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Rugby: Em eleição apertada, Federação Mundial tem Bill Beaumont reeleito como presidente

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Eleições na World Rugby: Principal entidade do esporte reelege Beaumont para presidência e Martoni analisa (2:24)

Bill Beaumont venceu a votação contra Agustin Pichot por 28 a 23, estendendo seu mandato (2:24)

Bill Beuamont foi reeleito presidente da World Rugby, federação mundial da modalidade. Dos 51 votos possíveis, o inglês de 68 anos obteve 28, contra 23 de seu oponente, o argentino Agustin Pichot, 45. O mandato é de quatro anos.

O resultado seria anunciado oficialmente no dia 12 de maio, mas foi antecipado com a anuência dos dois candidatos. A eleição for feita de forma remota, por conta do COVID-19, e causou algumas surpresas.

Uma delas era de que se esperava um pleito ainda mais apertado, com no máximo dois votos de vantagem para um dos lados. Ocorre que, nos momentos que antecederam a eleição, algumas federações que apontavam uma tendência mudaram de rumo.

Embora os votos sejam secretos, a Federação do Canadá, por exemplo, publicou seu voto, que foi favorável a Beaumont, especificamente nesse caso surpreendendo o mundo do rugby, afinal de contas Agustin Pichot sempre representou as Américas.

Eis os pontos principais do programa para os próximos quatro anos que ajudaram a eleger Beaumont:

  • Reforma na governança, revisão de como são tomadas decisões dentro do esporte e criação de grupo de trabalho para fazer frente à crise econômica por conta do COVID-19

  • Reforma no calendário global, evitando atritos com clubes

  • Revisão da política financeira, especialmente com repasse de verbas.

  • Maior segurança para os atletas

  • Rugby Feminino: aumentar a participação feminina nas decisões da entidade, calendário global e tornar economicamente viável o Mundial Feminino.

Derrotado, Pichot reconheceu o revés nas redes sociais e cumprimentou Beaumont pela vitória, deixando claro que “não foi desta vez”. Seguramente será um “carrapato” nos próximos anos junto à World Rugby, batalhando “polidamente” por suas convicções.

A meu ver, algo positivo. Aliás, Pichot foi o primeiro a tentar mudar o “status quo” da entidade, algo difícil e inimaginável. Esse é o maior mérito dessa campanha. Existe um mundo novo no rugby, com os países emergentes que precisam de mais apoio e consideração por parte da centenária entidade.

Que Beaumont faça um grande trabalho nos próximos quatro anos de mandato.