Nesta quarta-feira (4), no Arthur Ashe Stadium, em Nova Iorque (EUA), Bia Haddad Maia acabou derrotada pela tcheca Karolina Muchova por 2 sets a 0, com parciais de 6/1 e 6/4, e caiu nas quartas de final do US Open. E a tenista brasileira falou com exclusividade com a ESPN após fazer história no Grand Slam.
Desde 1968, com Maria Esther Bueno, uma brasileira não chegava à esta fase da disputa. E Bia, que já tinha superado a sua melhor campanha indo às oitavas em Flushing Meadows, acabou sucumbindo para a ex-top 10. E segundo ela, que deu um "susto" no segundo set após precisar de atendimento médico e chorar em quadra, revelou que a ansiedade a atrapalhou em quadra.
"Nos dois primeiros games eu tive as minhas oportunidades. Acredito que eu tenha jogado bem ali, segurei um 15/40, voltei no meu game de saque. No primeiro game eu tive o meu break ali. É tênis... Eu perdi esses dois games e eles não foram o problema. Depois foi tudo muito rápido e eu me conduzi muito mal. Na verdade eu acho que lidei mal com os meus pensamentos, fiquei um pouco mais ansiosa, senti um pouco do momento que eu estava passando. É a minha primeira vez na Arthur Ashe, é uma quadra muito grande e tem muito barulho e movimento. Eu senti muita dificuldade de me concentrar. A minha adversária foi superior, fez o tênis que ela pode fazer e mereceu ganhar o jogo. Ela foi mais corajosa", contou Bia, que falou sobre a necessidade de receber atendimento médico.
"Estou me sentindo bem. Foi um momento que eu não estava me sentindo muito bem, fiquei muito ansiosa o jogo todo. Faz parte", prosseguiu.
"Aproveito para reforçar o que eu falei. Eu separaria o dia de hoje em duas partes. Tem o aprendizado. É claro que estou insatisfeita com a derrota e com a forma que eu performei. Foi a minha mente que conduziu o meu tênis para baixo. É difícil falar de tênis nesses momentos. Por outro lado, foram semanas de muitas coisas boas, onde eu plantei coisas positivas, jogando um tênis muito agressivo. A gente trabalhou duro, todo mundo do time fazendo a sua parte", disse, antes de finalizar.
"Eu fico muito orgulhosa de onde chegamos, mesmo querendo mais. A gente está pronto para fazer coisas maiores. Vou continuar martelando. Não sei quando a pedra vai quebrar e nem quero saber. Um dos privilégios dos tenistas é que a gente pode tentar de novo toda semana. Dessa vez não será diferente. Não vou baixar a cabeça. Sair dessa quadra, por mais duro que tenha sido mentalmente o jogo, eu tenho muito orgulho de mim e da minha história, do que eu já conquistei e estou conquistando. Vou continuar trabalhando duro para essa pedrinha uma hora quebrar, vou continuar martelando", finalizar.
