<
>

Surfe: WSL suspende etapas de junho, incluindo a de Saquarema, no Rio

play
Surfe: GM da WSL explica adiamento da etapa de Saquarema e peojeta possível data para disputa (1:16)

Ivan Martinho concedeu entrevista à ESPN Brasil (1:16)

A WSL (World Surf League) anunciou nesta terça-feira (28) o adiamento de todos os eventos marcados para o mês de junho, devido à pandemia de COVID-19. Uma das etapas suspensas por enquanto é a Oi Rio Pro, de Saquarema, Rio de Janeiro, que estava prevista para acontecer entre os dias 18 e 27 de junho.

A liga vai anunciar uma nova tentativa de calendário em 1º de junho. O que já esta definido é que a temporada 2020 encerra-se neste ano, aconteçam quantas provas acontecerem. A temporada 2021 acontecerá sem "carregar" qualquer pontuação deste ano.

Em vídeo divulgado pela organização, o CEO mundial da WSL, Erik Logan, comentou a decisão:

“Onde e quando iremos realizar nossos eventos este ano, ainda é uma questão muito indefinida. Mas, continuamos trabalhando com os governos dos países, as autoridades de saúde e com nossas comunidades locais, sobre o retorno das atividades", disse.

"Neste momento, estamos adiando todos os eventos da WSL em junho. Isso significa que, a etapa do Championship Tour programada para junho no Brasil, o Oi Rio Pro, está oficialmente adiado. Mas, esperamos que as condições para viagens e deslocamentos melhorem o suficiente para realizar o evento este ano", declarou.

Em entrevista exclusiva à ESPN Brasil, Ivan Martinho, general manager da WSL para a América Latina, disse ainda não saber qual será o protocolo de realização das etapas remarcadas no que diz sentido à segurança de público, atletas e demais profissionais devido ao coronavírus.

"Mas iremos avaliar o protocolo de cada país", explicou.

A WSL também anunciou nesta terça-feira (28) um novo formato para a temporada 2021, com mudanças para decidir os campeões mundiais do Championship Tour e para os circuitos do Challenger Series e do Qualifying Series.

A partir de 2021, os campeões mundiais passarão a ser decididos em um confronto direto entre os dois melhores surfistas do ano, no último dia da temporada do World Surf League Championship Tour, mum espécie de playoffs - ou "surf-off", como a WSL está chamando.

Como foi no ano passado, quando Italo Ferreira conquistou o título decidido na final com Gabriel Medina em Pipeline, no Havaí.

"Foi a bateria mais vista da história da WSL", disse Martinho. "E entendemos que esse tipo de disputa pode trazer mais atenção e maior exposição aos atletas e para a competição", seguiu.

Ainda não existe um fomato 100% definido se o formato de "mata-mata" ocorrerá apenas na etapa final, em Pipeline, ou se as anteriores também obedeceriam o novo formato.

“Sinto que o novo formato aumenta a intensidade de toda a batalha pelo título mundial”, disse a australiana bicampeã mundial Tyler Wright.

play
0:45

Surfe com mata-mata? Dirigente da WSL explica como novo formato poderá impactar na emoção da disputa

Ivan Martinho, general manager da entidade na América Latina, comentou as mudanças anunciadas pela organização

“A diferença é que você ganha na água, o que é importantíssimo! Tudo vai depender somente de você e mais ninguém. Esse tipo de intensidade, esse tipo de pressão competitiva, aumenta o nível e é mais emocionante!”

“O título mundial sendo decidido na final, entre os dois melhores surfistas da temporada, é super emocionante”, concorda o representante dos surfistas da WSL, Conner Coffin.

“Eu assisti cada segundo do último dia do Pipe Masters no ano passado (com Italo Ferreira ganhando o título mundial na final contra Gabriel Medina no Havaí). Foi um grande momento para o esporte, então é emocionante pensar que, a partir de 2021, o título mundial será sempre decidido assim”, adicionou

Além do novo formato para o Championship Tour (CT), o calendário será redefinido para criar temporadas distintas entre o CT e o Challenger Series durante o ano.

Os eventos regionais do Qualifying Series também serão mais valorizados, incentivando os surfistas a competirem mais perto de casa, sem precisar se desgastar financeiramente na busca pela classificação para o Challenger Series.

“Em breve anunciaremos mais detalhes, mas estamos realmente empolgados com o que essas mudanças podem significar para os surfistas e o surfe globalmente. Estamos tratando essas atualizações e evoluções da forma mais holística possível”, disse o CEO, Erik Logan.

“Trabalhando com o apoio de toda a nossa equipe, sabemos que iremos emergir dessa pandemia com uma plataforma ainda mais forte e empolgante, que vai impulsionar o surfe profissional e todo o esporte, de uma forma muito positiva e impactante”, finalizou.