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Quem são os 20 atletas mais dominantes de 2018? Descubra

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LeBron, Djokovic, Simone Biles e muito mais: os 20 atletas mais dominantes do esporte em 2018 (1:26)

Confira a lista dos astros do esporte mundial (1:26)

Quando falamos dos atletas que dominam os esportes, normalmente levamos em conta qual a competição que eles enfrentam, seja entre contemporâneos ou de outras eras. Sabe, Pelé ou Maradona, LeBron ou Jordan, Cristiano Ronaldo ou Messi.

Mas em 2018, fomos agraciados por um número incomum de atletas que dominaram não apenas as almas de seus rivais, mas que redefiniram o que é imaginável em seus respectivos esportes.

Então, nossa lista dos 20 atletas profissionais mais dominantes serve para duas coisas. Mostra quem foi o melhor entre os melhores. E serve de homenagem para estes artistas transcendentes que não perderam tempo olhando para trás, nem mesmo nos livros de história, por que estavam muito ocupados testando novas formas de chegar ao limite de habilidade, força e resistência.

A dominância é imprevisível: não podemos dizer quando a próxima Serena Williams irá nascer. Mas com o tempo, vimos que as grandes estrelas nascem quando duas coisas acontecem: o esporte é popular e lucrativo o bastante para atrair boa parte dos principais atletas do mundo, e quando ainda são jovens o bastante para o talento encontrar novas formas de se expressar. Quando atletas pioneiros fazem uma modalidade aparecer - pense em Pelé no futebol e Babe Ruth no beisebol -, só então teremos uma explosão da verdadeira dominância.

Veja, abaixo, os 20 atletas mais dominantes do esporte mundial em 2018:

Trout continua sendo o padrão de excelência como o melhor jogador de beisebol em ano após ano. Até mesmo seus fracassos são dominantes: ao terminar em segundo lugar na votação de MVP, Trout empatou o recorde de mais vices na história - quatro, juntando-se a Albert Pujols e Ted Williams. Todas as partes do jogo, desde sua rebatida às suas defesas e velocidade, são sensacionais. Assim como nos acostumamos a ver Trout na lista de finalistas para MVP, nos acostumamos a vê-lo entre os 20 dominantes. -- Sachin Dave Chandan

Ele foi o dono do Houston Rockets em 2017-2018: entregue a bola a Harden e saia do caminho. De acordo com a pesquisa da ESPN, Harden se tornou o quarto jogador e ter uma média de no mínimo 30 pontos - liderou a liga com 30,4 - em uma equipe com, no mínimo, 65 vitórias. Os outros? Stephen Curry, Michael Jordan (duas vezes) e Kareem Abdul-Jabbar. Para conquistar tal feito, Harden liderou a NBA na média de lances livres feitos (8,7) e tentados (10,1), arremessou 37% em 10 tentativas de 3 pontos por jogo e registrou 8,8 assistências (terceiro na liga), em um dos melhores ataques na história da NBA. E ainda encontrou tempo para cuidar da barba. -- Anthony Olivieri

Nunca existiu um quarterback tão prolífico no início de carreira como Mahomes. Ele é o único jogador na história da NFL com mais de 3 mil jardas aéreas e 30 touchdowns nos 12 primeiros jogos. Entre a elite atual de quarterbacks - Tom Brady, Aaron Rodgers, Drew Brees, Ben Roethlisberger, e até mesmo Eli Manning - nenhum deles passou a marca de 2 mil jardas ou 20 touchdowns. (Cada um tem ao menos 4 mil jardas e 330 passes para touchdown na carreira atualmente). O rating de 117,9 de Mahomes está 6,9 pontos acima do segundo colocado, Kurt Warner. Ele pode se tornar o segundo jogador a lançar para 5 mil jardas e 50 touchdowns em uma temporada... e ele tem apenas 23 anos. -- Dan Hajducky

