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'Racha' na família, veto a Yasmin, 'roubo' nas Olimpíadas e tri mundial: o 'ano maluco' e histórico de Gabriel Medina

Nesta terça-feira, Gabriel Medina finalizou um 2021 histórico em sua carreira no surfe com a conquista do tricampeonato mundial, ao vencer Filipinho com um show em uma final também histórica.

O ano do surfista teve de absolutamente tudo: "racha" na família, polêmicas com o veto de Yasmin Brunet nas Olimpíadas, muitas reclamações sobre as notas em Tóquio e, agora, o tricampeonato do mundo.

2021 começou bastante turbulento para Gabriel. Se nas águas tudo corria bem e ele ia liderando o ranking mundial, fora delas as coisas estavam bagunçadas. Em fevereiro, Medina e sua esposa, Yasmin Brunet, deixaram de seguir a mãe e o padrastr do surfista nas redes sociais. De acordo com reportagens da época, o casal não teria aprovado o "casamento relâmpago" dos dois, o que gerou a primeira briga.

Além de padrasto, Charles Saldanha também era técnico de Medina, mas acabou sendo demitido por Gabriel sob a justificativa de que Saldanha "deveria focar na carreira de Sophia" (Medina, irmã do surfista).

Meses depois, Simone Medina, a mãe, acusou Yasmin de afastar Gabriel da família e as rusgas se tornaram públicas, com Simone e Yasmin trocando indiretas nas redes sociais.

Em meio a esse turbilhão, vieram as Olimpíadas de Tóquio.

Antes de embarcar para o Japão, Gabriel Medina retirou Andy King, seu instrutor, da lista de pessoas de sua equipe nos Jogos e tentou incluir Yasmin como instrutora, para poder levar sua esposa à Tóquio. O Comitê Olímpico, porém, rejeitou a mudança e Yasmin teve que ficar no Brasil.

O veto foi o grande assunto que pautou as discussões sobre o surfe, estreante nos Jogos, antes do início do torneio. Sem sua esposa, Medina caiu nas águas do Japão e acabou ficando sem medalha.

Na semifinal, foi derrotado pelo japonês Kanoa Igarashi em uma disputa muito polêmica, que gerou bastante reclamação da torcida brasileira por conta de uma nota 9 dada para o dono da casa, que acabou eliminando o brasileiro antes da decisão pelo ouro.

Na disputa do bronze, foi derrotado por Owen Wright, da Austrália, e ficou sem medalhas. Depois das Olimpíadas, retomou a tranquilidade no circuito da WSL, onde sempre liderou o ranking.

Nesta terça-feira, Medina entrou na WSL Finals como o grande favorito e confirmou esse favoritismo para fechar o ano maluco com o tricampeonato mundial.