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Olimpíadas: por que brasileiras também comemoraram 'vitória' da Alemanha na ginástica

A Alemanha ficou na nona colocação geral por equipes e fora da final na ginástica artística nas Olimpíadas de Tóquio. Saíram, porém, vitoriosas. E não só pelo papel desempenhado por suas atletas. E até as brasileiras Rebeca Andrade e Flávia Saraiva comemoraram.

É que, em Tóquio, as ginastas alemãs apresentaram uma inovação nos Jogos, competindo com um collant que cobre o corpo todo, até os tornozelos, como calças. O país europeu derrubou um tabu na ginástica em postura contra a sexualização do corpo feminino.

Rebeca, que brilhou nas eliminatórias neste domingo, garantindo três finais para o Brasil (individual geral, saltos e solo) comemorou a postura das alemãs.

“Acho que é mais uma vitória para as mulheres, um momento muito importante, em que as pessoas tem que nos respeitar. Temos que usar o que nós nos sentimos confortáveis e diminuir esse lado que sexualiza a mulher”, disse, em entrevista ao “Sportv”.

“Se isso as deixa mais confortáveis e outras mulheres também, por que não? Foi uma vitória incrível, mostra que estamos lutando por algo que vai fazer a diferença, vai fazer outras gerações serem melhores. E isso é o que o esporte faz. Esse olhar diferente que as pessoas tem para a gente, fiquei muito feliz. Me senti vitoriosa. É uma conquista para todas mulheres.”

Flavia Saraiva, que se lesionou neste domingo, mas conseguiu avançar para as finais da trave, seguiu a mesma linha. “É inspirador, não é de hoje. Me sinto parte da vitória delas também. São inspiração para a gente”, afirmou, também ao Sportv.