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Roland Garros: Nadal em busca de recorde, Djokovic embalado, e Federer e Serena 'azarões'

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Se Nadal vencer o 21º Grand Slam e ultrapassar Federer, deve ser considerado o maior de todos? Meligeni analisa (3:04)

Fernando Nardini e Fernando Meligeni projetam o Roland Garros de 2021 (3:04)

Único Grand Slam disputado em quadras de saibro, Roland Garros tem início neste domingo (30). Toda a atenção estará ao redor das estrelas que irão desfilar nas quadras de Paris. E a ESPN e o ESPN App terão edições do 'Pelas Quadras' diárias para falar sobre tudo o que acontece no torneio.

Rafael Nadal, Novak Djokovic, Roger Federer, Serena Williams, Ashleigh Barty, Naomi Osaka, os brasileiros Marcelo Melo, Bruno Soares e outras estrelas do tênis mundial estarão em busca do troféu nas próximas duas semanas.

*Conteúdo patrocinado por Sankhya, Sportingbet e Vivo

Ao contrário de 2020, quando o limite permitido era de mil torcedores por dia, em 2021 o complexo francês receberá mais público.

Nos 10 primeiros dias de torneio, serão autorizados 5.388 fãs no complexo a cada dia de disputa. Porém, nas sessões noturnas não haverá público devido ao "toque de recolher" do governo francês. A partir de 9 de junho, 13.146 torcedores poderão ser admitidos diariamente, com um limite de 5 mil em cada uma das duas quadras centrais.

Ou seja, haverá testemunhas para ver, literalmente, a história acontecendo. E neste Roland Garros não faltam elementos deste tipo.

Nadal pode superar Federer

O espanhol chega a Paris empatado com o suíço como recordistas em número de títulos de Grand Slam. Se ganhar o seu 14º troféu de Roland Garros, Rafael Nadal será o primeiro homem na história a ter 21 títulos de Major.

E ele pode fazer isso justamente no saibro francês, onde se tornou rei e ganhou nada menos do que 13 títulos. Nadal até ganhou recentemente uma estátua no complexo francês em sua homenagem.

E, mesmo aos 35 anos, com 100 vitórias e apenas duas míseras derrotas no saibro francês, ele não dá sinais de que veremos em 2021 o último capítulo dessa história.

Só Djoko pode parar Nadal?

O sérvio é um dos dois únicos seres humanos até hoje que conseguiram o feito extraordinário de vencer Nadal em Roland Garros. Djokovic conseguiu isso em 2015, nas quartas de final do torneio.

Quis o destino que Djokovic (número 1 do ranking) e Nadal (número 3) caíssem do mesmo lado da chave. Ou seja, eles estão em rota de colisão em uma eventual semifinal.

Há duas semanas, eles se enfrentaram na final do Masters de Roma, e o espanhol levou a melhor: 7-5, 1-6 e 6-3.

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Oitavo cabeça de chave, Federer tem poucas chances de sair de lá isolado como maior campeão de Grand Slams. Quase aos 40 anos e depois de um 2020 com cirurgias no joelho, praticamente impedido de jogar, é possível dizer que provavelmente os dias do suíço podem estar contados.

A pouca amostragem que vimos em 2021 não foi animadora, com Federer perdendo para adversários fora do top 40.

A chave do suíço também não ajuda. Em um de seus pisos menos preferidos, ele está no caminho das quartas de final de Djokovic e, se passar, poderia pegar Nadal na semi.

Alguém se arrisca fora do Big 3?

Se você for apostar no campeão da chave masculina de Roland Garros, é quase certo que ele virá do "Big 3", entre Federer, Djokovic e Nadal. Dos últimos 16 Grand Slams, somente Dominic Thiem conseguiu quebrar a hegemonia dos três fenômenos, ganhando o US Open no ano passado, em um torneio em que o suíço e o espanhol não participaram e Djoko foi desclassificado após acertar uma bolada em uma árbitra de linha.

Sem monotonia entre as meninas

Se entre os homens está difícil da nova geração emplacar de vez nos Slams, diversidade é a palavra no tênis feminino, com 12 campeãs diferentes nos últimos 16 Majors.

Assim como Federer, Serena é 'zebra'

A norte-americana, também perto dos 40 anos, será a cabeça de chave número 7. Ela busca há quatro anos o seu 24 Grand Slam, para igualar Margaret Court como maior campeã de Majors da história.

Em dois torneios preparatórios para Roland Garros, ela conseguiu somente uma vitória.

A nova geração

Fato é que Serena hoje corre atrás da nova geração, com um top 10 recheado de jovens talentos que já empilham taças de Grand Slam, como é o caso de Ashleigh Barty e Naomi Osaka, líder e vice-líder do ranking feminino, respectivamente.

E para vencer o Grand Slam 24 a norte-americana terá que "suar".

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'Acho muito difícil a gente ter uma hegemonia como a do Big 3', diz Meligeni

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Osaka, que em 2018 tornou-se a primeira japonesa a ganhar um torneio Grand Slam de simples, ao derrotar Serena na final do US Open, está entre as favoritas e tomou uma decisão polêmicas às vésperas do início de Roland Garros: anunciou que não participará de coletivas de imprensa durante o torneio, alegando que muitas perguntas são agressivas e que precisa resguardar sua saúde mental. A tenista afirmou que aceitar pagar multa caso a organização não concorde com sua decisão.

Já a australiana Ashleigh Barty chega a Roland Garros tentando recuperar o título conquistado em 2019 - no ano passado, ela decidiu não disputar o torneio por causa da pandemia. A número 1 do mundo chega embalada A atual número 1 do mundo chega embalada após o título no ATP de Stuttgart e o vice em Madri. Em sua chave está a polonesa Iga Swiatek, de apenas 19 anos e atual campeã em Paris. A romena Simona Halep, terceira no ranking, não disputará o torneio devido a uma lesão muscular sofrida no WTA 1000 de Roma.