Sim, ele liderou a NHL em gols marcados pela quinta vez em seis temporadas. Sim, ele foi o motor ofensivo do Washington Capitals em sua 14ª temporada na liga. Sim, sua camisa foi a mais vendida no site NHL.com. Mas 2018 foi especial a Ovechkin por ter sido o ano em que ele finalmente venceu a Stanley Cup. Depois de anos de críticas por suas performances em playoffs, ele finalmente conquistou seu primeiro campeonato e deixou pelo caminho o rival Sidney Crosby, dos Pittsburgh Penguins. E qual é a melhor parte em dominar todos na NHL por uma temporada? É celebrar eternamente a conquista da Stanley Cup. -- Sachin Dave Chandan

Desde 1973, quando adultos choraram ao ver Secretariat dominar Belmont, um cavalo não era tão superior aos outros como Justify. Ao vencer a primeira corrida da Tríplice Coroa, o Kentucky Derby, Justify se tornou o primeiro cavalo desde 1882 a alcançar tal feito sem ter competido com dois anos de idade. São 136 anos, se você estiver fazendo as contas. Depois, ele se tornou o primeiro cavalo inexperiente a vencer... tudo! E há um domínio ainda maior: Justify, que venceu todas as suas seis corridas, foi o segundo cavalo invicto (junto de Seattle Slew, em 1977) a conquistar a Tríplice Coroa. -- Anthony Olivier

No último quarto da Semana 11 contra o Philadelphia Eagles, Brees lançou um passe perfeito em espiral na lateral direita do campo para Alvin Kamara anotar um touchdown de 37 jardas. Em uma quarta descida. Com sua equipe vencendo por 31 pontos. O lance resumiu o que vem sendo a temporada 2018 de Brees, que lançou para 25 touchdowns e apenas 1 interceptação em 10 jogos (os Saints venceram nove deles). Ele é o quarterback mais preciso da NFL com uma média de 76,9%, a melhor marca de sua carreira. Também lidera a liga em rating (126,9) e QBR total (87,7). Aos 39 anos, Brees se parece com um de seus próprios passes: implacável e perfeito. -- Anthony Olivieri

O quão dominante Mookie Betts foi em 2018? Jogando em uma das melhores equipes na história do beisebol, ele liderou a MLB com a maior média de rebatidas (34,6%) e porcentagem em bases (46%), e empatou em corridas (129). Impressionante! Algo a mais? O right fielder do Red Sox também se tornou o terceiro jogador na história da liga a registrar 30 home runs e 30 bases roubadas na temporada com a média de rebatida de 34% no mínimo. Também recebeu seu primeiro prêmio de MVP, seu segundo Silver Slugger e sua terceira Luva de Ouro consecutiva. Pode colocar isso em perspectiva? De acordo com o Baseball Reference, ele teve o maior WAR (10,9) desde Barry Bonds em 2002 (marca que ganhou um asterisco pelo escândalo de doping). -- Anthony Olivieri

Por falar em predominância rotineira, consideremos a temporada 2017-18 de LeBron. Ele jogou todos as 82 partidas da temporada regular pela primeira vez na carreira, liderando a liga em minutos em quadra. Sua equipe chegou às Finais da NBA pela oitava vez seguida, e com médias de 27,5 pontos, 8,6 rebotes e 9,1 assistências, ele se tornou o primeiro jogador da história da NBA a atingir tais números aos 33 anos. E também tem isso: após trocar Cleveland por Los Angeles, os Cavaliers foram de quatro finais consecutivas para... o pior time da NBA (até 19 de novembro). Às vezes, o domínio é notável na sua ausência. -- Anthony Olivieri

