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Olimpíada: Vice do COB diz que prioridade é participação em Tóquio e explica possíveis consequências

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O anúncio da nova data dos Jogos Olímpicos de Tóquio (de 23 de julho a 8 de agosto de 2021) abre a temporada de definições para modalidades, federações nacionais e comitês pelo mundo.

A pandemia do coronavírus deixa em isolamento praticamente o mundo inteiro, os atletas não conseguem treinar e as competições pré-olímpicas continuam sem data para acontecer.

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) já tem sua prioridade zero com a programação definida, de acordo com o vice-presidente da entidade e chefe da delegação para Tóquio 2020, Marco Antonio La Porta, à ESPN.

“Revisão de contratos. Agora é sentar à mesa com fornecedores, com a base no Japão, pois a vigência dos contratos ia até o fim dos Jogos em 2020, ver se terá e de quanto seria o impacto financeiro. Depois, ver como vai funcionar a logística, ajustes do calendário esportivo”, explicou.

Dirigentes do COB apoiaram a decisão de manter a realização dos Jogos em 2021 como “espelho” de 2020. “Agora teremos um prazo maior para entender o impacto da crise”, disse La Porta.

Ele afirmou à reportagem que a prioridade do COB é a participação nos Jogos e, por isso, dependendo do impacto econômico quanto à mudança do calendário pode afetar a realização de competições no Brasil.

“Se tiver corte (de orçamento) dentro do COB para priorizar os Jogos, as competições aqui serão afetadas”, garantiu.

O chefe da missão brasileira vê um cenário complicado para os esportes até que o coronavírus esteja controlado.

“Não vejo uma programação começando antes de junho, julho. Tem que esperar para definir esse calendário. Comitê organizador de Tóquio e Comitê Olímpico Internacional definiram a data, agora as federações vão ajustar seus campeonatos, mas tem que ter condições para os atletas treinarem, onde e quando eles estarão liberados para realizar atividades...”, ponderou.