvou da queda e foi o campeão da Copa Chile, o que lhe permitiu classificar à fase 2 da Libertadores. Um time com história e muita torcida também no Oriente Médio saiu com nota 10 ao se colocar na fase de grupos após deixar pelo caminho Independiente Medellín e Talleres de Córdoba, respectivamente.

Seu técnico é Ivo Basay, ex-atacante chileno que teve destacadas temporadas como jogador de Colo-Colo, Boca Juniors e Necaxa-MEX. Chegou ao clube de La Cisterna com a missão principal de manter a categoria, e o fez.

Pensando na Copa e também no Campeonato Chileno, o elenco da coletividade árabe se reforçou bastante: suas principais contratações são o goleiro Ignacio González, formado no Colo-Colo; o defensor venezuelano Luis Del Pino Mago; o lateral Brayan Véjar; o meia Cristóbal Jorquera, cuja última passagem foi pelo Bursaspor da Turquia; e o atacante argentino Lucas Passerini.

Sem dúvidas, sua figura dentro de campo é Luis Jiménez. Conhecido popularmente como El Mago, o meia que fez grande parte de sua carreira na Europa (passou por Inter, Lazio e Fiorentina, entre outros) voltou ao Chile no ano passado e no clube onde surgiu. Talentoso, é o diferente da equipe árabe. Sua presença foi fundamental para vencer nas séries prévias contra DIM e Talleres.

O que o Palestino fez até agora já é um grande mérito. Considerando o poderio de River e Internacional, não é loucura pensar que possa lutar com o Alianza Lima pelo terceiro lugar no grupo, que dá acesso à Sul-Americana.

Carlos Tapia, La Tercera

Grupo B

Cruzeiro

Com o trabalho estável de Mano Menezes e um bom retrospecto em jogos eliminatórios, provado pelos títulos consecutivos na Copa do Brasil, o Cruzeiro vem com a base de 2018 mantida, mas com uma difícil missão: substituir De Arrascaeta, vendido ao Flamengo em uma tumultuada negociação.

Os repatriados Rodriguinho e Marquinhos Gabriel são as esperanças da Raposa para minimizar o peso da ausência do uruguaio. A torcida espera contar com os gols de Fred, que perdeu praticamente toda a temporada passada por uma lesão grave, e de Thiago Neves, que costuma crescer em momentos decisivos.

Para garantir uma defesa segura, ponto forte dos trabalhos de Mano, o Cruzeiro aposta no talento de Dedé, que deixou os problemas físicos para trás e se restabeleceu como um dos principais zagueiros do país. Recordista de partidas pelo clube, o goleiro Fábio tentará novamente acrescentar a Libertadores ao seu vasto currículo.

Leonardo Bertozzi, ESPN Brasil


Emelec

O Emelec tem sido o time mais regular da última década no Equador, sendo parte do pódio nos torneios desde 2009. A Libertadores é uma conta pendente para esta equipe, que a nível local mostrou um jogo vistoso e contundente, mas internacionalmente não pôde transcender.

Produto de seu êxito no Campeonato Equatoriano, o Emelec se acostumou a vender seus jogadores mais importante no início de cada temporada, no entanto neste ano não sofreu grandes baixas. Pelo contrário: é um dos times que maior quantidade (e qualidade) de reforços apresentou para as competições de 2019. Conseguiu repatriar os talentosos pontas Billy Arce e Bryan Cabezas, assim como também ao meia-atacante Gabriel Cortez; a eles se soma a presença de Fernando Guerrero, que foi uma das figuras da LDU em 2018.

No começo da LigaPro 2019, os azules tiveram problemas em seu funcionamento, e seu nível de jogo esteve muito abaixo do que seus torcedores se acostumaram e do que os especialistas esperavam. O técnico argentino Mariano Soso ainda não consegue que os novos reforços compreendam sua ideia de jogo, a mesma que os levou a serem finalistas do campeonato interior. Apesar do apoio da diretoria, as sensações no Emelec não são as melhores, mas se espera que os níveis individual e coletivo melhorem e possa voltar a ser um time que imponha medo a seus rivais.

