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Perto de volta, tenista brasileira 'celebra' punição pequena por doping e diz: 'O que mais doeu foi contar para meus avós'

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Bia Haddad se mantém positiva após derrota em Wimbledon: 'Vamos para próxima' (3:06)

Tenista brasileira foi derrotada pela britânica Harriet Dart na segunda rodada (3:06)

Há 10 meses, aquela que já foi a melhor tenista brasileira no ranking da WTA não sabe o que é bater na bola em uma quadra. Suspensa por doping até o próximo dia 21/05, Bia Haddad teve que se acostumar com essa realidade, mas a maior tristeza ocorreu ao falar com dois familiares que moram com ela.

“ O que mais doeu foi contar para meus avós, que nasceram no esporte, sabem da minha índole...eu sabia que seria sofrido pra eles me ver nessa situação. Quando estava por aqui, era normal ir com eles no clube, bater uma bola”, disse ao ESPN.com.br.

Proibida de praticar o esporte, Bia Haddad fez treinos físicos, aulas de violão, acompanhamento psicológico e também aprimorou os idiomas inglês e francês. Como comprovou que as substâncias do doping entraram em seu organismo por um suplemento contaminado, ela pegou a menor punição possível.

“O cenário que era para ser 4 anos peguei 10 meses. Fizemos o melhor trabalho que dava para fazer, foi minha primeira experiência nesse sentido mas recebi de forma positiva”, relatou a atleta.

O fato da punição ter sido a melhor possível não fez com que ela se entristece, pelas acusações em redes sociais e por estar longe de fazer o que ama.

“Pior é o fato de não conseguir trabalhar e fazer o que gosto. Não é só trabalho, são domingos com meus avós no clube, não poder ver jogo do Thiago (Thiago Monteiro, tenista e namorado da atleta), ser tratada como má influência. Entendo, sei que regras são rígidas, mas ficava triste, Difícil ver jogos na TV, saber que estava na lista do US Open e não podia estar lá. Então às vezes preferia não ver nada”, dissertou.

Confiança para voltar a bater as melhores

Hoje na 258ª posição do ranking, Bia Haddad já foi número 58 do mundo e em 2019 bateu Garbine Muguruza, uma das melhores tenistas do circuito, em Wimbledon. A brasileira confessa que estava em seu melhor momento quando ocorreu o caso de doping, mas confia que possa retomar esse nível.

“Tava no melhor momento, feliz e solta dentro da quadra, acreditando que podia ganhar das grandes jogadoras. Voltarei melhor, mais forte, mais confiante. Tenho convicção no meu jogo pra voltar”, completou Bia Haddad, que sonha em enfrentar Serena Williams e Petra Kvitova, as atletas que mais admira no circuito.