Arsène Wenger se pronunciou pela primeira vez abertamente sacramentando a saída de Alexis Sánchez do Arsenal para o Manchester United.
Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, o treinador dos Gunners criticou as últimas saídas de jogadores importantes para rivais, como os casos de Robin Van Persie, Ashley Cole, Samir Nasri e Petr Cech, para citar alguns exemplos mais recentes.
Mas sobrou principalmente para o chileno, nova contratação dos "Diabos Vermelhos".
"Eu não consigo entender ninguém querendo sair do Arsenal. Mas, após 30 anos fazendo transferências, você aprende muito sobre os seres humanos. Como profissional, esse foi talvez seu último contrato importante e a nível 'top'", lamentou.
"Nós fizemos tudo que podíamos fazer (em relação ao dinheiro). Até o Manchester City saiu da negociação no fim. Isso mostra como não tínhamos chance de dá-lo um contrato novo", completou Wenger.
O técnico do Arsenal, entretanto, comemorou a chegada de Henrihk Mkhitaryan, que foi envolvido na troca com Sánchez. O armênio não fazia mais parte dos planos de José Mourinho em Old Trafford.
"Nós tentamos achar a melhor solução possível e a melhor solução possível é, apesar de perder um jogador de classe mundial, receber algo de volta. O futuro dirá se foi uma decisão acertada ou não", disse.
"Não é que estamos apenas perdendo um jogador, estamos ganhando outro também. E nós ainda estamos ativos no mercado tentando trazer mais jogadores", garantiu o francês.
Perguntado se há vida sem Alexis Sánchez no Arsenal, Wenger respondeu sem dúvidas na mente.
"Sempre há vida. Arsenal Football Club tem 130 anos de história e muitos jogadores saíram. Isso vai ser um pouco pior? Vamos ver. Mas sempre há vida depois", concluiu.
