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Hamilton sai em defesa de Naomi Osaka e faz crítica forte aos dirigentes do Tênis

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Número 2 do ranking da WTA e atleta mais bem paga do mundo no ano passado, a tenista japonesa Naomi Osaka abandonou a disputa do Grand Slam de tênis de Roland Garros, em Paris, na França, ainda na segunda rodada para cuidar da saúde mental. E a atitude a atleta foi reverenciada por ícones de outros esportes, como o piloto de Fórmula 1 Lewis Hamilton.

No Azerbaijão para a disputa da sexta etapa do campeonato mundial de F1, o piloto britânico foi perguntado sobre atitude da japonesa, que relatou espisódios de depressão e ansiedade, especialmente fora das quadras, e por isso desistiu de participar de entrevistas coletivas durante o torneio de tênis parisiense. E para Hamilton, os dirigentes da modalidade tiveram uma má conduta ao não receberem da melhor forma a decisão de Osaka.

"Eu não diria que tenho um conselho para ela, acho que ela é uma atleta e um ser humano incrível. Seu ativismo tem sido muito impactante, como ela é tão jovem, com tanto peso em seus ombros, é inevitável", começou por dizer.

Hamilton também lembrou da sua relação com a imprensa, assim que começou a disputar o campeonato mundial de Fórmula 1, algo que também não foi assim tão fácil no início.

"Esse fato é que, quando você é jovem, você é lançado no centro das atenções e nos holofotes, e isso tem um grande peso sobre você. A questão é que a maioria de nós provavelmente não está preparada. Lembro-me de quando cheguei à Fórmula 1 e a equipe tinha a parte de relações públicas, mas eu nunca fui preparado para ser jogado na frente das câmeras e nunca fui orientado sobre o que me ajudaria a navegar por isso. Você aprende com os erros e é incrivelmente estressante, especialmente quando você tem todas as boas intenções e as pessoas tiram vantagem disso", prosseguiu.

"Acho que ela é incrivelmente corajosa e eu a aplaudo por sua bravura, pois acho que agora a questão é perguntar aos que estão no poder e colocá-los em dúvida e fazê-los pensar sobre como eles reagem. Porque a maneira como eles reagiram não foi boa - com a multa. Alguém está falando sobre sua saúde mental e é multado por isso, não é legal. Eles definitivamente poderiam ter lidado melhor com isso e espero que eles se aprofundem e encontrem uma maneira melhor de fazê-lo no futuro. Como atletas, estamos nos esforçando, estamos no limite e somos apenas seres humanos", completou.

Por último, o piloto de automobilismo também pediu um apoio maior aos jovens esportistas, como a própria Naomi, que tem apenas 23 anos, ao invés de críticas constantes aos mesmos.

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"Eu aprendi da maneira mais difícil e cometi muitos erros e ainda faço isso hoje. Pode ser muito trabalhoso ficar atrás de uma câmera - não é o mais fácil. Principalmente se você for introvertido e ter dificuldades em estar sob esse tipo de pressão. Algumas pessoas se sentem menos confortáveis da F1", disse.

"Por exemplo, há cenários em que, porque você - por exemplo, com o cenário de Naomi, ela não se sentia confortável com sua própria saúde pessoal, e a reação é ridícula, as pessoas não levam em conta que ela é um ser humano. E ela está dizendo 'Não estou bem o suficiente para fazer isso agora'. Acho que isso realmente precisa ser analisado, assim como a maneira como as pessoas reagem a isso. E, em vez disso, serem solidários com ela. Porque eu acho ... não quero dizer mais nada", finalizou.