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Olimpíada: Paulo Wanderley é reeleito presidente do COB em votação apertada

O dia 7 de outubro de 2020 entrou para a história do esporte olímpico brasileiro. Afinal, eram mais de quatro décadas sem uma eleição democrática, pós-era Carlos Arthur Nuzman, que ficou no comando da entidade por mais de 22 anos.

Atual presidente, Paulo Wanderley, ao lado de seu vice Marco La Porta, conquistou os votos da maior parte dos 48 eleitores do COB e conseguiu a reeleição para o quadriênio 2021-2024.

Por 26 a 20, eles venceram a chapa de Rafael Westrupp e Emanuel Rego; a outra candidatura, composta por Hélio Meirelles (presidente da Confederação de Pentatlo Moderno) e o vice Róbson Caetano (medalhista olímpico), teve apenas 2 votos.

No discurso da vitória, Paulo Wanderley pediu a união de todos - empresas, atletas, profissionais do esporte e políticos - por um esporte olímpico e uma entidade mais forte e transparente.

Na eleição realizada na parte da manhã, os presidentes de confederações, membros do COI (Comitê Olímpico Internacional) e a comissão de atletas escolheram Ricardo Layser Gonçalves, ex-secretário nacional de esportes dos governos Lula e Dilma, como membro para a comissão independente de administração.

Na outra votação, que foi a primeira do dia, os 48 eleitores elegeram os sete representantes do conselho administrativo do COB. Ou seja, os sete dirigentes que irão ou não aprovar as contas do Comitê nos próximos anos.

A lista dos eleitos é formada por: Alberto Maciel Junior; Ernesto da Silva Pitanga; Anders Peterson; José Luis Vasconcellos; Matheus Figueiredo; Rafael Nishimura; e Silvio Acássio Borges.

Na votação, chamaram a atenção a ausência de representantes da confederação de handebol (CBHb) - presidente Rodrigo Santos não compareceu e não enviou representante.

Já os presidentes das confederação de boxe, Mauro Silva, e ginástica, Luciene Resende, enviaram outros dirigentes das respectivas entidades.

Paulo Wanderley também disse estar orgulhoso de passar pela 13ª eleição de sua carreira e só lamentou o nível dos debates que, segundo ele, foi muito agressivo entre os candidatos à presidência.