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Bia Haddad Maia sente lesão, sai chorando e abandona Wimbledon nas oitavas de final

A campanha de Beatriz Haddad Maia por Wimbledon foi interrompida por uma lesão. Enfrentando Elena Rybakina na quadra central nesta segunda-feira (10), a brasileira precisou deixar a competição após sofrer um problema na região lombar ainda no primeiro set, logo após ter o serviço quebrado pela tenista do Cazaquistão.

Bia Haddad já havia passado por problemas físicos no final de junho, quando precisou deixar o WTA 500 de Eastbourne ainda nas oitavas de final, quando enfrentava Petra Martic.

Semanas antes, a tenista chegou a desistir do torneio de Birmingham, também na Inglaterra, por questões musculares.

Com a saída de Bia Haddad, Elena Rybakina, atual campeã de Wimbledon, avança para jogar as quartas de final na grama de Londres. A cazaque enfrentará Ons Jabeur.

“Acho que de sentimento, agora, a palavra é tristeza. Assim como eu sempre falei nas minhas entrevistas, especialmente nos últimos dois ou três anos, o mais importante, para mim, é estar saudável, porque já tive complicações. E agora a gente estava trabalhando super bem, a minha equipe também. Então, estou triste pelo acontecimento, acabei sentindo, no começo, uma contratura muito forte, acabou pinçando o nervo, eu senti, eu já tive essa... eu conheço bastante o meu corpo. Enfim, limitou todos os meus movimentos”, disse Bia em entrevista à ESPN.

“Infelizmente foi na minha primeira vez na quadra central. Se eu fosse escolher uma quadra, um jogo, um adversário, uma rodada especial para jogar, a gente trabalha por esses momentos. Mas, foi uma fatalidade, eu não sentia dor nas costas, acho que eu não lembro, faz anos que eu não sinto dor nas costas, isso realmente me surpreendeu durante o jogo. E estou triste por não ter tido a oportunidade de continuar jogando porque eu estava me sentindo muito bem. E eu estava me sentindo pronta para jogar, e tenisticamente pronta para competir”.

“A gente acredita que todas as dores podem ter pontos específicos, psicossomáticas. Nesse caso, os jogos de primeira rodada são mais difíceis e eu sempre aproveite jogos grandes em grandes quadras contra grandes jogadoras da melhor forma e jogando solta. Agora, é tentar entender. Não vou conseguir jogar as duplas, então, ainda estou tentando absorver. O principal é sair de cabeça erguida e tentar aprender com isso para as próximas, agora não consigo dizer mais do que isso”.

“Saí em abril para jogar, estou há alguns meses na Europa, semanas melhores, semanas piores, muitos aprendizados, ganhei de jogadoras, quebrei alguns tabus internos. Derrotas que me fizeram aprender. Cheguei na semifinal de Roland Garros, ganhei um WTA 1000 de duplas. Tudo o que aconteceu me ensinou alguma coisa. Todo jogo que eu ganho ou perco, eu anoto no meu caderninho um aprendizado. Não vai ser diferente agora, Wimbledon foi positivo, foi meu melhor resultado no meu torneio favorito”.

“Eu estava melhorando. Eu mostrei para mim que posso enfrentar jogadoras de alto nível em palcos grandes. Infelizmente aconteceu, a vida é assim. Altos e baixos. Esquenta e fria, tenho que encarar as coisas com coragem. Ainda está doendo bastante, mas especialmente hoje que minha avó faz 90 anos e queria dar de presente para ela pelo menos o jogo, não a vitória, mas ter pelo menos conseguido jogar e é isso. Faz parte, vamos para o próximo”.