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Brasil pode quebrar também o recorde de ouros em Olimpíadas? Veja quais são as chances!

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Olimpíadas: Brasil garante 19ª medalha, iguala recorde de pódios e já faz história em Tóquio (2:11)

O quadro de medalhas atualmente mostra o Brasil com 4 ouros, 4 pratas e 8 bronzes. Mas há algo que ele não mostra: são mais três pódios já garantidos - dois no boxe (Beatriz Ferreira e Hebert Sousa) e um no futebol masculino (2:11)

O Brasil já igualou seu recorde histórico de 19 medalhas em Olimpíadas, que era dos Jogos no Rio de Janeiro, em 2016. Agora, a missão será outra: é possível igualar também o número de ouros?

A conta é simples: será preciso que o país conquiste mais três medalhas douradas para igualar as sete que teve na capital carioca - ou quatro para quebrar esse recorde.

Clique aqui para ver o Quadro de Medalhas das Olimpíadas atualizado e siga os Jogos de Tóquio em TEMPO REAL!

E é factível, sim, que essa marca também seja alcançada. Para isso, porém, o aproveitamento nas disputas por ouro terá que ser muito alto.

Olhando para o calendário, restaram cinco disputas em que o Brasil realmente chega com chances altas de brigar pelo ouro: futebol masculino, vôlei feminino, Isaquias Queiroz na canoagem e Beatriz Ferreira e Hebert Conceição no boxe.

O ESPN.com.br separou o calendário de finais que ainda podem ter brasileiros e faz a análise da chance em cada prova!

Veja quando e onde o Brasil pode conquistar medalhas

Dias 5 e 6 de agosto

4h30
ATLETISMO - MARCHA ATLÉTICA 20KM FEMININA

O Brasil tem só uma representante na prova. Erica Sena não chega entre as favoritas, mas já foi 4ª colocada no Mundial de 2017. A atleta ocupa o 7º lugar no raking mundial nesse momento e "anda por fora" na briga pelo pódio em Tóquio. Um ouro seria bem surpreendente.

7h30
PENTATLO MODERNO FEMININO

Iêda Guimarães é a única representante brasileira no pentatlo moderno, mas não está cotada para brigar entre as primeiras colocadas de sua prova. No primeiro dia de disputas, ficou em 30ª no ranqueamento da esgrima.

Dias 6 e 7 de agosto

23h53
CANOAGEM C1 1000M MASCULINO

Isaquias Queiroz é o atual campeão mundial da prova (em campeonato realizado em 2019) e chega como um dos grandes favoritos. Em Tóquio, ele já disputou a C2, mas acabou em quarto ao lado de Jacky Goodman - logo, fora do pódio - e prometeu que não sairia do Japão sem um ouro - no Rio, ele ganhou três medalhas. Tem grandes chances de cumprir a promessa, ou ao menos garantir uma medalha.

Antes, porém, precisa se classificar. A primeira eliminatória da prova é na noite de quinta-feira, assim como as quartas de final, que servem como espécie de repescagem. A semifinal é na noite de sexta, horas antes da final.

2h45
BOXE - ATÉ 75kg MASCULINO

Hebert Conceição enfrenta o ucraniano Oleksandr Khyzhniak na disputa pelo ouro e chega embalado após uma vitória até surpreendente contra o russo Gleb Bakshi, líder do ranking e atual campeão mundial.

A luta é complicada, mas há chances para o brasileiro. Khyzhniak já foi campeão do mundo em 2017, mas hoje está atrás no ranking. E Hebert vem de um bronze no último Mundial da categoria.

3h
SALTOS ORNAMENTAIS PLATAFORMA 10M MASCULINA

O Brasil tem dois representantes na disputa: Kawan Pereira e Isaac Filho. Para ambos, porém, uma vaga nessa final já pode ser considerada uma vitória - a briga maior deles é para passar da semi, que acontece horas antes. Uma medalha é altamente improvável.

7h
HIPISMO - SALTO POR EQUIPES

O Brasil não chega entre os favoritos na briga por medalhas, mas tem alguma chance de surpreender. A modalidade de saltos é a principal do país dentro do hipismo. Marlon Zanotelli é o melhor brasileiro no ranking mundial (7º lugar), mas não foi à final individual. Yuri Mansur surpreendeu e se classificou a essa decisão, acabando em 20º. A equipe é completada pelos conhecidos Pedro Veniss e Rodrigo Pessoa, maior nome do hipismo brasileiro.

8h30
FUTEBOL MASCULINO

O Brasil chegou como um dos favoritos no futebol masculino, mas agora terá pela frente justamente o outro grande concorrente ao ouro.

A Espanha teve mais "sorte" na convocação e conseguiu chamar todos os seus craques sub-23 - até porque o país tem uma lei que obriga os clubes a liberarem seus jogadores para as Olimpíadas.

A verdade, porém, é que nenhuma das duas seleções convenceu até agora. E o jogo tem tudo para ser marcado pelo equilíbrio.

Dias 7 e 8 de agosto

19h
ATLETISMO - MARATONA MASCULINA

O Brasil tem três representantes: Daniel da Silva, Daniel do Nascimento e Paulo Roberto. Nenhum deles chega entre os favoritos. Será difícil, aliás, tirar as medalhas do peito dos africanos. Nas últimas três edições, só um atleta que não é da África subiu ao pódio (o norte-americano Galen Rupp, em 2016). O queniano Eliud Kipchoge, atual recordista mundial, está nessa prova.

23h
GINÁSTICA RÍTIMICA POR EQUIPES

Uma medalha na ginástica rítmica seria uma surpresa enorme. O Brasil briga por uma vaga na final – o que já seria o melhor resultado da história do país.

1h30
VÔLEI FEMININO

Este é o horário da final. Antes, porém, o Brasil precisa passar pela Coreia do Sul na semifinal, marcada para às 9h desta sexta-feira.

O time de Zé Roberto está perfeito até aqui em Tóquio, com seis vitórias em seis jogos - incluindo um triunfo contra a própria Coreia do Sul na fase de grupos.

A outra semifinal do vôlei feminino será disputada entre Sérvia e Estados Unidos.

2h
BOXE - ATÉ 60kg FEMININO

Beatriz Ferreira encara a irlandesa Kellie Anne Harrington na final mais esperada do boxe feminino.

Atual campeã mundial, Bia chegou a Tóquio como a brasileira que talvez fosse mais candidata ao ouro. Mas Harrington é uma rival de peso. A irlandesa é a líder do ranking no momento, foi campeã do mundo em 2018 e não esteve no Mundial de 2019.

As duas finalmente vão se encontrar em um grande palco.


* O Brasil ainda está em mais uma disputa de medalha, mas de bronze. O vôlei masculino acabou perdendo para o Comitê Olímpico Russo nas semifinais e agora disputa o terceiro lugar à 1h30 da madrugada de sexta para sábado