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Olimpíadas: Brasil fica a 1 medalha de recorde histórico; veja quando e onde ela pode sair

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Olimpíadas: Após ouro de Ana Marcela Cunha, mulheres fazem história e batem recorde do país em uma só edição; VEJA (1:15)

Atletas brasileiras superaram o número conseguido em Pequim-2008 (1:15)

Chegou a hora de o Brasil igualar (e até bater, por que não?) seu recorde histórico de 19 medalhas em Olimpíadas, que aconteceu no Rio de Janeiro, em 2016! O país está a apenas um pódio de garantir a marca, e chegou o momento de olhar para o calendário e ver em qual modalidade ela pode sair.

O quadro de medalhas atualmente mostra o Brasil com 4 ouros, 3 pratas e 8 bronzes (15 no total). Mas há algo que ele não mostra: são mais três pódios já garantidos - dois no boxe (Beatriz Ferreira e Hebert Sousa) e um no futebol masculino. Por isso, o recorde está a apenas um pódio de ser igualado.

Clique aqui para ver o Quadro de Medalhas das Olimpíadas atualizado e siga os Jogos de Tóquio em TEMPO REAL!

E ele pode sair logo na noite desta quarta-feira (4). O Brasil estará em duas disputas em que terá boas chances de medalha. Primeiro com Darlan Romani, no arremesso de peso do atletismo. E depois com os seus três representantes no skate park masculino (Luizinho, Pedro Quintas e Pedro Barros).

O ESPN.com.br separou o calendário de finais que podem ter brasileiros e faz a análise da chance em cada prova!

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1:32

Ouro de Ana Marcela Cunha, virada épica do vôlei feminino e mais skate em Tóquio: o dia 12 do Brasil nas Olimpíadas

Ana Marcela Cunha conquistou a primeira medalha em Jogos Olímpicos de sua vitoriosa carreira. Em prova emocionante e decidida no fim, a brasileira ficou em 1º lugar na maratona aquática feminina em Tóquio e levou o ouro.

Veja quando e onde o Brasil pode conquistar medalhas

* A lista abaixo não conta com os horários de disputa das medalhas já garantidas:

  • Beatriz Ferreira luta sua semifinal do boxe às 2h15 da madrugada desta quinta contra a finlandesa Mira Potkonen. Se vencer, disputa a final às 2h da madrugada de domingo (8). Se perder, já fica com o bronze.

  • Hebert Conceição luta sua semifinal do boxe às 3h18 da madrugada desta quinta contra o russo Gleb Bakshi. Se vencer, disputa a final às 2h45 da madrugada de sábado (7). Se perder, já fica com o bronze.

  • A seleção masculina de futebol encara a Espanha pelo ouro às 8h30 da manhã de sábado (7).

Dias 4 e 5 de agosto

23h05
ATLETISMO - LANÇAMENTO DE PESO MASCULINO

Darlan Romani é um dos favoritos ao pódio. O brasileiro estaria em 11º lugar em um “ranking” de toda história da modalidade, mas tem três concorrentes com marcas ainda melhores que as dele: o neozelandês Tomas Walsh e os norte-americanos Joe Kovacs e Ryan Crouser, atual campeão olímpico e recordista mundial.

0h30
SKATE PARK MASCULINO

O Brasil tem boas chances de pódio com os três competidores. Luiz Francisco, o Luizinho, e Pedro Quintas foram prata e bronze no Mundial de 2019. E Pedro Barros é um dos grandes nomes da história da modalidade, com histórico de medalhas nos Mundiais anteriores. Luizinho é o atual 3º colocado no ranking, Pedro Barros é o 4º e Pedro Quintas aparece em 10º.

1h
VÔLEI MASCULINO

Este é o horário da semifinal contra o Comitê Olímpico Russo. Afinal, o Brasil já garante medalha se vencer.

O time de Renan dal Zotto já desembarcou em Tóquio como um dos grandes favoritos ao ouro, credenciado pelo título da Liga das Nações no fim de junho. Por enquanto, são seis jogos e cinco vitórias. A única derrota foi justamente para os russos, na fase de grupos.

De qualquer forma, o Brasil já garantiu a briga por medalhas. Se vencer, disputa a final às 9h45 de sábado (7); se perder, joga pelo bronze horas antes, 1h30 da manhã.

A outra semifinal do vôlei masculino será disputada entre França e Argentina.

4h30
ATLETISMO - MARCHA ATLÉTICA 20KM MASCULINA

São três representantes brasileiros na prova: Caio Bonfim, Lucas Mazzo e Matheus Corrêa. Nenhum deles chega como favorito, mas Caio tem as maiores chances de surpreender. Ele foi 4º colocado no Rio de Janeiro, em 2016, e ganhou o bronze no Mundial do ano seguinte. Ele chega à Olimpíada como 12º do ranking.

