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Wimbledon: Djokovic bate Anderson e volta a conquistar um Grand Slam

Djokovic comemora título em Wimbledon Getty Images

Novak Djokovic é novamente campeão de um Grand Slam! Neste domingo, o tenista sérvio bateu o sul-africano Kevin Anderson por 3 sets a 0 em 2h18min de tênis, com parciais de 6-2, 6-2 e 7-6 (3), na Quadra Central de Wimbledon, faturando seu 4º título na grama sagrada em sua carreira.

O triunfo é o primeiro em Majors de ‘Nole’ desde 2016, quando venceu em Roland Garros. Djoko voltou a conquistar um grande título e agora soma 13 troféus de Grand Slam.

Ranqueado na 21ª posição no mundo, Djokovic deve retornar ao Top 10 da ATP com a vitória.

O peso da campanha parece ter influenciado no desempenho de Anderson. Após jogar mais de 10 horas entre quartas e semifinal, o sul-africano sofreu sob calor em Londres e não conseguiu fazer frente a Djoko, ficando com o vice e ainda sem um título de Major na carreira.

O JOGO

Mesmo após ter eliminado o cabeça de cabe número um Roger Federer e de ter vencido o “interminável” duelo de mais de seis horas contra John Isner, Anderson não entrou na quadra central de Wimbledon como favorito para a decisão, já que Djokovic venceu cinco dos seis confrontos diante do gigante sul-africano.

Além disso, o sérvio mostrou diante de Nadal que não teria mais problemas físicos durante as trocas de lado, algo muito frequente desde seu retorno às quadras. Com o físico em dia, Djokovic é um dos adversários mais temidos do circuito, graças ao ótimo controle mental, ao impecável plano tático e por ter uma das melhores devoluções entre todos os tenistas do circuito.

E todo esse repertório foi mostrado logo no início. No primeiro game do jogo, Nole já quebrou o serviço de Anderson e rapidamente confirmou o serviço para abrir vantagem, algo essencial para quem enfrenta oponentes com um excelente saque como é o caso do tenista sul-africano.

O primeiro set foi se desenhando da maneira que o sérvio pretendia, já que jogava com a quebra de vantagem e tinha total controle nos pontos disputados no fundo de quadra. O sul-africano continuava firme mentalmente, comemorando os poucos pontos que ganhava diante do sérvio, mas a primeira parcial terminou com total domínio de Djokovic, que fechou em 6/2 a seu favor.

O segundo set foi muito parecido com o inicial, com Djokovic extremamente preciso durante os golpes no fundo de quadra e seguindo a risca a estratégia de atacar o backhand do sul-africano e sacando com margem de erro, dando chance nenhuma de Anderson crescer no jogo.

Devolvendo muito bem os saques de Anderson, Djokovic colocava dificuldade para o adversário em todos os games, tendo controle do jogo e errando praticamente nada. A segunda parcial teve o mesmo script do primeiro, com o ex-número um do mundo quebrando o serviço do sul-africano logo no primeiro game e aproveitando a vantagem para ter ainda mais tranquilidade no restante do set.

Com isso, Djoko não mudou a estratégia e se manteve extremamente sólido em praticamente todos os fundamentos. Curiosamente, era o sérvio quem tinha mais consistência no serviço e tinha poucas dificuldades quando tinha o saque a seu favor. Novamente, Nole venceu por 6/2 e agora estava a um set do tão esperado título.

No entanto, o terceiro set foi totalmente diferente. Após confirmar o primeiro game, Anderson começou a ter uma outro postura, mais confiante e errando bem menos do que no começo, equilibrando um jogo que era totalmente do sérvio nas duas primeiras parciais.

Aos poucos, o sul-africano mostrava um tênis muito competitivo e semelhante ao que apresentou na quarta de final contra Federer e na semifinal diante de Isner. De forma surpreendente, Anderson chegou a ter cinco set points, todos eles jogados de forma impecável por Djokovic, que conseguiu levar a parcial para o tiebreak.

No game desempate, Djokovic parecia ainda mais com o tenista que dominou os Grand Slams nas temporadas de 2011 e 2015. Após começar com 1 a 0 contra, o sérvio conseguiu o primeiro mini-break no quarto ponto e não deu espaço para Anderson começar uma reviravolta.