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Tênis: 'Pessoas riam de mim quando falava que queria ganhar Grand Slams' afirma 1ª árabe no top 50

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Com carrinho e cadeirinha de bebê, Fognini e Pennetta improvisam rede e jogam tênis no quintal (0:29)

Os tenistas provaram que é possível bater uma bola mesmo durante a quarentena | @fabiofogna (0:29)

Ons Jabeur pode não ser conhecida ainda em todo mundo, afinal é apenas a 39ª colocada no ranking da WTA. Contudo, essa posição faz dela a melhor tenista árabe da história, sendo a primeira a entrar no top 50 do ranking de simples.

A atleta se formou na Tunísia e isso surpreendeu muita gente, devido aos altos custos para crescer na modalidade. Em entrevista ao inglês The Guardian, o fato de ser um “produto 100% nacional” faz com que ela seja subestimada no mundo do tênis.

“Eu sempre fui ‘boca grande’, dizia que queria ganhar Grand Slams e as pessoas riam, não acreditavam em mim. Quando tive uma cirurgia no pulso, voltei após cinco meses e ainda não conseguia jogar. O que mais ouvia eram risadas e pessoas dizendo que iria me aposentar. Mas pensamentos assim sempre me deixaram mais forte”, ressaltou.

Em 2011, Ons Jabeur se tornou a primeira árabe a ganhar o Roland Garros juvenil. Em fevereiro desse ano, bateu a número 3 do mundo, Karolina Pliskova, e alcançou as quartas de final do Australian Open e de Doha. Sendo uma árabe e africana, ela se vê como espelho e almeja inspirar novas tenistas.

“Tenho muito orgulho disso. Por vezes quando jogamos a Fed Cup, muitas tenistas vêm tirar fotos, perguntam sobre meu jogo. Isso realmente me inspira, me dá mais motivação e mais vontade de ser um exemplo. Espero ver mais africanas na temporada de tênis”, afirmou a atleta.