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Six Nations - 3ª Rodada: A hora da verdade, dois Clássicos e a fuga da 'Colher de Pau'

Os clássicos Gales x França e Inglaterra x Irlanda vão esquentar o carnaval do Six Nations, imprevisíveis, espetaculares e decisivos, já Itália x Escócia é questão de honra, a Wooden Spoon (Colher de Pau) ronda essas duas seleções.

OS FATOS:

A segunda rodada evidenciou que as seleções que trocaram as comissões técnicas, casos de Irlanda, França, Gales e Itália estão naturalmente em fase de construção de um modelo de jogo, a Inglaterra esta longe de ser a equipe vice-campeã mundial, mas teve sobrevida ao bater fora de casa a Escócia, que por sua vez tem sido pouco criativa, embora competitiva.

A Irlanda jogou duas vezes em casa e por seu novo treinador ser da comissão técnica anterior( Andy Farrell) oscila menos, enquanto França e principalmente Gales ainda não encontraram o equilibrio, a Itália progrediu, mas num nivel inferior aos demais competidores, e tambem oscila táticamente.

AS ANÁLISES:

Itália x Escócia em Roma

A Itália vem apresentando alguma melhora no seu sistema de jogo, mais corajosa, ousada e pagando o preço da falta de fundamento, como exemplo cito o apoio, os jogadores ainda pensam para apoiar quem na jogada, algo que deveria ser natural, com isso perdem com facilidade posses de bola e cometem muitos penais, de qualquer forma somente jogando nessa intensidade que a equipe pode evoluir.

A Escócia vem de duas derrotas em que jogou de igual com grandes adversários como Irlanda e Inglaterra, mas padece de criatividade, o abertura Finn Russell faz falta, assim como o aposentado scrunhalf e ex-capitão Greg Laidlaw, Hastings e Price assumiram as camisa 9 e 10 e estão devendo em termos ofensivos.

Jogo da vida para as duas equipes, quem perder pode ficar com a Wooden Spoon ( colher de pau) para o lanterna da competição, o que antes do Six Nations parecia improvavel, ou seja, uma vitória da Itália, agora pode acontecer, embora a Escócia seja favorita jogar em Roma é sempre complicado.

PALPITÓDROMO DO MARTONI: ITÁLIA vence!

Gales x França em Cardiff

Um dos jogos que nutre a maior expectativa neste começo de ano no mundo do rugby, a explicação é lógica, duas potências procurando um novo modelo de jogo, valendo a liderança da competição para a França e a sobrevivência para Gales, temperos do que seguramente será uma batalha inesquecivel.

Gales ainda não jogou o que pode, especialmente na derrota para a Irlanda, semifinalista da ultima Copa do Mundo a equipe com o novo treinador Wayne Pivac procura um modelo de jogar, oscila muito defensivamente e esta confusa no ataque, por outro lado tem jogadores fora de série que acabam compensando esse desequilibrio momentâneo.

A França vem de duas vitórias em casa, com um primeiro tempo magnífico contra a Inglaterra em Paris, depois venceu sem brilho a Itália, algo natural, equipe jovem, novo sistema de jogo, o treinador Fabien Galthie tem muitas jóias raras no elenco, como Aldritt, Olivon, Ntamack e principalmente Dupont, o scrunhalf francês seguramente representa essa no França, criativo, corajoso, genial, inexperiente, intenso, enfim, ele e toda a França tem um futuro brilhante, mas por enquanto precisam provar que podem vencer fora de casa.

PALPITÓDROMO DO MARTONI: GALES vence.

Inglaterra X Irlanda em Londres

Após perder para a França na primeira rodada a Inglaterra conseguiu vitória suada, dificil e importante fora de casa contra a Escócia, parece que aos poucos vai se acertando, por sua vez a Irlanda não tomou conhecimento dos adversários nas duas primeiras vitórias jogando em Dublin, especialmente contra Gales, a questão agora é jogar fora de casa.

A Inglaterra começou a competição com baixas importantes, Vunipola, Watson e Tuilagi, além do Sarriesgate comprometendo o extra-campo, mesmo assim após um primeiro tempo desastroso contra a França a equipe reagiu, fez um bom segundo tempo e foi cirurgica na segunda rodada batendo a Escócia em Edimburgh, é a atual vice-campeã mundial com todos os méritos e tem Irlanda agora e Gales na próxima rodada em casa para provar que voltou a ser a grande equipe de 2019.

A Irlanda esta mudando seu sistema de jogo de forma muito suave, mais contida na construção de jogadas, tenta tirar um pouco do peso das costas de Sexton e Murray, com Larmour tendo mais espaço, é a equipe mais coesa até aqui na temporada, entretanto só jogou em casa, nesta rodada tem a missão de enfrentar 84.000 torcedores e mais a vice-campeã mundial Inglaterra em Twickenham, a hora da verdade é agora.

PALPITÓDROMO DO MARTONI: INGLATERRA vence!