Aguardando a resolução do caso entre o meia Gustavo Scarpa e o Fluminense na Justiça, o Palmeiras ainda não pagou as luvas da contratação do atleta, que foi anunciado em janeiro pelos paulistas após conseguir a liberação do clube das Laranjeiras por meio de uma liminar.
Até agora, Scarpa embolsou apenas o primeiro mês de salário no "Verdão", mais o valor proporcional dos dias trabalhados no segundo mês, até que a Justiça cassou a liminar e o impediu de seguir momentaneamente em ação pela equipe palestrina.
O Palmeiras, por sua vez, impôs prazo de carência de 60 dias para iniciar o pagamento das luvas e comissões que, com salários, somarão aproximadamente 6 milhões de euros (R$ 25,61 milhões, na cotação atual) em três anos.
Como antes desses dois meses a Justiça obrigou Scarpa a se afastar do "Verdão" e voltar ao Fluminense, porém, o time alviverde não chegou a depositar a quantia mais elevada acertada na assinatura do contrato.
No momento, a situação segue a mesma: o caso corre em segredo de Justiça no TRT-RJ (Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro) há mais de um mês, com as todos os envolvidos aguardando a decisão da juíza Dalva Macedo, da 70ª Vara, sobre o caso.
A última audiência foi em 16 de abril, no qual foi definido que as partes tinham até 10 dias úteis para apresentarem suas considerações finais sobre o tema. No entanto, não há prazo para a situação ser definida, restando apenas aguardar.
Enquanto isso, o diretor de futebol do Palmeiras, Alexandre Mattos, deu um posicionamento oficial do time alviverde sobre o tema.
Antes da classificação contra o América-MG, na última quarta-feira, pela Copa do Brasil, o cartola afirmou que o caso precisa primeiro ser resolvido na Justiça antes do "Verdão" tomar qualquer iniciativa.
No momento, não adianta nem oferecer o Allianz Parque ao Flu em troca do armador.
"O Scarpa está processando o Fluminense, então não adianta (o Palmeiras fazer) nada. Se o Palmeiras fizesse um acordo hoje com o Fluminense, se dissesse: 'Fluminense, vou te dar o Allianz Parque e você me dá o Scarpa', não adianta", afirmou.
"O Scarpa está processando o Fluminense, está exigindo R$ 9 milhões e alguma coisa, está exigindo os direitos dele, para que ele, Scarpa, negocie (a liberação). Não há o que (o Palmeiras) fazer. O Scarpa é quem tem que se entender com o Fluminense)", acrescentou.
Mattos revelou inclusive que sofre com cobranças de torcedores nas ruas para que ele resolva a situação do meio-campista. No entanto, voltou a ressaltar que o Palmeiras não ter qualquer poder sobre o tema.
"O Palmeiras não tem nada (o que fazer), nem se eu quisesse. Às vezes, as pessoas me param na rua e falam: 'Vai lá, negocia com o Fluminense'. Não adiante, porque isso (caso na Justiça) é um assunto do Scarpa com o Fluminense. Não tem o que fazer a não ser aguardar", encerrou.
Após conseguir liberação na Justiça no início do ano por meio de uma liminar, Gustavo Scarpa foi anunciado pelo clube do Palestra Itália em 15 de janeiro, pagando 6 milhões de euros (R$ 25,5 milhões, na cotação atual) em luvas.
Ele fez oito partidas pelo time paulista até 11 de março, quando atuou pela última vez coma a camisa verde, marcando dois gols em vitória sobre o Ituano, pelo Campeonato Paulista.
Em 15 de março, porém, a liminar que o permitir jogar pelo "Verdão" foi derrubada pelo TRT-RJ, e o jogador voltou a ser vinculado ao Fluminense.
Seus advogados tentaram um recurso no TST (Tribunal Superior do Trabalho), em Brasília, mas viram o pedido ser negado.
Desde então, o caso aguarda nova resolução no TRT-RJ para saber qual será o destino de Scarpa.
Enquanto isso, o atleta está em Hortolândia, no interior de São Paulo, onde nasceu, sem jogar pelo Flu.
Para se manter em forma, treina com um preparador físico particular, já que não pode utilizar as instalações da Academia de Futebol do Palmeiras, e chegou até a disputar partidas amadoras de futsal em campeonatos da região.
No processo contra o Flu, Scarpa cobra mais de R$ 9 milhões do clube carioca. O valor se refere a salários, férias e 13º atrasados, além de parcelas não recolhidas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