Luigi Marchelle, TC Televisión


Huracán

O Huracán chega ao início da Libertadores em um presente repleto de dúvidas. Após a dolorosa partida do técnico Gustavo Alfaro para o Boca Juniors, voltou um emblema como Antonio Mohamed, mas a equipe não começou 2019 como se esperava: de sete jogos, só ganhou um.

El Globo, que se classificou graças ao quarto lugar na Superliga, enfrentará Cruzeiro, Emelec e Deportivo Lara no grupo B do certame continental.

Além da chegada do Turco como treinador, se somaram o experiente goleiro paraguaio Antony Silva (que tentará fazer esquecer Marcos Díaz) e também o atacante Lucas Barrios.

O Huracán tem a enorme chance de melhorar na grande vitrine da Copa.

Nicolas Baier, ESPN Argentina


Deportivo Lara

O Deportivo Lara já surpreendeu no ano passado na Libertadores, incluindo uma vitória contra o sete vezes campeão Independiente, e em 2019 quer dar um passo a mais.

Não será fácil para o time dirigido por Leo González, que teve que reconstruir por completo ao deixar sair jogadores de prestígio no futebol venezuelano como Argenis Gómez e Juan Falcón. Igualmente, o colombiano Herlbert Soto, o argentino Martin Batallini e o paraguaio David Mendoza deixaram as fileiras rubro-negras.

Seu novo elenco está integrado pelos paraguaios Marco Miers e Lorenzo Frutos e pelo argentino Gonzalo Di Renzo.

Entre as caras novas do Lara destaca-se Jaime Moreno, atacante nascido na Venezuela, mas da seleção da Nicarágua.

Jesús Hernández, após pasar por Portugal com o Belenenses, voltou à Venezuela em 2018 para ser o artilheiro do Lara com 12 gols em 39 jogos. Segue sendo a referência ofensiva.

Esteban Rojas, AFP

Grupo C

Olimpia

O Olimpia, que estreia contra o Godoy Cruz em Mendoza, é o time que mais expectativas cria em terras paraguaias, porque chega como bicampeão do país.

Com uma equipe bem reforçada (como o ídolo Alejandro Silva) e mantendo todo o seu elenco que conquistou os campeonatos Apertura e Clausura (destaques para Willy Mendieta e Roque Santa Cruz), os comandados pelo argentino Daniel Garnero buscaram a quarta Libertadores – ganhou 1979, 1990 e 2002.

O torcedor do Olimpia se mostra muito entusiasmado e confiante em poder fazer uma histórica competição. Divide grupo com Universidad de Concepción, Godoy Cruz e Sporting Cristal.

No campeonato do Paraguai, o Olimpia vem jogando cada vez melhor e o líder isolado e invicto do torneio com um jogo a menos em nove rodadas.

Ale Silva, Unicanal


Sporting Cristal

O campeão do futebol peruano conseguiu, em dezembro passado, seu título nacional de número 19. Para esta temporada, transferiu três de seus principais jogadores para o exterior: o uruguaio Gabriel Costa para o Colo-Colo; Josepmir Ballón à Universidad de Concepción de Chile; e Marcos López ao San Jose Earthquakes da MLS. Chegaram, no entanto, outros jogadores de importância para substitui-los.

Sua principal figura é o atacante argentino Emanuel Herrera, que na temporada passada somou 40 gols em 38 jogos. Se somam a ele os reforços recentes como o meia argentino Cristian Ortiz, Patricio Arce, Christofer Gonzales (ambos meias) e o atacante uruguaio Cristian Palacios. Continuam os argentinos Horacio Calcaterra e Omar Merlo, assim como o uruguaio Jorge Cazulo.

Seu técnico é o argentino Claudio Vivas, que voltou ao clube depois de seis anos como substituto de Alexis Mendoza – o colombiano dirigiu em apenas dois amistosos (uma derrota e uma vitória) e por motivos contratuais abandonou a equipe. O Cristal está em primeiro na tabela da Liga1 com nove pontos em apenas três rodadas.

O Sporting Cristal foi finalista da Libertadores de 1997 (perdeu para o Cruzeiro) e por isso seu objetivo é chegar o mais longe possível na presente edição da Libertadores, torneio no qual participou 34 vezes. Entre 1995 e 2007 teve 13 participações consecutivas na Copa, recorde nacional absoluto.