Dias 5 e 6 de agosto

4h30
ATLETISMO - MARCHA ATLÉTICA 20KM FEMININA

O Brasil tem só uma representante na prova, mas ela também tem chances de surpreender. Erica Sena não chega entre as favoritas, mas já foi 4ª colocada no Mundial de 2017. A atleta ocupa o 7º lugar no raking mundial nesse momento e "anda por fora" na briga pelo pódio em Tóquio.

7h30
PENTATLO MODERNO FEMININO

Iêda Guimarães é a única representante brasileira no pentatlo moderno, mas não está cotada para brigar entre as primeiras colocadas de sua prova.

9h

VÔLEI FEMININO

Este é o horário da semifinal contra a Coreia do Sul. Afinal, o Brasil já garante medalha se vencer.

O time de Zé Roberto está perfeito até aqui em Tóquio, com seis vitórias em seis jogos - incluindo um triunfo contra a própria Coreia do Sul na fase de grupos.

De qualquer forma, o Brasil já garantiu a briga por medalhas. Se vencer, disputa a final à 1h30 da madrugada de domingo (8). Se perder, joga pelo bronze horas antes, às 21h de sábado (7)

A outra semifinal do vôlei feminino será disputada entre Sérvia e Estados Unidos.

10h30
ATLETISMO - 4x100M FEMININO

O Brasil costuma ser bem forte nos revezamentos, mas acreditar em uma medalha parece ser um sonho ousado. Entre os 16 países, o país tem apenas o sétimo melhor tempo na temporada e a disputa promete ser acirrada demais. Nas Olimpíadas, não tivemos nenhuma atleta classificada nem para as semifinais dos 100m na prova individual.

Antes da final, o país ainda terá que passar pela semi na noite desta quarta.

10h50
ATLETIMO - 4X100m MASCULINO

O revezamento masculino brasileiro chega um pouco mais credenciado, como quarto colocado no Mundial de 2019. Em Tóquio, Paulo André conseguiu ir para a semifinal na prova individual dos 100m, mas acabou correndo mal. O time masculino chega com a 6ª melhor marca da temporada. E o problema é que os rivais são muito fortes: Jamaica, EUA, Canadá, China, Grã-Bretanha... A medalha não chega a ser impossível, mas é bem difícil.

Antes da final, o país ainda terá que passar pela semi na noite desta quarta.

Dias 6 e 7 de agosto

23h53
CANOAGEM C1 1000M MASCULINO

Isaquias Queiroz é o atual campeão mundial da prova (em campeonato realizado em 2019) e chega como um dos grandes favoritos. Em Tóquio, ele já disputou a C2, mas acabou em quarto ao lado de Jacky Goodman - logo, fora do pódio - e prometeu que não sairia do Japão sem um ouro - no Rio, ele ganhou três medalhas. Tem grandes chances de cumprir a promessa - ou ao menos garantir uma medalha.

Antes, porém, precisa se classificar. A primeira eliminatória da prova é na noite de quinta-feira, assim como as quartas de final, que servem como espécie de repescagem. A semifinal é na noite de sexta, horas antes da final.

3h
SALTOS ORNAMENTAIS PLATAFORMA 10M MASCULINA

O Brasil tem dois representantes na disputa: Kawan Pereira e Isaac Filho. Para ambos, porém, uma vaga nessa final já pode ser considerada uma vitória - a briga maior deles é para passar da semi, que acontece horas antes. Uma medalha é altamente improvável.

7h
HIPISMO - SALTO POR EQUIPES

O Brasil não chega entre os favoritos na briga por medalhas, mas tem alguma chance de surpreender. A modalidade de saltos é a principal do país dentro do hipismo. Marlon Zanotelli é o melhor brasileiro no ranking mundial (7º lugar), mas não foi à final individual. Yuri Mansur surpreendeu e se classificou a essa decisão, acabando em 20º. A equipe é completada pelos conhecidos Pedro Veniss e Rodrigo Pessoa, maior nome do hipismo brasileiro.

Dias 7 e 8 de agosto

19h
ATLETISMO - MARATONA MASCULINA

O Brasil tem três representantes: Daniel da Silva, Daniel do Nascimento e Paulo Roberto. Nenhum deles chega entre os favoritos. Será difícil, aliás, tirar as medalhas do peito dos africanos. Nas últimas três edições, só um atleta que não é da África subiu ao pódio (o norte-americano Galen Rupp em 2016). O queniano Eliud Kipchoge, atual recordista mundial, está nessa prova.

23h
GINÁSTICA RÍTIMICA POR EQUIPES

Uma medalha na ginástica rítmica seria uma surpresa enorme. O Brasil briga por uma vaga na final – o que já seria o melhor resultado da história do país.