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Por que a Argentina é tão boa no rugby mesmo sem colonização britânica?

Jogadores da Argentina cantam o hino antes de amistoso contra a Espanha EFE/Mariscal

Neste sábado (9), Inglaterra e Argentina fazem uma das partidas mais aguardadas da fase de grupos da Copa do Mundo de rugby. A partida acontece às 16h (de Brasília) e tem transmissão ao vivo pela ESPN no Star+.

Não é segredo para ninguém que as grandes potências do rugby sempre foram as nações da Grã-Bretanha, como Inglaterra, Irlanda, Escócia e Gales, além de ex-colônias britânicas, como Nova Zelândia, Austrália, África do Sul, Fiji e Tonga.

Mas como é que a Argentina, ex-colônia da Espanha, se tornou tão boa em um esporte que é tão pouco praticado na América em relação a outras modalidades?

Acontece que o rugby foi introduzido em território argentino ainda no século XIX através de imigrantes britânicos, que foram para o país albiceleste principalmente para trabalhar em obras de ferrovias e bancos.

Estes trabalhadores formaram equipes e começaram a jogar rugby na Argentina ainda na década de 1870, o que criou uma grande tradição do esporte na nação sul-americana.

Para se ter ideia de como a modalidade é antiga em solo argentino, a primeira partida registrada data de 1873, 13 anos antes da fundação da International Rugby Football Board, entidade que rege o jogo da bola oval no mundo.

Com isso, o rugby se desenvolveu cedo e passou a contar com um grande número de praticantes por todo o país, assim como o futebol, outra "invenção" trazida por imigrantes britânicos para a América Latina.

Atualmente, há cerca de 500 clubes de rugby na Argentina, espalhados por várias regiões da nação.

Sem rivais? Sem problemas

O grande problema para o crescimento do rugby argentino acabou sendo a falta de rivais na América do Sul, já que a modalidade não se desenvolveu nos países vizinhos da mesma forma que em terras albicelestes.

Não à toa, os argentinos ganharam simplesmente todas as edições do Sul-Americano de rugby em que participaram.

Para transformar a nação em uma potência mundial, a UAR (União Argentina de Rugby) criou o "Plano de profissionalismo e alto rendimento", que levou o esporte a outro nível nos anos 2000.

Com fortes investimentos em categorias de base, além de técnicos e também na arbitragem, a Argentina aumentou o nível de seu rugby doméstico, criando um pool ainda maior de jogadores selecionáveis.

Além disso, a UAR criou o Jaguares, uma espécie de clube/seleção que foi inscrito no Super Rugby, competição que envolvia times de África do Sul, Austrália e Nova Zelândia.

Jogando contra algumas das principais equipes de rugby no planeta, isso desenvolveu a modalidade ainda mais, com o Jaguares alcançando excelentes resultados a nível internacional.

Na edição 2019 do Super Rubgy, por exemplo, o clube/seleção argentino foi vice-campeão, perdendo apenas para o Crusaders, da Nova Zelândia, que é o maior campeão da história do torneio, com 12 taças.

A evolução não para, e a Argentina é atualmente a 6ª colocada do ranking mundial de rugby, atrás apenas de Irlanda, África do Sul, França, Nova Zelândia e Escócia.

Em Copas do Mundo, o melhor resultado do país é o 3º lugar na edição de 2007, batendo a anfitriã França na disputa pela medalha de bronze.

Já no The Rugby Championship, competição disputada contra Austrália, Nova Zelândia e África do Sul, os argentinos foram vice-campeões em 2020.

Onde assistir a Inglaterra x Argentina, pela Copa do Mundo de rugby?

Inglaterra x Argentina, neste sábado (9), às 16h (de Brasília), pela Copa do Mundo de rugby, tem transmissão ao vivo pela ESPN no Star+.