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Flamengo diz que é 'sistematicamente prejudicado' e detona CBF por Paquetá e árbitro

O Flamengo divulgou nota oficial, nesta terça-feira, para se posicionar sobre as recentes polêmicas envolvendo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O clube detonou a entidade pela “intransigência” na convocação de Lucas Paquetá para a seleção brasileira e também a escala de arbitragem para o jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil contra o Corinthians.

Em relação aos amistosos do Brasil, os rubro-negros questionaram até mesmo "o adversário de valor duvidoso" que é El Salvador, rival nesta terça-feira, véspera do duelo contra o Corinthians, e a tentativa de adiar o duelo - negada pela CBF.

Já sobre arbitragem, revoltou o Flamengo a escalação de Bráulio da Silva Machado para a partida desta quarta-feira, às 21h45, no Maracanã, contra o Corinthians. O árbitro atuou em partida dos cariocas contra o Palmeiras, no Campeonato Brasileiro, no Allianz Parque, e teve atuação bastante questionada.

Os ânimos ficaram ainda mais acirrados nos bastidores depois que Fagner, do Corinthians, mostrou condição de atuar na semifinal depois de ser cortado da seleção brasileira por lesão na coxa esquerda - o clube paulista previa que o atleta precisaria de três a quatro semanas para jogar, mas voltou bem mais rápido.

Leia, na íntegra, a nota do Flamengo:

O Clube de Regatas do Flamengo vem a público manifestar sua repulsa às recentes decisões da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em especial os fatos que envolveram a convocação do atleta Lucas Paquetá para os amistosos da Seleção Brasileira contra Estados Unidos e El Salvador e a escalação de Bráulio da Silva Machado para apitar a partida contra o Corinthians, nesta quarta-feira, pelas semifinais da Copa do Brasil.

No caso específico dos amistosos da seleção, chama a atenção a intransigência da CBF em relação às alternativas apresentadas pelo Flamengo para que pudesse contar com o atleta convocado. Foram sugeridas a mudança da data do primeiro confronto contra o Corinthians e a liberação da participação de Lucas Paquetá na partida contra El Salvador, um adversário de valor duvidoso para a preparação do Brasil. A entidade, no entanto, manteve-se inflexível. Vale lembrar que o Flamengo teve também as convocações do volante Cuéllar, pela Colômbia, e do lateral-esquerdo Trauco, que, somadas à convocação de Paquetá e à inadequação do calendário, tiraram os jogadores de duas partidas do Campeonato Brasileiro, claramente provocando desequilíbrio técnico na principal competição administrada pela entidade.

Já a escalação do arbitro Bráulio da Silva Machado para a partida desta quarta-feira é absurda. Foi ele quem teve atuação lamentável no jogo entre Palmeiras e Flamengo no primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Na ocasião, deixou de expulsar o jogador Felipe Melo após entrada criminosa em Vinicius Jr, ato que poderia ter causado séria lesão ao jovem atleta. Além disso, terminou a partida antes do tempo previsto, sendo que o adversário estava neste momento atuando com um volante no lugar do goleiro que havia sido expulso, impedindo que o Flamengo buscasse os três pontos nos momentos finais do jogo.

Esses fatos e outras ocorrências recentes fazem com que o Flamengo sinta-se sistematicamente prejudicado pela atual gestão da CBF, o que hoje já nos permite concluir ser resultado da postura adotada pelo clube em relação à governança da entidade.

O Flamengo possui uma história de conquistas, tem a maior torcida do Brasil, é dono das maiores audiências em transmissões dos jogos pela televisão, conta com a maior média de público em estádios do ano e, portanto, clube e seus torcedores merecem respeito. Estivesse realmente interessada em mudar a imagem desgastada do nosso futebol, a CBF deveria tratar todos os seus filiados com igualdade e isenção e não fustigar com ações de bastidores aqueles que, como o Flamengo, são incansáveis na busca pela real profissionalização do futebol brasileiro.

Por fim, após todos esses episódios lamentáveis, o Flamengo exige que a classificação à final da Copa do Brasil e as rodadas restantes do Campeonato Brasileiro sejam decididas exclusivamente pela capacidade dos jogadores dentro de campo.