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Olimpíadas: De corte traumático a medalhista mais velha do Brasil: Carol Gattaz foi até comentarista antes de realizar sonho

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Olimpíadas: Brasil é derrotado pelos Estados Unidos por 3 sets a 0, mas é prata no vôlei feminino; veja (1:02)

Seleção brasileira perdeu a decisão, mas ficou com a medalha de prata em Tóquio (1:02)

Neste domingo (8), o Brasil conquistou a medalha de prata no vôlei feminino e Carol Gattaz fez história. Aos 40 anos de idade, a central se tornou a medalhista mais velha da história do país em Jogos Olímpicos, superando sua companheira de esporte Fofão, que havia sido medalhista com 38 anos em 2008.

A trajetória até Tóquio, porém, não foi simples, muito pelo contrário. Carol teve que superar um "corte" em 2008 e passou por altos e baixos antes de se destacar em terras japonesas.

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Nascida em São José do Rio Preto-SP, a central tem experiência de sobra nas quadras. Aos 17 anos, ela deixou o interior rumo ao ABC paulista e passou a integrar a equipe de vôlei do São Caetano. Não demorou muito para ela se destacar em São Paulo e, no início dos anos 2000, mais especificamente em 2003, ganhou a sua primeira chance na seleção brasileira de vôlei feminino, exatamente com o técnico José Roberto Guimarães.

Até 2008, ela já havia sido vice-campeã do Campeonato Mundial e da Copa do Mundo, além de ter conquistado quatro medalhas de ouro no Grand Prix. Tudo parecia estar dando certo para a jogadora, que no mesmo ano recebeu uma das piores notícias da carreira.

Naquele ano, Gattaz foi cortada às vésperas dos Jogos Olímpicos de Pequim, na China, e perdeu a chance de disputar a sua primeira Olimpíada, que terminou com medalha de ouro para a seleção feminina.

Foi então que, além de jogadora, Carol também dividiu o seu tempo com outra ocupação: comentarista de TV. Ela não só comentou os Jogos de Pequim, como também os de Londres, em 2012.

A volta por cima na carreira começou a ser dada depois que ela se transferiu para a equipe do Minas, em 2014, onde atua até os dias de hoje. Em Belo Horizonte, ela conquistou diversos títulos, entre eles o da Superliga da temporada 2020/21, e com isso retornou à seleção brasileira.

Na última Liga das Nações, apesar do Brasil ter ficado com o vice-campeonato, já que perdeu para os Estados Unidos, Gattaz foi eleita a melhor central da competição, ao lado da turca Eda Erdem.

Foi convocada para as Olimpíadas de Tóquio, a sua primeira da carreira, e vem mostrando que a idade nunca foi um obstáculo. Com 40 anos completados no fim de julho, é a medalhista mais velha da história do Brasil, superando Fofão, também do vôlei, que tinha 38 anos quando foi ouro em Pequim-2004. Entre homens, Torben Grael foi medalhista aos 44 anos em Atenas-2004.

Após a cerimônia de premiação, Gattaz falou sobre a emoção de ser a medalhista mais velha da história do Brasil.

"Estou muito feliz, é muita honra chegar a minha idade como medalhista olímpica. A gente sabe o quanto é difícil chegar em uma final olímpica, muitos atletas já passaram por aqui e não conseguiram chegar em uma final olímpica, então a gente tem que estar muito orgulhosa de onde chegou. Desde o início, todos os problemas que tiveram, todas as dificuldades aqui durante os Jogos, então a gente sai de cabeça erguida. Claro que a gente queria o ouro, a gente sabe que a partida foi atípica, a gente queria ter jogado muito mais, mas a gente sabe o quanto essa medalha significa", disse ao SporTV.