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Six Nations: segunda rodada tem França na luta por liderança isolada e clássico valendo troféu

A primeira rodada da Six Nations de Rugby mostrou o que já imaginávamos: o fator casa como decisivo. País de Gales, Irlanda e França aproveitaram o mando de campo e saíram na frente contra os visitantes Itália, Escócia e Inglaterra, respectivamente.

Em uma competição com apenas cinco rodadas, qualquer tropeço significa um problema para as equipes. Com isso, a segunda partida pode indicar até mesmo quem segue na disputa pelo título e quem fica pelo caminho.

Vamos aos jogos:

Irlanda x Gales em Dublin

A Irlanda, a partir da chegada do técnico Andy Farrel, parece uma equipe indecisa taticamente. Compreensível, embora Farrel fizesse parte da antiga comissão. Outro ponto que chama a atenção é que a equipe irlandesa talvez precise de uma injeção de juventude.

País de Gales vive a mesma situação, em início de trabalho de Wayne Pivac, que claramente tenta mudar o modo de jogar em relação aos últimos anos, sob comando de Gatland. Por se tratar de uma partida fora de casa, a falta de tempo pode pesar.

O jogo promete ser uma batalha de forwards, especialmente na terceira linha. O break down é fator decisivo. Quem levar vantagem pode capitalizar, até porque temos duas linhas criativas e definidoras. Atenção especial para Josh Adams, por Gales, e Jordan Larmour, da Irlanda.

PALPITÓDROMO DO MARTONI: Irlanda vence!

Escócia x Inglaterra em Edimburgo

Aqui vale o troféu mais antigo da história dos esportes, a Calcutta Cup, disputa que acontece desde 1879 paralelamente ao Six Nations. A Escócia é a atual campeã, após empatar com o English Team em Londres, no ano passado.

Histórias à parte, a Escócia fez um jogo interessante, apesar da derrota para a Irlanda em Dublin. Poderia até ter saído com um resultado melhor, não fosse a infelicidade do sue fullback Hogg, que no ingoal deixou a bola escapar das mãos. A saída de Russel por indisciplina não foi sentida, porque Hastings deu conta do recado.

Já a Inglaterra vive um período de incertezas, após o vice-campeonato mundial. Prejudicada por contusões e tendo algumas de suas estrelas envolvidas no Sarriesgate, a equipe não foi bem contra a França e por isso perdeu de forma justa.

A batalha seguramente estará entre os números 9 e 10 das duas equipes. Criatividade será diferencial, e nesse quesito as seleções falharam na estreia. Vale a pena ficar de olho em Price e Hastings, pela Escócia, e Heinz e Ford, do lado da Inglaterra.

PALPITÓDROMO DO MARTONI: Escócia vence!

França x Itália em Paris

O mundo do rugby que ver mais jogos dessa nova França de Fabien Galthie, cheia de juventude, arrojo e técnica. Será o reencontro do French Flair? Este Six Nations responderá! A Itália de Franco Smith também pretende dar saltos maiores, mas ainda está longe e a cada ano agoniza no torneio.

Contra a Inglaterra em Paris, a França fez um primeiro tempo irresistível, dominou, foi cirúrgica no ataque e contundente na defesa. Perdeu intensidade na segunda etapa, mas soube suportar a pressão e venceu de forma justa o Le Crunch. Claro que ainda necessita de ajustes no jogo territorial (jogou muito em seu campo defensivo) e na posse de bola (melhorar na base de forwards).

Já a Itália mostrou coragem, alguma técnica e deu esperança que dias melhores virão, mas tecnicamente está muito longe de seus adversários diretos no Six Nations. É complicada a situação de jogar sabendo que dificilmente pode vencer.

A França seria favorita no confronto em qualquer lugar do mundo, então jogando em casa a obrigação é vencer com ponto bônus (fazer mais de quatro tries). À Itália, resta o papel de coadjuvante. Vale conferir se os jogadores Olivon, Aldritt, Dupont e Ntamack continuarão a encantar o mundo do rugby.

PALPITÓDROMO DO MARTONI: França vence!