Jorge Guerrero, jornal Líbero


Godoy Cruz

O que parecia um momento de grande expectativa para o Godoy Cruz, de repente, se transformou em incerteza.

O ciclo de Marcelo Gómez como técnico durou apenas seis jogos (cinco derrotas e uma vitória), e el Tomba mudou o rumo a poucos dias de sua apresentação na Libertadores.

Lucas Bernardi estreou com um empate sem gols na visita ao San Martín (SJ) e é o novo responsável do conjunto que divide o grupo C com Olimpia, Sporting Cristal e Universidad de Concepción.

No final do ano passado, o último vice-campeão da Superliga perdeu o técnico Diego Dabove, mas conseguiu manter o artilheiro Santiago García, muito pretendido no mercado de transferências.

Nicolas Baier, ESPN Argentina


Universidad de Concepción

Há um tempo, a Universidad de Concepción se transformou em mais um animador do futebol chileno, ainda que lhe falte o último passo para poder ganhar algo. Esteve perto (foi vice-campeão em 2018), mas não tem títulos na primeira divisão do país.

Manteve Francisco Bozán como técnico. Com 32 anos, é um dos treinadores mais jovens do futebol chileno e também da Copa. Só o argentino Francisco Meneghini (30), do Unión La Calera, é mais jovem que Bozán.

Pensando na arena internacional, se reforçaram com nomes de experiência. Duas de suas incorporações mais relevantes são o defensor uruguaio Alexis Rolín, ex-Boca Juniors e Nacional do Uruguai, e o meia peruano Josepmir Ballón, que vem do Sporting Cristal, último campeão de seu país e rival do time de Concepción na fase de grupos.

Além disso, também se juntaram o lateral argentino Germán Voboril (ex-Católica), o canhoto Fernando Cordero (de passagem pouco feliz no San Martín de Tucumán), o meia Nicolás Maturana e os atacantes Nicolás Orellana e Patricio Rubio.

No seu elenco tem o futebolista mais velho da primeira divisão chilena, o goleiro Cristián Muñoz (41), e o mais alto, o atacante Steffan Pino (1,99m).

Sua figura é o experiente meia Hugo Droguett. Com 36 anos, o meio-campista canhoto é o armador do jogo da equipe do sul do Chile. Forma um trio interessante no meio junto a Alejandro Camargo e Fernando Manríquez. Ele dá cadência e clareza à construção do futebol de sua equipe.

A Universidad de Concepción sabe que tem um grupo difícil com Olimpia, Godoy Cruz e Sporting Cristal, no entanto tem as armas para brigar ou, ao menos, chegar à Copa Sul-Americana. Será chave para eles serem fortes em casa.

Carlos Tapia, La Tercera

Grupo D

Peñarol

A equipe de Diego López não fez grandes contratações: a aposta foi manter o elenco que conseguiu ganhar o Campeonato Uruguaio 2018 e praticamente conseguiu, salvo pela saída de Maximiliano Rodríguez ao Newell’s.

O Peñarol manteve suas figuras, uma coluna vertebral que busca revanche na Libertadores: Fabricio Formiliano na defesa , Walter Gargano e "Cebolla" Rodríguez no meio, Lucas Viatri e o “Toro” Fernández no ataque.

Chegou o zagueiro argentino Cristian Lema (Benfica) e teve os retornos de Gastón Rodríguez, do Equador, e “Maxi” Rodríguez (ex-Grêmio), que estava no Chile. A aposta dos aurinegros é passar da primeira fase da Libertadores, algo que ficou pendente na temporada anterior. “É um grupo muito duro”, disse Diego López. Ele sabe, porém, que a obrigação é passar para as oitavas de final – o Peñarol é o atual campeão uruguaio e lidera o Apertura 2019.

José Mastandrea, jornal El País


Flamengo

O Flamengo tem uma conta pendente com a Libertadores. A história do clube na competição desde o título em 1981 tem poucas alegrias e muitas frustrações.

Para mudar esta história, a nova direção do clube abriu os cofres e fez contratações relevantes para o setor ofensivo: De Arrascaeta, Gabigol e Bruno Henrique enchem o elenco de opções, juntando-se a nomes como Diego, Vitinho e Éverton Ribeiro.

