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Olimpíadas: 10 histórias para não se esquecer de Tóquio-2020

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Olimpíadas: Com recorde histórico, veja todas as medalhas do Brasil em Tóquio-2020 (2:48)

Brasil chegou a 21 medalhas, melhor marca do país em todos os tempos (2:48)

Enfim as Olimpíadas de Tóquio tiveram um ponto final neste último domingo (8), com uma cerimônia de encarramento que voltou a emocionar no Estádio Nacional do Japão. O maior evento esportivo do mundo também deixou um legado, não só para o Brasil, que teve o seu melhor desempenho da história com 21 medalhas conquistadas, mas também para quem pôde acompanhar as duas semanas de disputa.

Entre a infinidade de modalidades que tiveram vez no Japão durante este período, foram contadas muitas histórias e algumas ficaram marcadas, seja pelo desempenho esportivo, pelo carisma ou até mesmo pela ausência de fair play. O ESPN.com.br relembra agora 10 delas.

'Ouro' no espírito olímpico

Alguns atletas não subiram no lugar mais alto do pódio, mas levaram medalha de ouro simbólica no que diz respeito ao espírito esportiva. Sky Brown, skatista britânica de apenas 13 anos, foi um dos exemplos. Depois de se recuperar de um acidente sério, onde fraturou até o crânio, a jovem atleta levou o bronze no skate park e cativou todo o mundo com o seu carisma.

Também no skate, mas no street, outras duas atletas também deram show. A primeira, a brasileira Rayssa Leal, que ganhou o coração de todos com o seu jeito simples e extrovertido. Ela ficou com a medalha de prata e vibrou bastante com a conquista, também fazendo história no skate feminino em Tóquio. Incuindo um abraço apertado na campeão, a japonesa Momiji Nishiya. A segunda, foi a filipina Margie Didal, que não subiu ao pódio, mas também cativou.

O halterofilista David Katoatau, do Kiribati, também caiu nas graças do povo. Apesar de não ter conquistado nenhuma medalha, ele cativou a todos com sua "dancinha", mesmo após não ter conseguido levantar o peso.

'Papadores de medalhas' vieram das piscinas

Os nadadores Caleb Dressel, dos Estados Unidos, e Emma McKeon, da Austrália, deixaram Tóquio com o pescoço pesado. Juntos, eles foram os atletas que mais conquistaram medalhas nas Olimpíadas. Enquanto o americano faturou cinco medalhas, todas de ouro, a australiana conquistou sete: quatro de ouro e três de bronze.

Volta por cima de Biles após quase 'jogar a toalha'

A ginasta americana, considerada um dos destaques da Rio 2016, onde conquistou cinco medalhas - sendo quatro de ouro e uma de bronze - pareceu irreconhecível num primeiro momento em Tóquio e expôs seu lado humano no maior evento do planeta. Depois de desistir de disputar a final por equipes para "focar na saúde mental", a atleta de 24 anos deu a volta por cima e ainda assim conseguiu subir no pódio nestas Olimpíadas. Ela ficou com o bronze na trave de equilíbrio.

Corredora de Belarus superou 'questão política'

Kryscina Tsimanouskaya viveu poucas e boas em solo japonês. A corredora de Belarus, país que vive uma forte ditadura, teceu críticas públicas nas redes sociais ao comitê olímpico do mesmo e foi levada ao aeroporto de Tóquio para ser encaminhada de volta à terra natal.

Com medo de ser sequestrada assim que voltasse, já que Belarus condena qualquer tipo de crítica ao país, ela fez apelo ao Comitê Olímpico Internacional (COI) e, no fim das contas, acabou recendo asilo da Polônia.

Performance, carisma e show de sinceridade e emoção

O Brasil também desembarcou em Tóquio de peito aberto e rendeu destaques. Alison dos Santos, o Malvadão, conquistou a sua primeira medalha olímpica e deu a volta por cima carregando consigo uma história de superação. Quando era bebê, ele sofreu um acidente depois de uma panela de óleo quente cair na sua cabeça, o que deixou cicatrizes para o resto da vida. O atleta de 21 anos foi puro carisma e retornou ao solo brasileiro com um imenso sorriso no rosto.

