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Guia do US Open: favoritismo entre os homens, incógnita entre as mulheres, cachorros fofinhos, drinks, receitas e muito mais

O Australian Open pode ser considerado o “Happy Slam” pelos tenistas e amantes do esporte, mas o US Open acontece na capital do mundo e, sem dúvida, é o Grand Slam mais badalado. A loucura de Nova York invade as quadras de Flushing Meadows, assim como celebridades e torcedores dos mais ilustres.

O último Grand Slam da temporada começa no dia 26 de agosto com transmissão dos canais ESPN e resumo diário no programa Pelas Quadras. Além disso, o WatchESPN traz todas as quadras do torneio para o fã do esporte escolher a que quiser. Perdeu alguma coisa: o ESPN.com.br traz vídeos e muitas notícias direto de Nova York!

Chave masculina

Mesmo após tantos anos, o “Big 3” continua dominando o circuito e, junto com o intruso Dominic Thiem, forma o quarteto de tenistas com mais participações em finais no ano.

Djokovic foi campeão do Australian Open e de Wimbledon. Rafael Nadal foi finalista na Austrália e campeão em Roland Garros - pela 12ª vez - e Roger Federer fez a final em Wimbledon.

Isso considerando apenas os Grand Slams. Contabilizando toda a temporada, o vovô Federer, que completou 38 anos em agosto, foi o tenista com mais títulos em 2019 (5) junto com Daniil Medvedev.

A briga entre os 3 é de cachorro grande e o número de taças de Majors de cada um nunca foi tão pequeno.


O trio venceu os últimos 11 Grand Slams. Então, a grande pergunta é: alguém vai roubar os holofotes dos 3 melhores do mundo? Muito se aposta na tão falada "NextGen", a nova geração do tênis mundial, com os já famosos Alexander Zverev e Dominic Thiem.

"Sasha" foi o primeiro a estourar, ganhando Masters 1000 de Roma, mas segue sofrendo em jogos de 5 sets e decepcionando em Majors. Thiem parece mais consistente, fez final de Grand Slam duas vezes (Roland Garros 2018 e 2019) e é considerado sucessor de Nadal, ou seja, seu piso é o saibro.

Nomes como o Medvedev ganharam força. O russo de 23 anos faz uma excelente temporada e acabou de ser campeão do Masters 1000 de Cincinnati. Mas ele já afirmou que ainda não se sente pronto para uma final de Major. Será?

Mais perguntas. Karen Khachanov e Stefanos Tsitsipas também aparecem na lista das potências da nova geração, mas as oscilações deixam dúvidas no ar: será que algum deles consegue tirar o troféu do Big 3?

Djokovic foi campeão em 2018, Nadal em 2017. Já Federer não ganha desde 2009 e, no ano passado, foi surpreendido por John Millman nas oitavas, mas dá para duvidar desses caras?


Chave feminina

Desde que Serena Williams se afastou, em janeiro de 2017, para ser mãe, o circuito feminino virou uma grande incógnita. Nenhuma tenista conseguiu aparecer e dominar como a norte-americana. A tela abaixo com as últimas campeãs desde que Serena tirou o time de campo resume bem.

Para se ter noção do quanto o circuito fica sem domínio e imprevisível sem Serena Williams aqui vai um número chocante:

Serena tem, sozinha, 23 títulos em Majors enquanto todas as outras tenistas dos top 50, juntas, têm 16. São elas: Osaka, Barty, Halep, Kvitova, Stephens, Kerber, Wozniacki, Muguruza e Azarenka

Naomi Osaka parecia que iria engrenar, mas pouco depois de conquistar o Australian Open, a japonesa dispensou o técnico, perdeu o rumo e o caminho das vitórias.

A vaga continua aberta esperando por Serena, mas ela ainda não conseguiu encontrar o ritmo depois da maternidade e parece sofrer com a sombra e a pressão para igualar o recorde de Margaret Court, dona de 24 títulos de Grand Slam.

Serena já fez três finais de Grand Slam desde o retorno. Foram duas em Wimbledon (2018 e 2019) e uma no US Open, naquele dramático episódio em que brigou com o juiz.

Por causa da discussão acima, a organização do US Open informou que, em 2019, Carlos Ramos não será árbitro de nenhuma partida de Serena ou Venus.


Opinião ESPN


Brasileiros no US Open

O único brasileiro que vai jogar na chave de simples do é Thiago Monteiro. Número 100 no ranking da ATP, ele vai estrear diante do norte-americano Bradley Klahn, 108º colocado. Os tenistas se enfrentaram uma única vez, em 2018, e Thiago levou a melhor. Quem avançar pode encarar uma pedreira, Kei Nishikori.