O início do ano, porém, tem sido problemático. De volta ao Urubu, Abel Braga tem sofrido críticas por um estilo de jogo mais cauteloso, e já começa o torneio sul-americano observado com atenção pela torcida. A falta de reforços em posições carentes, como as laterais, também é um ponto de preocupação.

Leonardo Bertozzi, ESPN Brasil


LDU

Manter a base que obteve o título de campeão nacional em 2018 e reforça-la com jogadores que brindem variantes. Desta maneira o último monarca do futebol equatoriano se armou para encarar a Libertadores, o torneio local e a Copa Equador.

A LDU retorna à máxima competição de clubes pelas mãos de Pablo Repetto, técnico uruguaio que foi o responsável por levar o Independiente del Valle a disputar a final em 2016. O “Rei de Copas” equatoriano costuma jogar com um esquema tático de 4-2-3-1 em que prioriza a velocidade pelas pontas, a solidez defensiva e a criação de futebol desde a primeira linha de meio-campistas.

Entre os reforços destacados estão o meia ofensivo Andrés Chicaiza, que foi reconhecido como melhor jogador do torneio 2018 pelo modesto Delfín SC. Chicaiza foi comparado por alguns analistas a Juan Román Riquelme por sua visão de jogo e criatividade para iniciar jogadas de perigo. A ele se somam José Ayoví e Jacob Murillo - ambos são pontas, e seu estilo de jogo encaixa à perfeição com o que propõe Repetto em suas equipes.

Luigi Marchelle, TC Televisión


San José-BOL

O San José jogará a Libertadores 2019 como o atual campeão do futebol boliviano após coroar-se como tal em dezembro passado. O quadro santo fez poucas contratações para este ano, e destaca-se a presença do goleiro Carlos Lampe, que esteve no Boca Juniors na temporada anterior.

Também estão os bolivianos Edemir Rodriguez, Edivaldo, Rojas, Yasmani Duk, Ronald Eguino, entre outros. A figura do time é o artilheiro Carlos Saucedo, que apesar de seus 39 anos é o homem mais efetivo do futebol boliviano.

Atualmente a equipe está em sexto no torneio local com 14 pontos, cedeu muitos pontos como mandante, e isso colocou em dúvida a continuidade do técnico Nestor Clausen. Os santos buscam no mínimo chegar às oitavas de final, o que só uma vez fizeram – 1996.

Víctor Quispe Perca, jornal La Prensa

Grupo E

Nacional-URU

O Nacional tem uma mudança total. Assumiu novo presidente, José Ducurnex, e baixou o orçamento do plantel de ponta a ponta.

Deixou livres figuras como Jorge Fucile, Luis Aguiar, Carlos De Pena, Santiago Romero e Alfonso Espino, e apontou para a renovação. O Nacional ainda não pôde ganhar no Apertura 2019 – empatou dois jogos e perdeu o outro.

O objetivo é passar para a segunda fase, mas o funcionamento da equipe não é o melhor com o recém-chegado Eduardo Domínguez. Está muito irregular.

José Mastandrea, jornal El País


Cerro Porteño

O Cerro Porteño, mais uma vez, tentará chegar longe na Libertadores – nunca conseguir disputar uma final desta competição em 54 participações. O elenco que comanda Fernando Jubero não vem muito bem no torneio local (está na quarta posição a cinco pontos do eterno rival, Olimpia).

O time do Barrio Obrero estreia contra um campeão da América, o Atlético-MG em Belo Horizonte, e de novo a torcida do Cerro começa com um sonho por este torneio.

O Cerro Porteño se reforçou com jogadores de peso para encarar a Copa (Juan Pablo Carrizo, Fernando Amorebieta e Federico Carrizo, por exemplo), e o técnico ainda não encontrou a formação ideal para arrasar seus rivais.

Ale Silva, Unicanal


Zamora

O Zamora recuperou na última temporada o domínio do futebol venezuelano, com a explosão de jogadores como Erickson Gallardo e Antonio Romero.

Sob a direção de Alí Cañas, o clube tentará na Libertadores pagar sua única dívida pendente: uma boa figuração internacional. Em quatro participações previas na Libertadores (2012, 2014, 2015 e 2017), os zamoranos não passaram da fase de grupos.