Também no atletismo, Darlan Romani chegou até a final do arremesso de peso e, apesar de não ter levado medalha, mostrou ao Brasil inteiro o seu jeito simples e simpático de encarar o esporte. Foi mais um grande campeão "sem medalha" em Tóquio.

Na natação, Bruno Fratus ficou com a medalha de bronze nos 50m livre, a sua primeira conquista olímpica, e comemorou bastante a vitória. Ele também deu um show de sinceridade nas entrevistas pós-competição e soltou até a frase "Os caras são grandes, mas nós somos ruins", ao se referir aos grandes nadadores contra que competiu na prova. Ele também detonou a seleção masculina de futebol.

No vôlei de praia, Alison Cerutti, o Mamute, voltou para o Brasil sem medalha, mas também foi bastante sincero. Após a eliminação nas quartas de final para os letões Plavins e Tocs, ao lado da sua dupla Álvaro, fez uma autocrítica e pediu uma revolução no vôlei de praia brasileiro.

É claro que também não podemos deixar de lembrar dos demais atletas brasileiros que participaram das Olimpíadas, conquistando ou não medalhas.

'Piti' de boxeador francês

Mourad Aliev deixou Tóquio com uma imagem não tão boa. Nas quartas de final da categoria super pesado, o pugilista francês sofreu punição contra o britânico Frazer Clarke e foi desqualificado da luta. Ele, porém, não aceitou a decisão dos juízes e criou um caos ainda dentro do ringue. Aliev chutou seu protetor bucal, socou uma das câmeras de transmissão e ainda ficou cerca de 25 minutos dentro do palco do combate como forma de protesto.

Rebeca Andrade marcada na história

A ginasta de apenas 22 anos não só encantou os brasileiros e o restante do mundo com seu carisma, como também fez história em Tóquio. Depois de passar por três cirurgias e quase pensar em desistir, ela se mostrou mais forte do que nunca e foi a primeira mulher brasileira a subir no lugar mais alto do pódio com um ouro no esporte. Além disso, levou uma prata e também se tornou a primeira atleta do Brasil a conquistar duas medalhas numa única edição.

Norueguês 'destroçou' recorde mundial

O corredor Karsten Warholm foi um dos destaques dos Jogos Olímpicos pelo seu desempenho nas pistas de atletismo. Nos 400m com barreiras, ele não só conquistou a medalha de ouro, como também quebrou o recorde mundial da prova com tempo de 45.94, deixando os demais concorrentes para trás. Atrás dele, o americano Rai Benjamin levou a prata (46.17) e o brasileiro Alison dos Santos (46.72) o bronze.

Medalha compartilhada e competição 'de lado'

No salto em altura, uma cena interessante chamou atenção. O italiano Gianmarco Tamberi e o catari Mutaz Essa Barshim empataram na final da modalidade e os juízes deram duas opções: disputar um desempate ou compartilhar o ouro. E a segunda opção foi a escolhida, marcando uma das histórias mais bonitas em Tóquio, onde a competição foi deixada de lado e o fair play ficou em alta.

Isaquias 'nos braços do povo'

O atleta brasileiro da canoagem chegou com grande expectativa no Japão. Depois de conquistar duas pratas e um bronze no Rio de Janeiro, ele desembarcou em Tóquio destinado a levar o ouro inédito. E conseguiu. Depois de sequer subir ao pódio ao lado da dupla Jack Goodman do C2 1.000m no masculino, ele deu a volta por cima e venceu com folga a decisão do C1 1.000m, levando a medalha de ouro para casa. Além disso, também deu um show de carisma, deixando mensagens cativamentes após a conquista e caiu nos braços do povo no Brasil.