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Confederação Brasileira de Vôlei avalia desempenho nos Jogos de Tóquio e projeto futuro

Após a disputa das Olimpíadas de Tóquio, a CEO da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), Adriana Behar, analisou os resultados no Japão. Ela também abordou o planejamento do esporte para o futuro.

“Os resultados do Brasil nos Jogos Olímpicos foram bons. O do voleibol, não, com exceção da seleção feminina de quadra, que obteve um excelente 2º lugar, melhorando, em muito, o resultado no Rio. Temos que enfrentar a realidade e usar informação de qualidade para fazer um diagnóstico e mudar o jogo rápido para o próximo ciclo olímpico”, comentou Adriana.

“A nossa expectativa vinha baseada nos resultados anteriores, que estavam, de fato, sendo muito bons. Chegamos com algumas duplas de praia entre as primeiras do ranking e as seleções de quadra vindo de um título e um segundo lugar na Liga das Nações. É claro que esperávamos por mais medalhas, mas é do esporte”, acrescentou.

O time feminino de quadra conquistou a medalha de prata, após perder a final para os Estados Unidos. Já a equipe masculina foi eliminada pelo Comitê Olímpico Russo e, na disputa pelo bronze, acabou derrotada para a Argentina.

No vôlei de praia, os atletas decepcionaram: registraram o pior desempenho do Brasil na história das Olimpíadas. Das quatro duplas, nenhuma terminou no pódio.

De olho nos Jogos de Paris, em 2024, a CEO da Confederação comentou sobre o futuro do vôlei brasileiro: “Temos um novo ciclo pela frente, dessa vez mais curto, onde temos de buscar um planejamento bem rebuscado. Estamos fazendo uma análise sobre o que pode ser melhorado e trazendo pessoas experientes para nos ajudar nesse trabalho para o futuro.”

“Estamos traçando novos caminhos com um olhar de negócios utilizando os produtos que temos – quadra, praia e CDV – dentro de uma visão mais comercial. Em paralelo a isso há um reforço na área de estratégia e governança. É prioridade para a CBV se desenvolver neste momento através de um novo modelo”, concluiu.

Projetos e inovações

Em relação à parte técnica, a CBV planeja criar grupos de trabalho, com atletas e/ou técnicos vitoriosos dando sugestões e participando do planejamento.

A entidade também pretende desenvolver projetos sociais e de pesquisa, visando expandir e fortalecer o voleibol em âmbito nacional, por meio das federações.

Por fim, em relação ao público, tem-se o entendimento de que é necessário aumentar a base de fãs do esporte. Assim, a CBV planejará ações, sobretudo nas redes sociais, para engajar os mais jovens.