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Guga diz que dava para ser campeão em um dos 13 Roland Garros de Nadal e revela 'estratégia': 'Rezar pra tudo quanto é santo'

Em uma live promovida pela Vivara junto com Flávio Saretta, Gustavo Kuerten, assim como o mundo do esporte, mostrou-se encantado com o 13º título de Rafael Nadal em Roland Garros.

"Ele parte do princípio bem básico, que é simplificar o que é complicado de fazer. O básico que digo pra ele é determinação, empenho, obstinação, empenho de querer fazer. Quando ele baixa o troféu já está com a cabeça em 2021", disse Guga.

Nadal ganhou na última semana seu 13º título em Roland Garros, onde venceu 98 dos 100 jogos que fez, faturando o seu 20º Grand Slam da carreira.

"A gente jogava pra ganhar 3 (Roland Garros). Hoje em dia foram descobrindo uma nova fórmula de montagem e construção que é possivel eles ganharem 6, 8 só que aí já vira o absurdo do incompreensível, precisando valorizar ainda mais porque nesses 15 dias tem desconforto, dor de garganta. Tudo isso ele (Nadal) tira de letra, acontece com ele também e ele dá conta. Eu tinha que chegar lá bem mais pleno, jogando bem…nas 3 (conquistas) tiveram partidas que estavam perdidas, essa margem era mais real pra gente, como eles tem tanto distanciamento pra ganhar 4 vezes sem perder 1 set? É incompreensível, para eles é mais uma partida, quando você olha a chave, a gente observa e fala ‘vai chegar na final’", analisou o ex-número 1 do mundo.

Guga, porém, acha que em algum momento alguém irá desafiar o reinado de Nadal. "Em algum momento ele vai ter que ser desafiado por alguém, porque ele ainda não tem esse cara, ele ainda é muito soberano".

Campeão em 1997, 2000 e 2001 no saibro francês, Guga precedeu a era Nadal, que começou em 2005. Mas o brasileiro acredita que poderia ter tido a chance de vencer o espanhol em algum momento se eles tivessem se cruzado.

"Se a perninha tivesse ajudado um pouco mais, se tivesse aguentado uns aninhos a mais. Eu ainda jogando o tênis que não alcancei, conhecendo todas as facetas, imagino que no mínimo, seguramente era uma provocação muito melhor, porque eu gostava disso. Ele (Nadal) ia trazer essas encrencas, que era nossa gasolina", afirmou.

Guga até apontou um ano em que teria condições de vencer Nadal. "Eu lembro da final dele com o (Mariano) Puerta, aquele ali era um ano que dava pra nadar de braçada, se eu estivesse jogando bem".

E a estratégia para vencer o espanhol no saibro de Roland Garros?

"Ia ser rezando pra tudo quanto é santo (risos). Ia sair definhado, tentando tudo, batendo, correndo, trocando bola…ia ter que tomar a iniciativa, evidente, senão ia ficar correndo que nem maluco. Bolas altas, por mais que ele goste, tem que usar muito, ser preciso na definição e variar com drop shot, sacando perfeito".