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Corrupção, má gestão e faxina: atletismo do Brasil sofre com denúncias e investigações

Uma modalidade que ainda respira, apesar do mar de corrupção, denúncias e má gestão. O atletismo brasileiro vê tanto a confederação que gere o esporte como uma de suas mais fortes federações estaduais serem alvo de inquéritos e também de dúvidas sobre a conduta de quem passou pelo seu comando.

Entidade que recebeu cerca de R$ 76 milhões nos últimos 10 anos, a Federação Paulista de Atletismo (FPAt) pode sofrer uma intervenção e ter seu presidente afastado por 120 dias após indícios de má gestão e desvio de verba pública. O ato veio após os clubes paulistas questionarem em assembleia marcada para aprovar as contas de 2016 e 2017 da FPAt o fato dos balanços de 2014 e 2015 não estarem registrados.

Foram encontrados problemas de registro contábeis e inconsistências para afirmar que os balancetes estavam válidos. O presidente da federação, Mauro Chekin, diz estar sofrendo perseguição e tem certeza que as acusações são infundadas.

A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) também sofre com inquéritos e acusações de desvios de verba pública, conforme revelado pelo blog Olhar Olímpico, do portal UOL. Warlindo Carneiro da Silva Filho assumiu o comando da CBAt em março, após o ex-presidente José Antônio Martins Fernandes, o Toninho, renunciar ao cargo por suspeitas de corrupção.

Uma investigação da ADAB (Associação Desportiva Atletismo Brasil) encontrou fortes indícios de desvio de verba pública em dois convênios em que a CBAt é a beneficiária. Em um, com o governo do Estado de São Paulo, R$ 1,5 milhão teria sido desviado. No outro, assinado junto ao Ministério do Esporte, a suspeita é de que R$ 1,1 milhão tenha sido usado para outros fins que não para beneficiar os atletas.

Há outros inquéritos em fase de investigação. Estima-se que estes outros desvios podem chegar a R$ 7 milhões. Veja a reportagem que abre esta matéria e saiba mais sobre a delicada situação do atletismo brasileiro.