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Murray dá indireta a Djokovic e apoia vacinação: 'Olho para o Brasil e vejo que morreram 60 mil no último mês'

Ex-número 1 do mundo, Andy Murray mandou uma indireta para o seu rival e atual líder do ranking da ATP, Novak Djokovic

Na última semana, o sérvio havia indicado que não faria campanha por vacina contra a COVID-19 e que esperava que os atletas do circuito não fossem vacinados obrigatoriamente.

Nesta segunda-feira, Murray respondeu o sérvio. "Se não quiser seguir nas bolhas é preciso apoiar a vacinação. Não podemos simplesmente dizer 'quero viver normalmente, sem estar em bolhas, mas não quero ser vacinado'. Isso não faz sentido algum", disse o britânico, à agência de notícias PA.

“É claro que não é divertido ficar em bolhas, em Miami por exemplo olhávamos pela janela e víamos a cidade completamente aberta, e reconheço que é cansativo, mas ao mesmo tempo olho para o Brasil e vejo que só no último mês morreram 60 mil pessoas por causa da COVID, portanto se é isto que temos de fazer para continuarmos a ter o nosso trabalho e garantirmos alguma segurança aos torneios, então seja", completou.

Em março, o Brasil registrou 66,8 mil mortes pelo coronavírus, segundo dados do consórcio de veículos da imprensa nacional, publicado no site "g1.com.br".

Na última semana, Djokovic havia dito que esperava que a vacinação não fosse obrigatória na ATP. "Eu espero que não porque sempre acreditei na liberdade de escolha".

"E eu vou manter a minha decisão se vou ou não ser vacinado para mim mesmo. É uma decisão íntima e eu não vou entrar nesse jogo de contra ou a favor de vacinas que a mídia infelizmente está criando hoje em dia. Não quero ser tachado como alguém que é ou não contra. Não vou responder essa pergunta e espero que respeitem isso", completou Djoko.