O domínio de Hamilton se tornou tão rotineiro que quase passa despercebido. Hamilton conquistou o título mundial e venceu 10 corridas, empatado agora em sexto lugar como piloto mais vitorioso na história. Ele liderou por 2.170 km - ou 36% da temporada. Ele cravou a pole position em seis ocasiões, terminando como vencedor em todas. Desde julho, ele não termina uma prova abaixo do quarto lugar. Agora, tudo o que resta a Hamilton é perseguir os poucos recordes remanescentes, como maior número de vitórias e maior número de títulos. -- Sachin Dave Chandan

Ao chegar em PyeongChang, a questão era saber se Hanyu. atual campeão na patinação artística, poderia se recuperar de uma lesão no tornozelo para defender seu título. O patinador de 23 anos respondeu da maneira mais enfática possível ao se tornar o primeiro homem em 66 anos a conquistar duas medalhas de ouro consecutivas. Quando sua apresentação terminou, enquanto os fãs corriam para receber seu autógrafo em bonecos do Ursinho Pooh, Hanyu se abaixou para agradecer ao seu tornozelo ter resistido. E ele não parou desde então, tendo conquistado dois Grand Prix em novembro com uma vantagem de dois dígitos, mesmo tendo agravado a lesão no joelho. -- Elaine Teng

Este ano marcou o retorno de Djokovic ao topo após as lesões de 2017. Ele voltou a dominar com vitórias em Wimbledon e no US Open, a terceira vez que ele "varreu" as finais dos dois Majors. Ele venceu 82% dos seus jogos e teve 13 vitórias e 3 derrotas contra outros adversários do top 10 da ATP. Após ter saído do top 20 em maio, ele terminou o ano como o número 1. E fez tudo isso enquanto buscava a história: com 14 títulos de Grand Slams na carreira, Djokovic está empatado na terceira colocação de todos os tempos. -- Sachin Dave Chandan

Foi o ano em que Halep, com 27 anos, finalmente desencantou, vencendo seu primeiro Grand Slam, Roland Garros, após ter ficado com o vice-campeonato no Australian Open. Ela começou e terminou o ano como número 1 do mundo, registrando 46 vitórias e 8 derrotas e três outros títulos, construindo um dos maiores retornos de todos os tempos no tênis. Halep usou seu bíceps para quebrar 49,6% dos serviços, líder da WTA no quesito. Ela também foi letal com seus próprios saques, anotando 108 aces. Seu domínio de ponta a ponta garantiu seu lugar nesta lista. -- Sachin Dave Chandan

O maduro Modric está um momento mágico, tendo começado com o terceiro título consecutivo da Champions League com o Real Madrid, antes de surpreender o mundo como vice-campeão da Copa com a Croácia. Modric liderou as estatísticas no Mundial da Rússia em toques na bola, foi o terceiro jogador que mais completou passes, o terceiro que mais criou chances e faturou a Bola de Ouro de melhor jogador da competição. Ele também ganhou o prêmio de Melhor Jogador Masculino do Ano da Fifa e da Uefa, além da Bola de Ouro da renomada revista France Footbal. Frank Lampard, técnico do Derby County e lenda do Chelsea, disse que Modric "joga como se ele estivesse no parque. Nunca está entediado". -- Dan Hajducky

Breanna, escolhida a Melhor Atleta Feminina no ESPYS de 2016 (superando as não menos dominantes Simone Biles e Katie Ledecky), ainda tem 24 anos. Diana Taurasi tinha 27 anos quando conseguiu chegar a três temporada com pelo menos 620 pontos marcados. Breanna já tem três, mais do que Tina Thompson e Tamika Catchings, segunda e terceira na lista de maiores cestinhas da história, juntas. Se a ala de 1,93m continuar pontuando neste ritmo, ela se tornará a segunda jogadora a atingir a marca de 8 mil pontos na carreira... antes dos 33 anos. -- Dan Hajducky