A velocidade pelos lados de homens jovens como Gallardo e Romero é a principal base do quadro llanero, mas também conta com peças de experiência como zagueiro uruguaio Jorge Ignacio González e o meia Gustavo Rojas. Perdeu no mercado de transferências o seu artilheiro, Anthony Uribe, contratado pelo Belgrano; mas pôde manter a coluna vertebral do plantel campeão de 2018.

Chegaram, por outro lado, o atacante paraguayo Guillermo Paiva e o colombiano Jader Maza. Pedro Ramírez, apelidado “El Mago”, está em busca de seu melhor nível. Atravessou momentos difíceis após sua fracassada ida à Europa com o Sion-SUI, mas voltou ao Zamora em 2018 com a intenção de recuperar seu futebol. Extraordinário passador, com boa chegada na área, pode ser chave.

Esteban Rojas, AFP


Atlético-MG

Ano passado, o Atlético-MG se ausentou da Libertadores pela primeira vez desde a conquista inédita de 2013. De volta ao torneio, superou as fases preliminares para garantir seu lugar nos grupos, batendo os uruguaios Danubio e Defensor. O clube aposta no retorno ao Mineirão para ter o apoio de mais torcedores nas partidas.

Os jogos já disputados mostraram virtudes e fragilidades. Cazares tem demonstrado que, com a regularidade que lhe faltou em outros anos, está entre os melhores meias do país. O equatoriano cria chances que costumam ser convertidas por Ricardo Oliveira, que mira um lugar entre os cinco maiores artiheiros brasileiros da Libertadores.

Falta ao Galo, porém, mais equilíbrio defensivo para evitar oscilações dentro dos jogos. O técnico Levir Culpi testou diferentes formações de meio-campo, com a posição de Elias, um entre tantos jogadores experientes do elenco, sendo uma dúvida. A zaga foi o setor mais reforçado, com o ex-botafoguense Igor Rabello e o retorno de Réver.

Leonardo Bertozzi, ESPN Brasil

Grupo F

Palmeiras

Vinte anos depois de conquistar a América pela primeira vez, o Palmeiras tem um dos elencos mais ricos do continente e carrega a responsabilidade de disputar nas cabeças. Além de reforços pontuais para dar mais alternativas a Luiz Felipe Scolari, o clube repatriou Ricardo Goulart, que fez sucesso com o treinador no futebol chinês.

Goulart chegou dando sinais de que será um dos jogadores mais importantes da equipe, atuando atrás de um centroavante. Mas quem será este jogador? Borja, um dos artilheiros do torneio ano passado, mas em mau momento e contestado pela torcida, ou Deyverson, que acumula episódios de indisciplina e permaneceu no clube por decisão própria ao recusar uma proposta da China? Falta, ainda, preencher de forma definitiva a lacuna aberta pela lesão de Willian.

Protagonista no título brasileiro de 2018, Dudu segue sendo a referência técnico dentro de campo. Mais maduro, desfruta da condição de ídolo, reforçada pela sua renovação de contrato recente.

Leonardo Bertozzi, ESPN Brasil


San Lorenzo

Sem dúvidas, o San Lorenzo chega para o começo da Libertadores em seu pior momento. O Ciclón está em um impensado último lugar na Superliga Argentina e não conseguiu ganhar desde a chegada de Jorge Almirón ao comando técnico.

O técnico, que se consagrou no Lanús e teve passagem pouco feliz pelo Atlético Nacional, ainda não encontrou saída para a equipe, que incorporou muitos de seus antigos dirigidos na Colômbia.

Com um elenco que mescla experiência e juventude, Almirón testou muitas mudanças, sem poder colocar sua ideia de jogo em campo.

O ganhador da Libertadores em 2014 enfrentará Palmeiras, Junior Barranquilla e Melgar no complicado grupo F. O Cuervo teve um início de 2019 para esquecer, e na Copa não terá margem para erro.

Nicolas Baier, ESPN Argentina


Junior Barranquilla

É a melhor equipe colombiana de hoje, não só porque é a atual campeã nacional, mas também porque tem o elenco mais talentoso, um técnico de peso como Luis Suarez e conseguiu manter seus melhores jogadores, algo que é sempre muito complicado para os clubes do seu país.

