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Injustiçado? Para Ibra, ex-técnico e cartola, Cavani é egoísta

Cavani deixou o jogo entre PSG e Dijon envolvido em mais uma polêmica com Neymar. O motivo foi que o brasileiro cobrou um pênalti que, se fosse batido pelo uruguaio, faria dele o maior artilheiro isolado do clube francês. Ao converter a penalidade, o camisa 11 anotou seu quarto gol no confronto da última quarta-feira, o que não significa que tenha se livrado de algumas vaias. Saiu como egoísta. Mas a história mostra que a carapuça também serve para Cavani.

Essa visão é compartilhada por jogadores, treinadores e cartolas que já conviveram com o uruguaio.

O presidente do Napoli, Aurelio De Laurentiis, não guarda boas recordações da passagem de Cavani pelo clube, entre 2010 e 2013. Em entrevista dada em 2014, ele classificou o atacante como "egoísta".

"Eu sempre estou orgulhoso do que eu faço, e respeito Cavani porque é um grande jogador, mas o considero um pouco egoísta. Fazia com que o time trabalhasse por ele, enquanto Higuaín é um homem de grupo e permitia que outros se destacassem como Mertens, Callejón, Insigne...".

Vale lembrar que Cavani deixou o Napoli para defender o Paris Saint-Germain em 2013 por 64 milhões de euros (R$ 251 milhões, na cotação atual). Uma das maiores transações naquele período.

Walter Zenga, que foi técnico de Cavani no Palermo em 2009, o primeiro clube europeu que o atacante jogou, também tinha essa visão do craque e revelou isso durante uma entrevista para uma rádio italiana em 2011.

"Hoje ele é um jogador mais maduro, mas sempre foi um primeiro ponta, já naquele período do Palermo. A diferente dele hoje para aquela época é que no Palermo ele era muito egoísta. Jogava para ele e não para a equipe. E gostava de tentar fazer gols impossíveis. Hoje melhorou muito e virou um grande atacante, que joga para a equipe".

Cavani também teve problemas com Ibrahimovic, seu companheiro no PSG e principal estrela da equipe.

O primeiro sinal de desentendimento entre eles foi quando o uruguaio, em entrevista coletiva, exigiu do técnico Laurent Blanc uma mudança no esquema tático para jogar como referência do ataque. Acontece que aquela posição era do atacante sueco. A justificativa do uruguaio é que "assim teria melhor desempenho".

Ibrahimovic não gostou da declaração e manteve sua posição no ataque.

A situação piorou quando Cavani chegou atrasado após as férias do Natal de 2014, não comparecendo às atividades realizadas pela equipe em Marrakech, no Marrocos. Ele e o argentino Ezequiel Lavezzi, outro que prolongou o descanso natalino, não teriam se desculpado com os companheiros.

"Ibrahimovic escutou o discurso dos dois jogadores antes de sair para treinar, quase impávido", noticiou na época o jornal francês "L'Équipe".