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Gabigol é expulso, mas Santos vence Nacional-URU com 2 gols de Sasha na Libertadores

Eduardo Sasha celebra o gol que marcou contra o Nacional-URU, pela Libertadores Gazeta Press

Nem mesmo a expulsão de Gabigol evitou os três pontos do Santos nesta quinta-feira. Com gols de Eduardo Sasha (2x) e Rodrygo, a equipe de Jair Ventura venceu o Nacional-URU por 3 a 1 no Pacaembu, em partida válida pela 2ª rodada da fase de grupos da Libertadores. O resultado leva o time brasileiro à vice-liderança do Grupo 6 da competição.

O alvinegro pressionou desde os primeiros minutos e abriu o placar com Eduardo Sasha. Os donos da casa poderiam ter aberto melhor vantagem na etapa inicial. E aos 43′, veio a ducha d’água fria. Pendurado após cartão amarelo por reclamação, Gabigol fez falta boba no zagueiro Arismendi e recebeu a segunda advertência. Ao sair de campo, foi chamado de burro pela torcida.

No segundo tempo, o Santos voltou disposto a se defender para garantir a vitória. E a “tranquilidade” veio logo aos dois minutos, quando Rodrygo arrancou, passou por três e venceu o goleiro Conde. Um golaço! O Peixe ainda desperdiçou cobrança de pênalti com Arthur Gomes aos 27 minutos.

O Nacional esboçou a reação com gol de Oliva, aos 37 minutos mas o Santos nem deixou os uruguaios comemorarem. Segundos depois, Sasha fez o segundo dele e decretou a vitória no Pacaembu.

Na próxima rodada da Libertadores, o alvinegro enfrentará o Estudiantes-ARG, em La Plata, e sem Gabigol. O Nacional buscará a recuperação diante do Real Garcilaso, no Peru.

O JOGO

O Santos fez valer o mando de campo e foi para cima do Nacional desde os primeiros minutos. As melhores jogadas do Peixe saíram pelos lados do campo, nas triangulações de Léo Cittadini com Jean Mota ou Eduardo Sasha.

O gol, porém, veio da bola parada, treinada insistentemente pelo técnico Jair Ventura nos últimos dias no CT Rei Pelé. Aos 19 minutos, Jean Mota colocou a bola na cabeça de Sasha, que cabeceou no meio, mas o goleiro Conde aceitou.

Depois de abrir o placar, o alvinegro se armou para o contra-ataque e teve algumas chances para marcar. Na primeira, Gabigol colocou para dentro, mas impedido. Segundos depois, Léo Cittadini chutou cruzado, a bola passou pela pequena área e ninguém empurrou.

O alvinegro iria para o intervalo contente com a vitória parcial e a boa atuação, mas Gabriel não deixou. Nos instantes finais, O camisa 10 se deixou levar pelo jogo truncado, com sete cartões amarelos, e, já pendurado após advertência por reclamação, fez falta boba em Arismendi e foi para o chuveiro. A torcida o vaiou e chamou de “burro”.

VITÓRIA NA RAÇA

O Santos voltou para a segunda etapa com Dodô na vaga de Vecchio. Jair quis ter Jean Mota no meio-campo para minimizar os efeitos da inferioridade numérica. E deu certo. Logo nos primeiros minutos, Dodô lançou Rodrygo. A joia arrancou, fez fila e colocou para o fundo das redes, dando tranquilidade ao Peixe no Pacaembu.

Com 2 a 0 no placar, o Peixe se fechou na defesa e se segurou bem, sem ceder chances claras de gol aos uruguaios. E aos 27 minutos, o alvinegro perdeu chance preciosa para matar o jogo. Arthur Gomes sofreu o pênalti e bateu, mas parou no goleiro Conde. Segundos depois, o Nacional quase diminuiu em chute de Viúdez da entrada da área.

Os uruguaios vieram para cima e esboçaram a reação com gol de Oliva, aos 37 minutos. Segundos depois, porém, o Santos garantiu a vitória mais uma vez com Sasha. O atacante recebeu lindo passe de Alison para deslocar o goleiro e colocar o “ufa” na boca da torcida.

Nos minutos finais, o Peixe administrou o resultado, sofreu poucos sustos e pulou para a segunda colocação do Grupo 6 na Libertadores. Foi a primeira vitória após quatro jogos sem os três pontos.

FICHA TÉCNICA
Santos 3 x 1 Nacional

Local: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 15 de março de 2018, domingo
Horário: 19h15 (de Brasília)
Árbitro: Ulises Mereles (PAR)
Assistentes: Dario Gaona e Carlos Cáceres (PAR)
Público e renda: 20.982/R$ 791.540,00
Cartões amarelos: SANTOS: Léo Cittadini, Rodrygo, Gabigol e David Braz. NACIONAL: Corujo, Polenta, Romero, Oliva e Zunino.
Cartões vermelhos: SANTOS: Gabigol

GOLS:
Santos: Eduardo Sasha, aos 19 do 1T e 38 do 2T, e Rodrygo, aos 2 do 2T.
Nacional: Oliva, aos 37 do 2T

Santos: Vanderlei, Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota; Alison; Eduardo Sasha, Léo Cittadini (Guilherme Nunes), Vecchio (Dodô) e Rodrygo (Arthur Gomes); Gabigol.
Técnico: Jair Ventura

Nacional: Conde, Peruzzi, Corujo (Bueno), Arismendi e Polenta; Romero (Viúdez), Oliva, Espino e Zunino; De Pena (Rodríguez) e Bergessio.
Técnico: Alexander Medina