Junior vem de vencer a Liga Águila e chegar à final da Copa Sul-Americana, então já demonstrou sua capacidade de competir em nível internacional. Tem um 11 confiável e peças de reposição para enfrentar uma longa temporada como a que será 2019. Além disso, tem o melhor ataque da Colômbia e jogadores de categoria em todas as linhas.

A figura do Tiburón é Luis Diaz, que já brilhou em 2018 e no recesso estava prestes a ser transferido para o River Plate, mas renovou seu contrato e, com o número 10 nas costas, vai em busca do título internacional que lhe foi negado. Divide o ataque com Teo Gutiérrez, ídolo dos torcedores e chave por sua experiência. Na defesa, o goleiro Sebastián Viera, o zagueiro Deivy Balanta e o lateral Marlon Piedrahita são pilares fundamentais.

Em uma boa equipe, as incorporações sempre se adaptam muito mais facilmente. Foi o que aconteceu com Roger Torres, Matías Fernández e Freddy Hinestroza. Todos eles têm experiência internacional e é por isso que eles não precisaram de muito tempo para se tornar peças importantes. O chileno pode ser um desses substitutos de luxo que são tão valiosos na Copa Libertadores.

Na liga local está em segundo lugar e é o único invicto depois de oito rodadas disputadas. Alcançou importantes vitórias contra Medellín, Once Caldas, América de Cali e Tolima, mostrou grande poder de vencer como visitante e também foi coroado campeão no primeiro título do ano, a Superliga.

Depois das primeiras eliminações do Atlético Nacional e do DIM, é a grande esperança do futebol colombiano para ir longe na Copa Libertadores. O Junior tem talento e experiência para competir com qualquer um e a estreia contra o Palmeiras será um teste de fogo para provar isso.

Damian Didonato, ESPN Colômbia


Melgar

Da cidade de Arequipa, sul do Peru, o Melgar atingiu a fase de grupos após deixar para trás Universidad de Chile e Caracas, da Venezuela. O "Dominó", como eles chamam, está em sua quinta Copa Libertadores - participou nas edições de 1982, 1984, 2016 e 2017, onde não teve mais sucesso, pois sempre foi eliminado na primeira fase da competição internacional.

Sua principal figura é o atacante argentino Bernardo Cuesta, que tem 181 jogos com o Rojinegros e marcou 85 vezes. O santafesino é o capitão da equipe. Também se destacam o lateral Giancarlo Carmona, com passado em San Lorenzo da Argentina; o zagueiro equatoriano John Narvaez defende a seleção de seu país; e o meia Alexis Arias ganhou convocações de Ricardo Gareca, técnico do Peru.

Seu treinador é o argentino Jorge Pautasso, que chegou para esta temporada. E com ele vieram o o meia uruguaio Nicolás Freitas; o meio-campista colombiano Dawling Leudo; o zagueiro paraguaio David Villalba; os jogadores de seleção Hinostroza Hernan, que retornou do Kuwait; Johnny Vidales; Ángel Romero; e os mundialistas Carlos Caceda e Christian Ramos (que voltou ao futebol peruano depois de jogar na Argentina, Equador, México e Arábia Saudita).

O Melgar sabe que tem um grupo complicado com San Lorenzo, Palmeiras e Junior, mas vai tentar surpreender de qualquer maneira. Conta com o plus da altitude arequipeña, uma cidade localizada a 2.335m acima do nível do mar, um detalhe que sempre preocupa todos os seus rivais.

Jorge Guerrero, jornal Líbero

Grupo G

Boca Juniors

Sabe-se que a Libertadores é uma obsessão para o Boca Juniors. O torneio no qual sua torcida deposita todas as esperanças.

Claro que esta não é uma Copa a mais para o Xeneize. É a primeira desde a dolorosa queda na Superfinal frente o River Plate. Uma ferida que será muito difícil de cicatrizar.

Guillermo Barros Schelotto deixou seu lugar para Gustavo Alfaro, e com o novo técnico até agora o bicampeão da Superliga conseguiu resultados muito bons.

Andrada é uma garantia sob as traves, Junior Alonso e Lisandro López chegaram para fortalecer a defesa, Marcone é um grande reforço no meio-campo e no ataque sobram variações com PavónTevez, Benedetto, Mauro Zárate e Wanchope Ábila.

