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Olimpíada: Bernard, membro do COI, explica como coronavírus manteve Jogos no verão de Tóquio

Membro do Comitê Olímpico Internacional (COI), Bernard Rajzman disse à ESPN que o adiamento dos Jogos de Tóquio 2020 em exatamente um ano é mais sensato do que "antecipar" para os primeiros meses de 2021.

Segundo o dirigente brasileiro, a pandemia do coronavírus deverá estar em um estágio mais controlado em julho do próximo ano, verão no hemisfério norte, do que na primavera japonesa (começa em março e vai até junho).

“Todos perdem, ninguém sai ganhando (com o adiamento). Mas o importante agora é salvar vidas. Problema é mensurar o tamanho desse prejuízo. Infelizmente é uma situação atípica”, afirmou Bernard, jogador de vôlei da Geração de Prata nos anos 1980 e chefe da delegação brasileira na Olimpíada de Londres em 2012.

“A saúde tem que ser preservada. Fazer os Jogos de Tóquio no verão é melhor do que antecipar para a primavera. É um problema no mundo inteiro, ainda está atingindo outros continentes, não sabemos até quando vai continuar, quando será o pico. É uma questão de tempo e de estudo para entender como combater a pandemia”.

“Postergando a Olimpíada para a primavera no Japão, em março, por exemplo, não saberíamos se o coronavírus estaria controlado, poderia haver mais casos. Com o adiamento para julho, prejudica de forma menos agressiva as modalidades”, continuou.

Com a confirmação dos Jogos de Tóquio entre 23 de julho e 8 de agosto de 2021, Mundiais de duas das principais modalidades olímpicas (Esportes Aquáticos em Fukuoka-JAP e Atletismo em Eugene-EUA) terão de mudar suas datas.

“Para o atleta, Olimpíada é mais importante do que o Mundial”, falou Bernard. “Com 15 meses a partir de agora, esperamos que exista tempo para que os atletas se preparem. Agora é pegar esporte por esporte, acertar o calendário. Hoje você ainda passa muito tempo confinado, em isolamento, sem poder treinar. É complexo”.