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Bressan comete pênalti no fim, Grêmio toma virada 'relâmpago' do River e dá adeus à Libertadores

Foi no sufoco, com muita emoção e direito ao uso do VAR, mas o River Plate é o primeiro finalista da Copa Libertadores 2018. Nesta terça-feira, a equipe argentina virou sobre o Grêmio em Porto Alegre, venceu por 2 a 1 e, pelos gols marcados fora de casa, se garantiu na decisão do torneio, já a partir da próxima semana, contra Palmeiras ou Boca Juniors.

Precisando do resultado, o River Plate iniciou o jogo com tudo, criando uma série de chances, mostrando postura bastante diferente da mostrada no jogo de ida. Porém, foi o Grêmio quem conseguiu o primeiro gol. E foi um golaço. Depois de cobrança de escanteio de Alisson, a bola desviou no meio do caminho e sobrou para Léo Gomes, que acertou chute de primeira da entrada da área para abrir o placar. A bola novamente pegou em um defensor do time argentino antes de entrar.

Na volta para o intervalo, o Grêmio teve a chance de matar o confronto, mas Everton desperdiçou, chutando nas mãos de Armani. Depois disso, o River mostrou o motivo de ser um dos times mais vitoriosos do continente e conseguiu o empate com Borré, de cabeça, aos 36 minutos.

Poucos minutos depois, o lance mais polêmico do jogo. Scocco tentou chute e a bola bateu no braço de Bressan, que havia entrado havia pouco tempo. O árbitro Jonathan Fuentes consultou a jogada no VAR e deu o pênalti. Como o defensor já tinha cartão amarelo, ele foi expulso.

Depois de muito tempo de jogo parado, Pity Martinez bateu alto no canto, sem chances para Marcelo Grohe, dando números finais à partida.

Agora, a equipe argentina espera o vencedor da outra semifinal, que será decidida nesta quarta-feira, quando o Palmeiras recebe o Boca. No jogo de ida, o time argentino venceu por 2 a 0. A final já começa a ser disputada na próxima semana. Caso enfrente o Boca, o River atua o primeiro jogo fora de casa. Porém, se o confronto for contra o Palmeiras, o duelo de ida é em Buenos Aires e o de volta em São Paulo.

O Jogo

Os argentinos começam pressionando os gaúchos na Arena. Um personagem ilustre estava no estádio gremista, o técnico da seleção brasileira, Tite.

Postado defensivamente, o Grêmio esperava o River Plate, que tinha mais posse de bola e mais iniciativa. Aos nove, Ponzio recebeu na intermediária e arriscou, mas Grohe espalmou. Melhor no jogo, os visitantes chutaram de longe e quase surpreenderam o arqueiro gremista. Aos 12, Palácios recebeu em frente à área e arriscou. A bola bateu na rede, mas pelo lado de fora.

Adotando uma postura mais agressiva, os comandados de Gallardo eram mais incisivos ofensivamente. Por sua vez, os donos da casa ficavam com as linhas mais recuadas e apostavam em jogadas de contra-ataque. Com dores na coxa direita, Ponzio foi substituído por Enzo Pérez. Quase o River abriu o placar, aos 27, após troca de passes envolvente, na qual Pratto acionou Palácios, que buscou o ângulo de Grohe, mas a bola saiu.

Na primeira vez que chegou no ataque, o Grêmio foi letal. Aos 35, após cruzamento da direita, a bola desviou em Casco e sobrou para Leonardo Gomes, que chutou no canto de Armani. Belo gol. Apesar de ter levado o gol, o River não desistiu e seguiu atacando. Aos 42, Borré recebeu de Pratto e chutou, mas a bola saiu. Na sequência, Grohe se chocou contra o gol e desabou.

Dois minutos depois, Quintero recebeu na pequena área e chutou. A bola passou por Marcelo Grohe, mas Paulo Miranda, mais uma vez, salvou a defesa gremista. O sistema defensivo estava garantindo o triunfo dos anfitriões.

Na etapa inicial, o River Plate iniciou tomando a iniciativa e buscando o gol. Os argentinos desperdiçaram boas chances de pular na frente do placar. Enquanto o Grêmio foi objetivo na oportunidade que teve e fez o tento.

Suspenso, Gallardo descumpriu a determinação da Conmebol e foi no vestiário do River. As imagens TV flagraram a presença do treinador e acabou sendo notada pelo delegado da partida.

O panorama seguia o mesmo, os argentinos ficavam mais tempo com a bola, porém não conseguiam penetrar no ferrolho gremista. Pelo lado do Grêmio, o time apostou nas jogadas de velocidade.

Em jogada de contra-ataque, aos 16, Everton recebeu fora da área e chutou cruzado. Armani se atirou e evitou o segundo gol. Que chance para matar o jogo desperdiçou a equipe gremista. Aos 21, Everton recebeu lançamento de Jael e, sozinho, arrancou em velocidade. Cara a cara com Armani, chutou, mas o goleiro evitou mais um tento.

A insistência do River acabou sendo premiada, aos 36, Pity cobrou falta na cabeça de Borré, que aproveitou a desatenção de Jael e superou Grohe. Na reta final de partida, os argentinos levantavam bola aérea na defesa do Grêmio.

Que mudança de cenário na Arena, após chamar o VAR, Andrés Cunha viu o toque de mão de Bressan no chute de Scocco e marcou a penalidade. O árbitro expulsou o defensor e apitou a penalidade em favor do River. A partida ficou mais de dez minutos parada. Aos 49, Pity Martínez chutou no canto esquerdo de Grohe, que saltou para a direita.

Numa virada sensacional, o River segurou o resultado, fez cera e conseguiu manter o resultado. Já o Grêmio vacilou depois 35 minutos, permitiu um revés improvável e os jogadores gremistas perderam a cabeça. Em uma última tentativa, o Grêmio fez força, mas não teve êxito no objetivo.

Ficha Técnica:
Grêmio 1 x 2 River Plate

Local: Estádio da Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Data: 30 de Outubro de 2018, terça-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Andrés Cunha (URU)
Assistentes: Nicolas Taran (URU) e Richard Trinidad (URU)
VAR: Leodan González (principal), auxiliado por Estebean Ostojich e Richard Trinidad (todos do Uruguai)
Renda: R$ 4.477.119,50
Público Total: 53.571
Cartão amarelo: Paulo Miranda, Cortez, Bressan, Cícero (Grêmio)Enzo Pérez, Pinola (River Plate).
Cartão vermelho: Bressan (Grêmio).
GOLS: Grêmio: Leonardo Gomes, aos 35 minutos do primeiro tempo. River Plate: Borré, aos 36 minutos, e Pity Martinez, aos 49 minutos do segundo tempo.

Grêmio: Grohe; Leonardo Gomes, Geromel, Paulo Miranda (Bressan) e Cortez; Michel, Maicon(Everton), Cícero, Ramiro e Alisson; Jael (Thaciano). Técnico: Renato Portaluppi

River Plate: Armani, G. Montiel, Maidana, Pinola e Casco, Ponzio (Enzo Pérez), Palacios, Fernández (Pity Martínez), Quintero (Scocco), L. Pratto e Borré. Técnico: Marcelo Gallardo