No marco do grupo G, o Boca Juniors enfrentará Athletico Paranaense (rival do River Plate na Recopa Sul-Americana), Jorge Wilstermann e Deportes Tolima.

Nicolas Baier, ESPN Argentina


Athletico Paranaense

A opção de não usar seu time principal no Estadual faz do Athletico-PR uma incógnita neste começo de temporada. O time que conquistou a Copa Sul-Americana perdeu nomes importantes, como o meia Raphael Veiga e o atacante Pablo.

O Furacão reagiu com uma contratação de peso: o centroavante argentino Marco Ruben, experiente na competição. Após conquistar a Copa Argentina pelo Rosario Central, o jogador de 32 anos aceitou o desafio de liderar o ataque rubro-negro.

O elenco dirigido por Tiago Nunes aposta na rodagem internacional de nomes como Lucho González e Thiago Heleno, além do surgimento de revelações como o lateral-esquerdo Renan Lodi, já cobiçado por clubes da Europa.

Leonardo Bertozzi, ESPN Brasil


Jorge Wilstermann

O Jorge Wilstermann jogará pela terceira vez consecutiva a Libertadores em sua condição de campeão do torneio Apertura do futebol boliviano em 2018.

Não forammuitas contratações para este ano – destacam-se o paraguaio Ariel Núñez e os bolivianos Bruno Miranda, Víctor Melgar e Moisés Villarroel.

A figura da equipe é o brasileiro Serginho, que é o eixo do elenco, assistente e artilheiro.

Atualmente a equipe se encontra no quinto lugar do futebol boliviano com apenas 14 pontos. O técnico é o espanhol Miguel Portugal, que foi questionado pela baixa qualidade da equipe neste ano.

As expectativas que existem no quadro vermelho é conseguir superar a fase de grupos e melhorar o feito de 2017, quando chegou às quartas de final da Libertadores.

Víctor Quispe Perca, jornal La Prensa


Tolima

Ficou muito distante o título que deu a classificação ao Tolima para a Copa Libertadores, e vários daqueles jogadores que ganharam a final do Apertura 2018 contra o Atlético Nacional antes do início da Copa do Mundo da Rússia já não estão no elenco. No entanto, com o técnico Alberto Gamero como líder, a equipe de Ibagué tentará surpreender um grupo muito complicado.

Dos onze que triunfaram naquela final, não estão mais Fainer Torijano, Rafael Robayo, Yohandry Jose Orozco, Angelo Rodriguez e Sebastian Villa. Os três atacantes do campeão deixaram o clube e são ausências que até hoje se sentem em um time que está longe do seu melhor nível.

O melhor do plantel hoje é o atacante Marco Pérez, que nesta temporada pode se tornar o maior artilheiro da história do clube. O goleiro Álvaro Montero também se destaca, apesar de nos últimos dias ter sido acusado de doping positivo. Os campeões Carlos Robles e Danovis Banguero são outros pilares da ideia de Alberto Gamero, técnico e ídolo dos torcedores.

Na atual liga, o quadro pijao está na zona de qualificação (entre os oito melhores), mas com um caminho regular. Ele conseguiu importantes triunfos contra o Santa Fé em Bogotá e uma vitória contra o Jaguares, mas também perdeu para Cali e Once Caldas. Soma quatro vitórias, um empate e quatro derrotas.

Suas chances nesta Copa Libertadores serão boas se conseguir se tornar forte em casa. Athletico Paranaense e Boca Juniors são oponentes superiores na história, mas também têm pontos fracos que o Tolima, com seu poder ofensivo, é capaz de aproveitar. Ele vai jogar sua oitava Copa e apenas uma vez, em sua estreia em 1982, conseguiu superar a fase de grupos, então também deve jogar contra sua própria história.

Damian Didonato, ESPN Colômbia

Grupo H

Grêmio

Trabalho consolidado, identidade clara e jogadores decisivos. A receita do Grêmio faz com que seja impossível não colocar o time de Renato Portaluppi entre os favoritos. Time que gosta da bola e de impor seu jogo sobre os adversários, dentro ou fora de casa, o Tricolor vem de um título e uma semifinal na competição.

A cereja do bolo para o torcedor gremista é a contratação de Diego Tardelli, que deve formar com Luan e Éverton Cebolinha um dos trios de ataque mais fortes do continente. O centroavante Vizeu e o meia Montoya são chegadas que ampliam o leque de opções para Renato montar seu setor ofensivo.