Bia Haddad Maia teria a chance de entrar direto na chave principal em Nova York, mas desistiu do torneio já que aguarda o julgamento depois de testar positivo em exame antidoping.

Campeão dos Jogos Pan-Americanos, João Menezes perdeu na última rodada do quali para o indiano Sumit Nagal. Já Rogério Dutra Silva foi eliminado pelo canadense Peter Polansky no primeiro dia do qualificatório.


Novidades em 2019

Cachorros fofinhos!


Premiação do US Open

A organização do US Open divulgou um valor recorde na premiação da edição 2019 do torneio. Ao todo, US$ 57 milhões (cerca de R$ 235 milhões) serão distribuídos, US$ 4 milhões (quase R$ 16,5 milhões) a mais que na última temporada.

O valor é diluído em todas as fases da competição para beneficiar todos os participantes. Tanto na chave feminina, quanto no masculina, o vencedor embolsará US$ 3.850.000 cada um, cerca de R$ 16 milhões para cada campeão.

Para efeito de comparação, em 1968, o campeão levou para casa US$ 100 mil (cerca de R$ 105,7 mil na cotação da época). Em 2019 esse valor é destinado a quem for eliminado na segunda rodada.


Cardápio

A combinação se tornou um clássico em Flusing Meadows: bolinhos de caranguejo, acompanhados de creme de espinafre, e o coquetel The Honey Deuce.

Os acepipes foram criados por Benjamin Prelvukaj, albanês que chegou aos EUA em 2000 servindo mesas para pagar a faculdade e hoje é dono de um império de seis restaurantes, além de ser responsável pelo Champions Grill no US Open.

“Bolos de caranguejo são um clássico prato americano. São fáceis de preparar e de comer e os fãs adoram”, disse Prelvukaj. “Carne de caranguejo gigante, um pouco de tempero e suco de limão? Você tem algo muito bom.”

O quê? Bolinhos de caranguejo e creme de espinafre
Onde? Arthur Ashe Stadium
Valor? US$ 29 | R$ 118 (bolinhos), US$ 15 | R$ 61 (espinafre)
Calorias? 400 (bolinhos), 250 (espinafre)


The Honey Deuce

1 1/2 parte de vodca
3 partes de limonada fresca
1/2 porção de licor de framboesa
3 bolas de melão

Refrigere um copo de Collins na geladeira ou freezer ou encha-o com água fria por 5min. Quando o vidro estiver suficientemente frio, retire o líquido (se tiver) e encha-o de gelo. Adicione vodca e, em seguida, complete com a limonada fresca. Meça e adicione o licor de framboesa. Mexa. Decore com um espeto com as três bolas de melão congeladas. Para preparar bolas de melão, coloque o melão no congelador até ficar firme e, em seguida, use uma boleador para retirar a fruta.

O quê? The Honey Deuce, "o" coquetel do US Open
Onde? Em todo o complexo de Flushing Meadows
Valor? US$ 17 | R$ 69
Calorias? 205


Rainhas e reis das mídias sociais


Lembrancinhas e autógrafos

Todo grande evento é cercado de produtos oficiais, desde roupas e verdadeiras quinquilharias, a famosa lembrancinha sem muita utilidade. Entre camisetas, jaquetas, bonés, chaveiros, viseiras, bonés, toalhas, sacolas, mochilas, bolas, copos e taças, o item mais inusitado na loja oficial do US Open é um pato de borracha, com direito a boné e raquete. O preço: US$ 10, cerca de R$ 40.

Mas há um item famoso, presente em todo Grand Slam, as famosas “jumbo balls” (abaixo, fazendo a alegria da criançada). A do US Open sai por cerca de US$ 25 (mais ou menos R$ 100) e pode se tornar um verdadeiro investimento. Afinal, um autógrafo de uma celebridade vale uma nota.

Um exemplo: no site Sports Memorabilia‎, uma das referências em artigos raros ou autografados – com os devidos certificados de autenticidade –, uma bola de tênis autografada por Roger Federer, sem especificar onde, custa US$ 654,29 (com descontos) ou mais de R$ 2.660. A bola autografada mais valorizada do US Open tem a assinatura de Pete Sampras (na foto acima) e sai por módicos US$ 489,59, quase R$ 2 mil. Bom negócio.


Quanto vale o show?

Para poder ver e viver tudo isso de perto, o torcedor pode comprar ingressos para uma das quadras principais (Arthur Ashe, Louis Armstrong ou Grandstand) ou apenas para circular pelo complexo de Flushing Meadows e acessar as quadras menores.

As entradas variam de US$ 60 até pouco mais de US$ 2.000, ou entre R$ 247 e R$ 8.250.

E aí, vale a pena? Quer uma ideia melhor? Vem com a gente na ESPN, WatchESPN e ESPN.com.br!