Indagado sobre o que mais o atraíra para jogar no Milan, durante sua apresentação à imprensa, nesta terça-feira (8), em Milão, Lucas Paquetá foi enfático:
"A camisa do Milan", cravou, sem pestanejar.
Paquetá chegou ao clube tímido, com um discurso protocolar e bem afiado. Exaltou a grandeza do Milan e da camisa como principais motivos que o levaram ao clube e se colocou à disposição ara estrear a qualquer momento.
"Estou pronto para jogar. Jogo mais à vontade como meia-atacante, mas estou pronto para atuar onde Gattuso preferir", disse ele, que ainda não conversou com o treinador sobre suas preferências.
O Milan tem dois compromissos importantíssimos em suas duas próximas datas. No dia 12, sábado, enfrenta a Sampdoria pelas oitavas da Copa da Itália. No dia 16, quarta-feira, pega nada menos que Juventus, pela final da Supercopa italiana.
Quando falou do que conhecia do técnico Gennaro Gattuso, aliás, arrancou os primeiros sorrisos da plateia composta por jornalistas.
"Sim, o Gattuso é muito conhecido no Brasil, eu me lembro de que jogava com ele no meu time no Playstation", disse o meia-atacante recém-chegado do Flamengo.
O videogame voltou a ser citado quando Lucas foi indagado sobre qual jogador do elenco havia lhe impressionado mais.
"Todos me impressionaram, mas o Higuaín, sem dúvida (me impressionou muito), pelos times em que jogou, grandes equipes. E porque eu também jogava com ele no Playstation", disse, sorrindo.
As comparações com o ídolo milanista Kaká também foram constantes. A maioria das perguntas dos jornalistas a Lucas e aos diretores Leonardo e Paolo Maldinni tiveram o nome do Bola de Ouro de 2007 como mote.
"É claro que as pessoas vão ligá-lo ao Kaká, pela juventude, por ser brasileiro. Mas o Milan tem uma longa história de sucessos com brasileiros", disse Leonardo, ele mesmo um exemplo disso.
"Mas é claro que ele não foi contratado só por isso, mas sim pelas suas características", completou Leonardo.
O diretor também respondeu sobre o risco de um investimento tão alto em um jogador tão jovem.
"Risco, sempre há, mas acreditamos em uma evolução dele, que só virá com o tempo. Hoje em dia, ninguém mais contrata Van Basten, Rijkaard e Gullit (ídolos holandeses e milanistas nos anos 1980 e 90)", disse ele para justificar a aposta em um jogador jovem como Paquetá.
Paquetá custou ao Milan 35 milhões de euros (cerca de R$ 151 milhões), dos quais 70% são do Flamengo.
Por fim, o jogador também explicou a escolha do número 39 para sua camisa, dizendo que foi o número com que estreou no time profissional do Flamengo.