Em sua primeira Olimpíada de Inverno em PyeongChang, Kim, com apenas 17 anos, surpreendeu a todos com um perfeito 1080 em sua segunda tentativa, além de um incrível 720 para finalizar. Esses movimentos "clássicos" de sua rotina garantiram o resultado de 93,75 a Kim -- o suficiente para lhe dar a medalha de ouro antes mesmo de suas outras tentativas. Mas não foi o suficiente para Kim. Em sua última tentativa antes do ouro, ela se tornou a primeira mulher na história olímpica do snowborarding a completar giros de 1080 consecutivos em um halfpipe - e teve pontuação quase perfeita de 98,25. -- Charlotte Gibson

Ledecky não para de vencer. Dias após conquistar dois títulos individuais em campeonatos da NCAA para a Universidade de Stanford, em março, a seis vezes medalhista olímpica se tornou profissional. No Pro Swim Series de Indianápolis, em maio, ela quebrou o recorde mundial nos 1.500m livre. Em julho, ela venceu os 800m, 200m e 400m livre no torneio nacional. Depois, ela terminou o ano com medalhas de ouro nos 400m, 800m e 1.500m livre no Campeonato Pan-Pacífico, em agosto. Se estivéssemos apostando, diria para jogar tudo (na piscina) em Ledecky para a Olimpíada de 2020. -- Charlotte Gibson

Em sua terceira temporada LPGA, a golfista de 23 anos - uma das melhores do esporte - está fazendo história conforme cresce na carreira. Após três vitórias no tour neste ano, Jutanugarn terminou 2018 dominando todos os prêmios possíveis. Todos eles. Atualmente número no Ranking Mundial Oficial Feminino de Golfe, ela venceu o prêmio de Jogadora do Ano, a disputa pelo CME Globe e pelo bônus de US$ 1 milhão, o Troféu Vare com uma média de pontuação de 69.415, a competição The LEADERS Top 10 com 17 classificações entre as 10 primeiras e o título no valor de US$ 2.667.983. E ela também estabeleceu recordes para uma única temporada em birdies (470). -- Charlotte Gibson

Cormier optou por se aposentar após ter completado 40 anos em março e, se mantiver sua palavra, fará história em seu último ano no UFC - e vai fazer isso parecer fácil. Conquistar o título dos meio-pesados com facilidade? Confere. Se tornar o defensor do cinturão após um nocaute no primeiro round contra o premiado lutador Stipe Miocic? Confere duplamente. Aplicar 19 golpes em Derrick Lewis enquanto defendia o cinturão em categorias diferentes, sendo o primeiro campeão a fazer isso? Confere, confere, confere. -- Hallie Grossman

Existem as pessoas rápidas, as muito rápidas, e existe Kipchoge correndo 42 km. Em setembro, o queniano surpreendeu o mundo ao superar o recorde mundial em incríveis 78 segundos. Pare e pense nisso por 1 minuto e 18 segundos. Antes de Berlim, Kipchoge, com 34 anos, era um dos maratonistas mais premiados do mundo, com 9 vitórias em 10 maratonas disputadas (terminou em segundo lugar em Berlim, em 2013), incluindo uma medalha de ouro na Olimpíada de 2016. Mas em 2018, ao dominar as duas maratonas que disputou, ele provou ser capaz de caminhar sobre o mundo como um gigante. -- Chalotte Gibson

Biles teve uma apresentação histórica e mostrou todo o seu poder atlético em campeonatos mundiais, conquistando seu título pela quarta vez com a maior vantagem até então, levando os EUA à medalha de ouro, mais uma vez com uma vantagem recorde, conquistando o total de quatro medalhas. Isso a tornou a primeira ginasta americana a conquistar medalhas em todos os eventos de uma competição mundial - e conquistando tudo isso com uma pedra no rim após ter passado a noite da véspera das eliminatórias internada no hospital. Não que precisasse de mais, mas também venceu tudo no U.S. Classic depois de ter ficado em um hiato de dois anos após a conquista de suas quatro medalhas de ouro e duas de bronze no Rio de Janeiro em 2016. Ela é mesmo imparável. -- Charlotte Gibson