A principal dúvida está no gol: a saída do ídolo Marcelo Grohe deixa uma disputa aberta entre nomes de nível semelhante, Paulo Victor e Júlio César, mas nenhum com o peso de um dos heróis de 2017.

Leonardo Bertozzi, ESPN Brasil


Universidad Católica

As expectativas são altas na Universidade Católica antes da edição de 2019, especialmente depois de vencer o último campeonato nacional, no retorno dos longos torneios no futebol chileno. Hoje é a melhor equipe da primeira divisão do Chile. Eles são os campeões da liga de 2018, somando 61 pontos em 30 rodadas, e com a defesa menos vazada do torneio.

As contratações não foram apenas nos jogadores. O argentino-boliviano Gustavo Quinteros é o novo treinador, substituindo o espanhol Beñat San José, hoje no Al-Nasr dos Emirados Árabes Unidos após rescindir o contrato no Chile, de acordo com ele procurando "objetivos mais ambiciosos".

Há seis reforços neste elenco: o zagueiro Valber Huerta, o lateral Juan Cornejo, o meia Cesar Pinares e os atacantes Edson Puch, Jeisson Vargas e Duvier Riascos. O antigo Vasco da Gama é a mais recente adição, o muito aguardado centroavante que Quinteros pediu. Ele é o primeiro colombiano na história da Católica. Seu último clube foi o Dalian Yifang, da China.

Além disso, voltam aqueles que estavam emprestados: o retorno mais importante é o do goleiro Cristopher Toselli, que luta pela posição com o argentino Matías Dituro, uma das estrelas do título cruzado no ano passado.

A cota de talentos é fornecida por Diego Buonanotte e Edson Puch. O argentino, que renovou seu contrato com o clube até dezembro de 2020, é um dos jogadores mais amados pelos torcedores. Sua experiência pode ser vital para o time na Copa, e Puch é a mais poderosa contratação do mercado chileno. Cedido pelo Pachuca-MEX, ele se destacou na pré-temporada e na sexta-feira passada marcou seu primeiro gol oficial com a Católica.

Sua performance faz seu nome aparecer no radar de Reinaldo Rueda para a seleção chilena. Outros jogadores que formam a base da UC são Dituro, Luciano Aued e José Pedro Fuenzalida, o capitão.

O objetivo do campeão chileno é, pelo menos, chegar às oitavas de final. Está em um grupo equilibrado com Grêmio, Rosario Central e Libertad. Claro, os de Porto Alegre são os favoritos.

Carlos Tapia, La Tercera


Rosario Central

O Rosario Central é outro dos times argentinos que trocou de técnico em pleno começo do ano.

A diretoria demitiu Edgardo Bauza, um símbolo do clube, com o qual ganhou a Copa Argentina e chegou à Libertadores há apenas três meses. Paulo Ferrari o substitui, outro homem da casa ainda que sem experiência como treinador.

O começo do novo ciclo não foi nada auspicioso: precoce eliminação do vigente campeão da Copa Argentina pelas mãos do humilde Sol de Mayo.

Já sem seu goleador Marco Ruben, o Canalla aposta na experiência de Caruzzo e Ortigoza e o peso no ataque de Zampedri, que permaneceu no clube apesar das ofertas que chegaram por seu passe.

O conjunto rosarino integra o competitivo grupo H com Grêmio, Universidad Católica de Chile e Libertad do Paraguai.

Nicolas Baier, ESPN Argentina


Libertad

O elenco gumarelo vem de derrotar nas fases prévias The Strongest e Atlético Nacional para chegar a esta instância.

Para enfrentar a Universidad Católica, os comandados pelo colombiano Leonel Álvarez colocam o que tem de melhor para enfrentar o time chileno.

Após o retorno do presidente honorário (e ex-presidente do Paraguai), Horacio Cartes, o Libertad apostou em contratar jogadores de experiência copeira como Macnelly Torres, Martín Silva, Danilo Ortiz, entre outros.

No Campeonato Paraguaio, o time repollero não está muito regular: em sete jogos, ganhou três, empatou um e perdeu três.

Ale Silva, Unicanal