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Chapa Renova Vôlei foca em gestão financeira e investimento na base para assumir CBV

A chapa Renova Vôlei é uma das candidatas à presidência da CBV. Definida como oposição, é formada pelo empresário Marco Túlio Teixeira, que concorre ao cargo de presidente, e o ex-líbero Sérgio Dutra dos Santos, o Serginho Escadinha, como candidato a vice.

A campanha tem como uma de suas principais bandeiras a gestão financeira. Segundo eles, a CBV apresenta recursos suficientes para evitar que o vôlei entrasse na crise que se encontra, mas faltou um planejamento focado no esporte por parte da administração atual.

“Os números dos últimos seis anos mostram que a CBV tem dinheiro, mas ele está sendo canalizado para tudo menos para o voleibol. Em momentos financeiros difíceis, todo mundo acaba passando por despesas extras, mas você não pode perder o foco. Então, se o dinheiro diminuiu, tenho que continuar investindo no voleibol, nos clubes e nos atletas, e reduzir outros gastos. Não posso fazer o inverso e, hoje em dia, acho que essa é a situação que tem que ser feita”, declarou Marco Túlio em coletiva nesta quarta.

Serginho é candidato ao cargo de vice-presidente da CBV (Foto: Divulgação/Instagram)

“Nossa ideia é fazer mais competições. O voleibol por todo o Brasil envolve fazer campeonatos regionais e estaduais, insistir para as federações, ajudá-las e apoiá-las com dinheiro para realizarem os torneios. Porque o vôlei é uma escada, tudo acontece por merecimento”, completou.

Serginho destacou como o cenário do vôlei de praia é ainda mais delicado. “Acho que os atletas que representam o Brasil estão respirando por aparelhos. A maioria deles está pagando para jogar voleibol de praia. estão tirando dinheiro do próprio bolso para pagar passagens e exames de covid-19. Isso é um absurdo. E eu, falando como ex-atleta, não admito que os 66 jogadores que têm direito ao voto sejam coniventes com esse tipo de situação”, explicou.

Outro foco da Renova Vôlei é o investimento na base do vôlei nacional. Marco Túlio ressalta que os gastos com a categoria são “de chorar” e que, caso sejam eleitos, os recursos serão direcionados prioritariamente para os atletas mais jovens.

“A primeira preocupação nossa é canalizar tudo para a base. Os salários que pagam na base, nas comissões técnicas, é de chorar. É um absurdo. Às vezes, as quantias gastas com a comissão técnica são gastas com pessoas que sozinhas ganham aquele salário inteiro. Pode ter certeza que todo o dinheiro vai prioritariamente para onde tem que ir”, finalizou.