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Banheiro, brasileiros em alta e Djokovic quase na história: as cinco melhores histórias do US Open 2021

Último Grand Slam da temporada, o US Open chegou ao fim no último domingo (13) de forma épica e inesperada: um verdadeiro atropelo de Daniil Medvedev contra Novak Djokovic, que foi aos Estados Unidos com a missão de tentar entrar ainda mais para a história do tênis.

A competição no complexo de quadras de Flushing Meadows foi uma atração que você assistiu com transmissão pela ESPN no Star+.

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Mas se engana quem acha que a 'batida na trave' de Djokovic foi a única grande história que marcou o US Open na edição 2021. Veja cinco momentos marcantes protagonizados no centro Billie Jean King.

*Conteúdo patrocinado por Sankhya, Sportingbet.tv e Vivo

A polêmica do banheiro

Mesmo eliminado ainda na terceira rodada em Nova York, Stefanos Tsitsipas foi um nome que marcou o US Open. E isso aconteceu pelas longas idas do grego ao banheiro, que foi bastante criticada por outros tenistas como Alexander Zverev e Andy Murray, que chegou a ironizar o fato nesta semana, dizendo que o grego 'demora mais para ir ao banheiro do que Jeff Bezos para ir ao espaço'.

O britânico, inclusive, foi uma das 'vítimas' da passagem Tsitsipas pelo toalete, que durou nada menos do que oito minutos. Ainda que dentro das regras da ATP, a atitude passou a ser vista como antidesportiva, principalmente por acontecer sempre que o grego estava vivendo momento ruim nas partidas.

O atual número 3 do ranking mundial acabou dando adeus ao US Open ao cair para uma das grandes histórias de Nova York: Carlos Alcaraz.

A nova geração da ATP

Eles fizeram Flushing Meadows vibrar. As novas caras da elite do tênis mundial conquistaram os holofotes no Aberto dos Estados com justo mérito. Com apenas 18 anos, Alcaraz eliminou Tsitsipas e depois o alemão Peter Gojowczyk, se tornando o tenista mais jovem a chegar nas quartas do US Open desde o brasileiro Thomaz Koch, em 1963.

O espanhol só deu adeus em Nova York quando encarou Félix Auger-Aliassime, outro pilar da chamada nova geração que despontou no Grand Slam. O canadense de 21 anos enfrentou Alcaraz nas quartas de final, e avançou de fase após o espanhol sentir uma lesão e desistir do jogo. A joia caiu na semifinal para Medvedev, que acabou com o título.

Quem também consolidou ainda mais seu nome foi o norte-americano Frances Tiafoe, de 23 anos, que caiu nas oitavas de final justamente para Auger-Aliassime. Antes, no entanto, deu show de carisma ao despachar o sempre duríssimo argentino Guido Pella e o russo Andrey Rublev, n°5 do ranking da ATP.

A final 'teen' que encantou

Se o US Open foi palco da afirmação de novos nomes do tênis entre os homens, o cenário no torneio feminino foi ainda mais animador. Protagonista de uma das campanhas mais surpreendentes da história do esporte, Emma Raducanu fez história nos Estados Unidos.

A britânica de apenas 18 anos e número 150 do ranking da WTA veio do torneio qualificatório, e se tornou a primeira pessoa na Era Aberta (de 1968 em diante) a vencer um Major vindo desta fase.

E Raducanu conquistou tal feito ao superar outra sensação do US Open: Leyla Fernandez, 75 do ranking, de 19 anos. A canadense chegou à final empilhando favoritas eliminadas: Naomi Osaka (3), Angelique Kerber, Elina Svitolina (5) e Aryna Sabalenka (2).

O Brasil nas duplas

O tênis brasileiro também fez bonito nos Estados Unidos. Campeão no torneio em 2016, Bruno Soares foi mais uma vez finalista na edição 2021. Jogando ao lado do britânico Jamie Murray, o mineiro foi finalista Flushing Meadows.

A dupla chegou a sair na frente na disputa pelo título, mas acabou tomando a virada contra Joe Salisbury e Rajeev Ram, ficando com o vice-campeonato.

Quem também ganhou o coração da torcida em Nova York foi Luisa Stefani. Jogando ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, a brasileira chegou à semifinal no US Open, e tinha grandes chances de título na competição.

O inesperado, no entanto, aconteceu. Quando disputava a semifinal contra as tenistas norte-americanas Caty McNally e Cori Gauff, Luisa acabou uma séria lesão em quadra, e precisou deixar o torneio de cadeira de rodas. Exames apontaram que a brasileira teve um rompimento do ligamento do joelho.

Djokovic: quase na história

A final do torneio masculino no US Open estava cercada de expectativa diante da possibilidade de Novak Djokovic colocar seu nome na história do tênis. Se triunfasse no torneio, o sérvio igualaria o feito que não acontece desde 1969, quando Rod Laver conquistou os quatro Grand Slams em uma mesma temporada, o único a conseguir isso na Era Aberta do tênis, de 1968 em diante.

O tenista venceu o Australian Open, Roland Garros e Wimbledon naquele ano.

Mas quem estragou a festa foi Daniil Medvedev, que atropelou Djoko por 3 sets a 0 e faturou o título em Nova York.

Djoko também tentava superar Roger Federer e Rafael Nadal e conquistar o seu 21º título de Grand Slam, se isolando neste recorde histórico do mundo do tênis.

Isso ainda acontecer, mas agora o sérvio terá que esperar no mínimo até o Australian Open de 2022, em janeiro.