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Como discurso envolvendo Ronaldinho Gaúcho fez Camarões superar 'guerra' com federação e conquistar inédito ouro olímpico

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Patrick Mboma fez discurso inflamando no intervalo, quando Camarões perdia por 2 a 0, e foi fundamental para a remontada da seleção na final dos Jogos Olímpicos de 2000 contra a Espanha


Em 2000, nas Olimpíadas de Sydney, a seleção de Camarões se tornou a segunda equipe africana - a primeira havia sido a Nigéria - a conquistar o ouro olímpico.

E o caminho não foi fácil. Nas quartas, o Brasil de Ronaldinho de Gaúcho e companhia. Nas semifinais, o Chile de Zamorano. Na decisão, a Espanha de Xavi. E a final quase não foi disputada pelos Leões Indomáveis.

Isso porque, horas antes da grande decisão, o elenco de Camarões estava em pé de guerra com a Federação por conta das premiações não pagas ao longo da competição.

"Não treinamos e decidimos não jogar. A partida foi às 12h e não chegamos a um acordo até as 10h. Trocamos de ônibus a caminho do estádio. Chegamos ao campo alguns minutos antes da bola rolar e nem esquentamos. Aos dois minutos, já perdíamos por 1 a 0 com gol do Xavi", revelou Patrick Mboma em um documentário transmitido pela emissora estatal CRTV.

Foi então que no vestiário, durante o intervalo de jogo, que marcava no placar 2 a 0 para a Espanha. E um discurso de Mboma envolvendo Ronaldinho Gaúcho mudou o espírito dos camaroneses.

"Voltamos para o vestiário e ficamos todos em silêncio", começou por afirmar.

"A certa altura, me levantei, me coloquei no centro e disse: 'Não podemos desistir. Vencemos Ronaldinho e Zamorano e agora queremos perder a final? Não pode acabar assim'", completou.

Na volta para a etapa final, Camarões buscou o empate. Amaya fez contra aos oito minutos e, Samuel Eto'o, cinco minutos depois, aos 13, deixou tudo igual. Após prorrogação, a seleção africana venceu nos pênaltis por 5 a 3 para mais de 100 mil pessoas no Stadium Australia.