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Paralimpíadas têm início em Tóquio com Brasil em busca de recorde histórico! Conheça todas as modalidades e regras

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Paralimpíadas de Tóquio: Petrúcio Ferreira e Evelyn Oliveira representam o Brasil na Cerimônia de Abertura (1:22)

Por fim, três japoneses acenderam a pira paralímpica: Yui Kamiji (tênis sobre cadeira de rodas), Shunsuke Uchida (bocha) e Karin Morisaki (halterofilismo). (1:22)

Depois de algumas semanas, nossas atenções poderão se voltar novamente para as madrugadas em Tóquio. Nesta terça-feira (24), se iniciaram os Jogos Paralímpicos em sua 16ª edição.

Dentro das arenas e estádios montados, assim como ocorreu nas Olimpíadas, também não veremos a presença de público, por conta da manutenção do estado de emergência da pandemia decretado pelo governo japonês.

Com menos atletas do que a última edição, a edição de Tóquio contará com 4400 atletas de 167 países, além de contar com a presença inédita do time de refugiados.

O Brasil conta com 259 atletas paralímpicos no Japão, 87 deles estreantes. O país está a 13 medalhas de alcançar a marca das 100 medalhas nas Paralimpíadas e vai em busca deste recorde histórico.

Abaixo, o ESPN.com.br separou todas as informações das modalidades presentes nas Paralimpíadas, com os formatos de cada uma.

ATLETISMO

O programa de competições é parecido com o dos Jogos Olímpicos. Na pista, os atletas correm distâncias que variam de 100 a 5000 metros; e, no campo, acontecem as disputas de saltos, lançamentos e arremessos. Há também as maratonas.

A maratona é dividida em cinco categorias, sendo três classes masculinas (T12, T46 e T54) e duas femininas (T12 e T54).

BADMINTON

As regras são similares às das Olimpíadas. Os atletas competem no badminton em seis classes diferentes, podendo ser de cadeira de rodas – duas classes, com imparidades maiores ou menores - ou em pé – quatro classes diferentes.

BASQUETE EM CADEIRA DE RODAS

As dimensões da quadra, a altura da cesta e o tempo de partida são iguais ao basquete dos Jogos Olímpicos. Os atletas são classificados em oito classes diferentes (1/1,5/2/2,5/3/3,5/4 e 4,5), sendo que, quanto menor o número, mais significante é a limitação. A soma dos cinco jogadores em quadra deve ser de 14 ou menos.

BOCHA

Na bocha, o objetivo é lançar as bolas coloridas o mais perto possível da bola-alvo. Todos os atletas competem em cadeira de rodas, sendo divididos em quatro classes funcionais, dependendo da limitação.

CANOAGEM VELOCIDADE

As provas são disputadas nos caiaques e também nos barcos va’a, novidade para 2020. Há três classes: uso somente dos braços na remada, uso dos troncos e braços na remada e uso dos braços, tronco e pernas na remada.

CICLISMO DE ESTRADA E DE PISTA

O ciclismo na Paralimpíada inclui sprints, perseguições individuais, contrarrelógio de 1000m, ciclismo de estrada e contrarrelógio de estrada, tanto individual como de equipes.

Há cinco classes para o ciclismo impulsionado com as mãos (handbike), duas para os triciclos e cinco para bicicletas.

ESGRIMA EM CADEIRA DE RODAS

A modalidade segue as regras da Federação Internacional de Esgrima (FIE), com adaptações de acordo com as necessidades dos cadeirantes, competindo no sabre e no florete. São duas classes funcionais, uma de atletas com mobilidade no tronco, outra com menor mobilidade no tronco.

FUTEBOL DE 5

O futebol de 5 é exclusivo para cegos nas Paralimpíadas. A única exceção é o goleiro, que pode ter visão normal ou parcial. Todos os jogadores de linha precisam usar vendas. A bola tem guizos internos para que os jogadores consigam localizá-la, e os atletas também contam com a orientação de um chamador, que fica atrás do gol, auxiliando a direcionar os chutes. O campo tem 40mx20m. São dois tempos de 25 minutos.

GOALBALL

Modalidade desenvolvida exclusivamente para pessoas com deficiência visual – todos vendados, para que haja igualdade de condição. A disputa acontece em uma quadra com 18mx9m, com um gol de cada lado com a mesma largura (9m, com 1,30m de altura). Todos os jogadores são atacantes e defensores. Os jogadores ficam ajoelhados ou deitados para defender e tentam fazer gols no adversário.

HALTEROFILISMO

É uma das únicas modalidades em que os atletas são classificados por peso corporal, assim como o Judô. A grande diferença para as Olimpíadas é que os atletas competem deitados em um banco e executam o movimento que é conhecido como supino. São dez categorias masculinas e dez femininas.

