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17 Grand Slams, mas só um Australian Open; 10 anos depois, Nadal vai em busca do bi na 'terra do canguru'

Rafael Nadal é o segundo maior vencedor de Grand Slams da história do tênis. Com 17 conquistas, está atrás apenas de Roger Federer, que tem 20, mas deixa pelo caminho gigantes das quadras como o estadunidense Pete Sampras e o sérvio Novak Djokovic, cada um com 14 troféus.

Neste domingo (13), com o início do Australian Open 2019 - que você assiste com exclusividade na ESPN, na ESPN2 e no WatchESPN -, o espanhol terá uma das missões mais difíceis da carreira. Afinal, é o único Major em que ele só chegou ao lugar mais alto do pódio uma vez.

Sua estreia será já na noite deste primeiro dia de evento, contra o australiano James Duckworth, em jogo a ser disputado na Rod Laver Arena, a principal do complexo em Melbourne.

Será o segundo jogo na quadra, logo após Maria Sharapova (RUS) x (GBR) Harriet Dart, que começará às 22h (horário de Brasília).

Lenda no saibro, sofrimento na Austrália

Há quase 10 anos, em 19 de janeiro de 2009, Rafael Nadal tinha 22 anos. No saibro, já mostrava que seria um fenômeno, com quatro triunfos em Roland Garros, na França, em sequência: 2005, 2006, 2007 e 2008; na grama sagrada de Wimbledon, na Inglaterra, também tinha um troféu em mãos, de 2008.

Agora, na Austrália, mal sabia o garoto que seu primeiro e único triunfo por aquelas bandas – pelo menos até aqui – seria um marco na carreira. E a vitória veio de forma épica sobre o súíço Roger Federer.

Desde então, nas outras nove vezes em Melbourne, foram 3 vices - 2012, contra Djokovic, 2014, diante de Stan Wawrinka, e 2017, ante Federer.

Mas se na 'terra do canguru' as coisas não seguiram conforme o esperado, no restante dos Grand Slams a história foi diferente.

De 2009 em diante, Nadal abocanhou 11 Majors, entre Roland Garros (2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2017 e 2018), US Open (2010, 2013 e 2017) e Wimbledon (2010), série de títulos que o colocou como o segundo maior vencedor da história.

2009 - O primeiro e único Australian Open de Nadal

Rafael Nadal estreou como número 1 do mundo em agosto de 2008. Após três anos atuando no mais alto nível, o espanhol chegou à Austrália naquele ano de 2009 como o melhor jogador de tênis do planeta.

O espanhol iniciou a caminhada rumo ao título com um 3 a 0 avassalador sobre Christophe Rochus, da Bélgica.

Na segunda rodada, outro embate que pouco exigiu. Mais uma vez sem perder nenhum set, Rafa superou o croata Roko Karanušić; a terceira ‘presa’ foi o alemão Tommy Haas, em mais um 3-0.

Nas oitavas de final, o espanhol venceu o chileno Fernando González e seguiu rumo ao sonho invicto em sets.

Nas quartas, ele teve seu primeiro desafio de fato. Contra o francês Gilles Simon, atropelou no primeiro set, mas teve trabalho para fechar os dois últimos em 7-5.

Na semi - agora sim -, um jogo espetacular contra o compatriota Fernando Verdasco. No primeiro set, Nadal foi superado no tie-break, sua primeira 'derrota' na competição.

Por 5 horas e 14 minutos, os tenistas protagonizaram um dos duelos mais emblemáticos e longos da história. Rafa fechou o jogo em 3-2 e seguiu rumo à final.

O último e decisivo duelo do Grand Slam não poderia ter outro desfecho. Roger Federer e Rafael Nadal mostraram por que aquela final merecia os dois.

Em maravilhosos cinco sets, com o suíço abusando de sua habitual categoria e o espanhol esbanjando forma física, Nadal mostrou que, naquele momento, merecia ser o número 1 do mundo.

Após quase 10 horas em quadra – somando semi e final –, o espanhol ignorou qualquer tipo de cansaço e colocou seu nome na história ao superar Federer e, finalmente, ganhar o Australian Open.