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De doping a volta da aposentadoria: veja 5 atletas brasileiros que podem se beneficiar com adiamento da Olimpíada

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O adiamento dos Jogos Olímpicos para até no máximo o meio de 2021, anunciado pelo primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, nesta terça-feira, impacta na vida de todos os atletas. Em alguns casos, tal mudança pode, inclusive, ajudar os esportistas em sua busca por um lugar no evento em Tóquio.

O ESPN.com.br listou cinco brasileiros que podem se beneficiar com o adiamento dos Jogos Olímpicos por diferentes motivos.

A lista não leva em conta casos hipotéticos como o da campeã olímpica Rafaela Silva, que foi pega em exame antidoping em agosto de 2019 e foi suspensa por dois anos. A esperança da judoca seria um recurso na Corte Arbitral do Esporte.

Tampouco foi incluída Rebeca Andrade, que passou por cirurgia em junho de 2019m, retornou ainda no mesmo ano e ainda buscava por um lugar nos Jogos. Um dos principais nomes da ginástica no Brasil na atualidade, ela poderia se classificar aos Jogos por meio da Copa do Mundo, que teve etapas impactadas por conta da epidemia, além do Campeonato Pan-Americano.

Confira abaixo:

Sheilla (vôlei)

Depois de ter dado luz a gêmeas em novembro de 2018, Sheilla, um dos grandes nomes da história do vôlei, retomou a carreira em 2019 e a atual temporada da Superliga feminina, que acabou cancelada, foi sua primeira após a pausa para a gravidez.

A oposto de 36 anos – completará 37 em julho – começou como reserva e vinha ganhando espaço como titular. Agora, a atleta terá a chance de ter maior ritmo de jogo daqui um ano e ser mais uma vez uma das armas da seleção.

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Gabriel Santos (natação)

O velocista brasileiro foi pego em exame antidoping com o agente anabólico clostebol em maio de 2019, o que lhe rendeu um gancho de um ano da Fina (Federação Internacional de Natação). Com isso, ele ficaria impedido de participar das seletivas para os Jogos Olímpicos, que seriam realizadas em abril.

Gabriel Santos, que faz parte da seleção brasileira desde a Rio 2016, acabou absolvido pela Corte Arbitral do Esporte em fevereiro deste ano, o que o liberaria para as seletivas. De qualquer forma, o nadador de 23 anos terá maior tempo de preparação depois de ter ficado suspenso por tanto tempo, o que o fez inclusive ficar de fora do Mundial de Esportes Aquáticos e dos Jogos Pan-Americanos.

Diego Hypólito (ginástica)

Aposentado desde novembro do ano passado, o ginasta medalha de prata no solo na Rio-2016 afirmou que quer retomar os treinos em busca de uma vaga no evento.

"Eu estava até comentando com o (também ginasta Artur) Nory: 'se for pro ano que vem, eu vou treinar e tentar essa vaga'. Aí, no dia seguinte, veio o adiamento", afirmou o atleta de 33 anos. "Quem sabe? Eu não sei. Vou voltar a treinar agora. Eu já vinha me empolgando com essa ideia".

Bia Haddad (tênis)

A brasileira teve constatada a presença de duas sustâncias proibidas em uma amostra de urina coletada durante torneio da WTA realizado na Croácia, entre 3 e 9 de junho de 2019, e com isso foi suspensa por dez meses do tênis, a partir de 22 de julho de 2019.

Dessa forma, a brasileira está liberada a competir em 22 de maio de 2020, portanto dois meses antes da data que marcaria o início dos Jogos Olímpicos. Com isso, ela terá mais um ano para buscar seu lugar e se preparar da melhor forma para o evento.

Sarah Menezes (judô)

Campeã olímpica em 2012, Sarah Menzes passou por cirurgia no fim de julho de 2019 após ter sofrido rompimento do ligamento do músculo peitoral esquerdo. Depois de ter retornado, ela contava com os torneios internacionais que valiam para o ranking olímpico, mas as principais competições foram adiadas até 30 de abril no começo do mês.

Dessa forma, o cenário, até esta terça-feira, era bastante adverso para a judoca brasileira, que possivelmente ficaria de fora dos Jogos.