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Olimpíadas: Japão foca no ouro em Tóquio-2020 e repete seu melhor quadro de medalhas após 57 anos

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De Ítalo Ferreira ao futebol masculino: os ouros do Brasil nas Olimpíadas de Tóquio (1:06)

Brasil ficou com sete ouros no Japão e igualou sua melhor marca da história (1:06)

Anfitrião das Olimpíadas pela segunda vez, o Japão repetiu uma estratégia que já tinha funcionado lá em 1964 e repetiu em Tóquio-2020, após 57 anos, seu melhor resultado da história em Jogos. E o segredo? Foco no ouro!

Assim como da primeira vez que sediou o evento, o país asiático voltou suas energias para ser o melhor em quase tudo que disputou. Mirou topo do pódio mesmo, sabendo que isto tem impacto na classificação final, já que o primeiro lugar tem peso determinante.

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Deu certo. O Japão saiu de 41 medalhas na Rio-2016 e sexto lugar geral no quadro para 58 pódios e uma excelente terceira colocação agora - superou potências olímpicas como Reino Unido (4º lugar), Rússia (5º), França (8º), Alemanha (9º) e Itália (10º).

E a diferença não vem só das 17 honrarias a mais, mas na distribuição delas.

Se há cinco anos, foram 12 ouros, 8 pratas e 21 bronzes, em Tóquio o país amealhou 27 ouros, 14 pratas e 17 bronzes. Significa que as medalhas douradas representaram 46,5% do total ganho em casa (contra 29,2% do Rio) - só no judô foram nove, na luta olímpica, cinco.

É a maior porcentagem entre os cinco primeiros do quadro de medalhas. A nação que chegou mais perto disto foi a China, com 43,2% (38 ouros das 88 medalhas ganhas) - veja o top 5 abaixo.

Como comparação, o Brasil teve 33,3% de douradas do total de 21 honrarias que levou e ficou na 12ª posição - para se ter ideia do peso, um ouro a menos, e o país teria caído três postos, para 15º.

É um foco no ouro que o Japão já tinha mostrado em 1964, a primeira vez que sediou o evento, também em Tóquio.

Daquela vez, o país foi terceiro colocado na classificação final - só atrás de Estados Unidos e da antiga União Soviética - com um total de 29 pódios, sendo incríveis 16 ouros, 5 pratas e 8 bronzes.

Logo, absurdos 55,17% das honrarias foram douradas.

E a escalada recente do Japão chama a atenção de tão agressiva. Em Atlanta-1996, a nação asiática foi apenas a 23ª colocada no quadro de medalhas, com 14 ganhas (3 ouros, 6 pratas e 5 bronzes). Isto é, em 25 anos, o país ganhou 20 posições - veja abaixo a colocação japonesa nos últimos sete Jogos.

Top 5 do quadro de medalhas em Tóquio e % de ouros em relação ao total

1 - Estados Unidos - 113 medalhas, 39 ouros (34,5%)
2 - China - 88 medalhas, 38 ouros (43,2%)
3 - Japão - 58 medalhas, 27 ouros (46,5%)
4 - Reino Unido - 65 medalhas, 22 ouros (33,84%)
5 - Comitê Olímpico Russo - 71 medalhas, 20 ouros (28,1%)

A evolução do Japão no quadro de medalhas em 25 anos

Atlanta-1996 - 14 medalhas (3 ouros, 6 pratas e 5 bronzes) - 23º lugar
Sydney-2000 - 18 medalhas (5 ouros, 8 pratas e 5 bronzes) - 15º lugar
Atenas-2004 - 37 medalhas (16 ouros, 9 pratas e 12 bronzes) - 5º lugar
Pequim-2008 - 25 medalhas (9 ouros, 8 pratas e 8 bronzes) - 8º lugar
Londres-2012 - 38 medalhas (7 ouros, 14 pratas e 17 bronzes) - 11º lugar
Rio-2016 - 41 medalhas (12 ouros, 8 pratas e 21 bronzes) - 6º lugar
Tóquio-2020 - 58 medalhas (27 ouros, 14 pratas e 17 bronzes) - 3º lugar

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