Grande sensação das Olimpíadas até agora, o skate pegou todos de surpresa neste domingo. Quem esperava notas 8 e 9 depois de ver a competição masculina, não entendeu direito as notas 1 e 2 que começaram a ser dadas aos montes no torneio feminino. Mas, afinal, por que existe essa diferença?
A explicação é até simples: os juízes têm o mesmo critério de avaliação para as duas competições. Assim, as voltas e manobras das mulheres estão sendo comparadas com as que foram realizadas no sábado.
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Os homens estão em um nível superior de manobras simplesmente porque já competem há mais tempo. Como em quase todos os esportes, as mulheres precisaram vencer algumas barreiras de machismo para conseguir competir.
E como não há uma adequação de critério, as notas femininas acabam sendo menores por isso.
Apesar de parecer estranho, a prática é bastante comum no esporte. É assim, por exemplo, que acontecem em campeonatos mundiais.
A regra levanta o debate sobre machismo. Mas a maioria das atletas mulheres apoia a decisão. Elas não querem ser avaliadas de uma forma diferente simplesmente por serem mulheres.
E a tendência é que as notas delas subam com o passar do tempo. Da mesma forma que aconteceu nas competições masculinas: os torneios atuais têm manobras muito mais elaboradas que os do passado. É a evolução natural de todo esporte.
Por fim, as mulheres das primeiras baterias não necessariamente são as melhores da competição. Com o passar dos Jogos, a tendência é que as notas já aumentem.
A brasileira Pâmela Rosa, por exemplo, foi campeã mundial em 2019 com uma somatória de 25,2 e nota máxima de 7,8. Bem abaixo do que o americano Nyjah Houston fez no mesmo torneio 936,9 no total e 9,7 na melhor manobra), mas já acima do que foi visto na primeira bateria olímpica.
