A etapa de Jeffreys Bay, do Circuito Mundial de Surfe, chegou ao fim nesta quinta-feira. Além do título do brasileiro Filipe Toledo, o que chamou atenção mais uma vez durante a competição foi a presença de tubarões, algo bastante normal nesta região da África do Sul. Apesar do susto que isso causa em todos, isso não afeta os atletas. Segundo o brasileiro Willian Cardoso, os ataques não são nada comuns no local.
"Eu venho aqui há mais de dez anos e nunca vi um ataque de tubarão. A gente vê muita movimentação dentro da água, de vez em quando vê algum deles pulando, mas te confesso que nunca vi um ataque", relatou o atleta, em entrevista ao ESPN.com.br alguns dias antes do início da etapa da África do Sul, país famoso pela enorme população de tubarões branco.
Para Panda, como é conhecido no Circuito e que está em seu primeiro ano na elite do surfe mundial, mas que compete anualmente em Jeffreys Bay desde 2006, a presença dos animais dá certo receio, mas que isso não altera o plano dos atletas de treinar e competir. "Como eu cheguei aqui alguns dias antes do início da etapa, teve dia que eu fui o primeiro a entrar na água. Aí, quando lembra dos tubarões, dá um frio na barriga, mas normal. Nada que faça a gente desistir de surfar".
Questionado sobre o suposto ataque a Mick Fanning, em 2015, quando deu para ver o animal na parte de fora da água e, na sequência, afundando junto com o atleta, que só voltou à superfície segundos depois, Willian não acredita que o tubarão realmente tentou morder o australiano. Para ele, caso isso tivesse acontecido, provavelmente seria fatal. "Pra mim aquilo não foi um ataque. Eu acredito que um tubarão daquele tamanho, se realmente tivesse atacado, provavelmente o Fanning não estaria mais entre nós. Acho que o animal se enganchou na cordinha e pareceu um ataque".
Em 2018, três dias de competição foram paralisados por causa da presença de tubarões em Jeffreys Bay. Nesta quinta-feira, último dia de disputas, o fato aconteceu durante as quartas de final. Além de uma pausa para que o animal deixasse a área de competições, a WSL também aderiu ao uso de jet skis, que ficaram perto dos atletas, prevenindo que qualquer tipo de espécie chegasse perto deles.
