Ex-tenista e número 1 do mundo no final da década de 1990, o chileno Marcelo Ríos fez duras críticas à ATP (Associação de Tenistas Profissionais). Em entrevista ao jornal La Tercera, o ex-jogador acusou a entidade de encobrir casos de doping e beneficiar alguns atletas.
"Pegaram o (Andre) Agassi quatro vezes no doping e esconderam porque era o Agassi e o tênis estava uma m*. A ATP é a maior m* que existe. Só tem 'gringos' metidos", disse Marcelo Ríos.
As críticas não pararam por aí, e o chileno falou também sobre um suposto benefício ao americano Pete Sampras.
"O Masters era sempre indoor e em piso rápido para o Sampras ganhar. Eu e o (Sergi) Bruguera pedimos para que o Masters fosse em um tipo de quadra diferente em cada ano", acrescentou.
Nem mesmo o formato do circuito mundial e algumas regras do jogo passaram ilesas pelas palavras do chileno.
"Fisicamente, quebrei aos 26 anos porque me arrebentava de tanto correr. Eu não media 1,90m, tinha que jogar cinco sets saltando sobre cimento durante três meses. Este é o único esporte que muda a superfície quatro vezes por ano", criticou.
"Não entendo por que há dois serviços no tênis. É como sair duas vezes no golfe. É absurdo. Alguém inventou isso e é vantajoso para quem mede 2,14m", acrescentou.
Marcelo Ríos foi o primeiro latino-americano a ocupar o posto de número 1 do tênis mundial. Apesar de ter sido o primeiro do ranking, o chileno nunca venceu um Grand Slam.