HIPISMO

A única disciplina do hipismo no programa é o Adestramento. São cinco classes funcionais, sendo que, quanto menor o número, maior a deficiência.

JUDÔ

A modalidade é disputada por atletas com deficiência visual, divididos em categorias de acordo com o peso corporal. A diferença é que os judocas precisam estar se segurando o tempo inteiro. Para ser elegível, os atletas precisam ter menos de 10% da visão ou visão periférica restrita a 40º de diâmetro.

NATAÇÃO

O programa é similar ao das Olimpíadas, com os nados livre, costas, borboleta, peito e medley, além dos revezamentos. Os nadadores são agrupados em classes funcionais de acordo com o tipo das limitações.

REMO

Todas as provas são disputadas em distâncias de 2000m, não importando a categoria. São quatro provas: scull simples masculino, scull simples feminino, scull duplo misto e coxed quatro misto. Os atletas são divididos em três classes, dependendo da limitação.

RUGBY EM CADEIRA DE RODAS

Competem no esporte tanto homens e como mulheres (não há divisão de gênero) com tetraplegia ou deficiências nas quais as sequelas sejam similares. Os jogos acontecem em quadras, e objetivo é passar da linha do gol com as duas rodas da cadeira e a bola em mãos, combinando elementos de rugby, basquete e handebol.

Os atletas são divididos em sete classes funcionais (0,5/1/1,5/2/2,5/3 e 3.5), de acordo com sua mobilidade. Quanto maior a motricidade, maior a nota. Os atletas com classificações mais baixas, jogam na defesa, e, os que possuem classificações mais altas, formam o ataque. A pontuação em quadra não pode ultrapassar oito pontos.

TAEKWONDO

Esporte que estreia nas Paralimpíadas, com os atletas competindo no kyorugi (sparring). Haverá duas classes: atletas com amputação bilateral abaixo do cotovelo e atletas com amputação unilateral do braço ou perda dos dedos dos pés.

TÊNIS DE MESA

Com regras e dinâmica semelhantes às dos Jogos Olímpicos, a modalidade tem 11 classificações funcionais, sendo que o maior número indica uma deficiência menor, divididos entre cadeirantes, andantes e andantes com impedimentos intelectuais.

TÊNIS EM CADEIRA DE RODAS

Para participar é preciso ser diagnosticado com deficiência locomotora. Ao contrário da modalidade olímpica, é permitido o segundo quique, e os atletas devem rebater antes do terceiro toque na quadra. São duas classificações funcionais: aberta - atletas com deficiência motora, mas sem comprometimento de braços e mãos - e quad - atletas com deficiência motora que afeta também os braços, dificultando o domínio da raquete e a movimentação da cadeira de rodas. Nesta classe, a disputa é mista.

TIRO COM ARCO

A disputa tem dinâmica idêntica à dos Jogos Olímpicos. O tamanho do alvo e a distância difere baseada na categoria de competição. Nos eventos individuais, são 72 tiros no alvo de 10 círculos, com 4 minutos por rodada.

TIRO ESPORTIVO

Atletas com diferentes tipos de deficiência podem competir juntos em três classes: SH1 pistol - atletas com deficiência nos membros inferiores e/ou braço não usado para atirar; SH1 rifle - atletas com deficiência nos membros inferiores; SH2 rifle - atletas com deficiência nos membros superiores e que precisam de suporte para a arma, pois não conseguem segurá-la com os braços.

TRIATLO

Modalidade reproduz a prova olímpica, com ajustes nas distâncias: 750m de natação, 20km de ciclismo e 5km de corrida para atletas com diferentes deficiências. Nas classes PWTC1-2, atletas com limitações em membros inferiores e superiores usam handbike e uma cadeira de corrida. Nas classes PT2 a PT5, competem atletas decorrentes de deficiências como carência de força muscular, deficiência nos membros, hipertonia, ataxia e/ou atetose, entre outras. Já na PTVI 1-3, são atletas com perda visual.

VÔLEI SENTADO

No vôlei sentado, podem competir homens e mulheres que possuam alguma deficiência física ou relacionada à locomoção. Os jogadores são divididos em dois grupos, de acordo com o grau de limitação ocasionado pela sua deficiência. A rede e a quadra são menores.

BOCHA

A modalidade reúne atletas com deficiência mais severa e todos competem em cadeira de rodas. Ao todo, são quatro classes diferentes, de acordo com o grau de deficiência e da necessidade de auxílio. Vence aquele que conseguir posicionar o maior número de bolas perto do bolim.

BADMINTON

Também estreante nas Paralimpíadas, a modalidade funciona com as mesmas regras do badminton nos Jogos Olímpicos. Participam atletas com deficiência físico-motora, podendo praticá-la em cadeira de rodas ou não.