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Surfe: Tati Weston-Webb detalha ajuda dos 'meninos' e admite que nova etapa é pico desconhecido

Tatiana Weston-Webb, segunda colocada no Mundial de surfe 2021 e campeã da última etapa, em Margaret River, na Austrália, já está focada na quinta e última parada da disputa no país da Oceania, que acontecerá em Rottnest Island com janela deste sábado (16) até o dia 26, com transmissão dos canais ESPN e do ESPN App. Um pico completamente desconhecido para a maioria dos surfistas.

O local nunca fez parte do campeonato, e a brasileira de 25 anos completados no último dia 9 reconhece que é impossível fazer qualquer projeção.

"Acho que ninguém surfou lá e estou bastante animada. Mas ninguém sabe o que vai acontecer", afirmou a gaúcha de Porto Alegre em entrevista coletiva na noite da última terça-feira (11) organizada por sua nova patrocinadora, a empresa Corona.

A etapa promete ser um paraíso tubular com incríveis ondas quebrando principalmente para a esquerda, e os brasileiros estão bem animados para conseguirem mais um título. Afinal, segundo Tatiana, a temporada de 2021 "só tem o Brasil dominando".

E ela tem razão. Já são quatro troféus em quatro etapas. Ítalo Ferreira, que foi o primeiro a subir no pódio, em Newcastle, trouxe uma ‘maré de sorte’ para Gabriel Medina, em Narrabeen, e também para Filipe Toledo e Tati Weston-Webb - ambos ganharam em Margaret River. Com isso, o ranking está todo verde e amarelo e no masculino, o trio ocupa as três primeiras colocações.

Parceria brasileira
A dobradinha Tati-Filipe Toledo entrou para a história como a primeira vez em que dois brasileiros levaram a mesma etapa do Mundial de surfe.

Como única mulher do Time Brasil na elite da Liga Mundial de Surfe (WSL, na sigla em inglês), a surfista se sente muito grata por ter todos os 'meninos' ao seu lado dando apoio, indo assistir as suas baterias e vibrando muito por ela.

"Nós estamos muito unidos, é legal de se ver. Essa é a diferença que a gente tem, que só nos levanta, coloca a gente para cima", afirmou.

Olimpíada e calendário apertado
Além do Mundial de surfe, Tati Weston-Webb também se prepara para as Olimpíada em Tóquio, no Japão, entre o fim de julho e o começo de agosto, na qual vai participar ao lado da compatriota Silvana Lima.

Vivendo um dia de cada vez, a surfista deixa claro que os Jogos serão muito especiais, mas que prefere começar a se preocupar realmente com o evento quando ele estiver mais próximo.

Com um calendário que já está bem apertado, os surfistas que já estão classificados para Tóquio também precisam se preocupar com mais uma competição, a World Surfing Games, organizada pela Associação Internacional de Surfe (ISA, na sigla em inglês), que acontecerá entre os dias 29 de maio e 6 de junho.

Segundo Tati, os surfistas terão mesmo que participar do torneio, e isso será bem cansativo, mas, segundo a brasileira, "é um evento que vale muito, principalmente para quem não se classificou ainda [para a Olimpíada]".

Veja como está o calendário do surfe nos próximos meses
WSL - Rottnest Island, 16–26 de maio
ISA - World Surfing Games, 29 de maio–6 de junho
WSL - Surf Ranch Pro, 18–20 de junho
WSL - Open México, 5–15 de julho
Olimpíada - Japão, 23 de julho–8 de agosto
WSL - Rio Pro, 11–16 de agosto
WSL - Tahiti Pro, 22 de agosto–1º de setembro
WSL Finals - Lower Trestles, Califórnia, 8–17 de setembro

Perfil
Com 25 anos, Tatiana Guimarães Weston-Webb, mais conhecida como Tati Weston-Webb, é a única surfista profissional brasileira que faz parte da elite mundial do surfe. A atleta nasceu em Porto Alegre, mas foi criada desde os dois meses de vida na ilha de Kauai, no Havaí.

Filha da ex-bodyboarder gaúcha Tanira Guimarães e do ex-surfista Doug Weston-Webb, inglês criado nos Estados Unidos, a atleta anunciou em 2018 que passaria a defender a bandeira brasileira e não mais a havaiana em todas as competições de surfe. Atualmente, ela é casada com o surfista brasileiro Jessé Mendes.