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'Rei Arthur' confirma compra de votos três dias antes de escolha do Rio de Janeiro como sede da Olimpíada de 2016

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O escândalo envolvendo a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016 ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira. O empresário Arthur Menezes Soares Filho, o "Rei Arthur", confirmou que houve pagamento de propina para que delegados africanos votassem pela candidatura carioca.

A informação é do jornal O Globo. De acordo com a publicação, o empresário revelou as informações como parte de um acordo de colaboração premiada com o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ).

"Rei Arthur" foi preso na última sexta ao tentar renovar seu visto de imigração em Miami. Sua colaboração com as investigações ajudou a evitar uma possível deportação para o Brasil. Ele foi solto após prestar depoimento.

O Globo também diz que o empresário transferiu cerca de US$ 2 milhões através da offshore Matlock Capital Group. O destino foi a conta de Papa Diack, filho do ex-presidente da Federação Internacional de Atletismo Lamine Diack, Além disso, US$ 10,4 milhões foram enviados pelo doleiro Renato Chebar para Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro na época.

As transações aconteceram em 29 de setembro de 2009, no Senegal, três dias antes da escolha do Rio como sede da Olimpíada de 2016, informa a investigação do Ministério Público Federal (MPF). A Matlock Capital Group, ligada ao empresário, é uma holding nas Ilhas Virgens, um dos conhecidos paraísos fiscais.

"Rei Arthur" é dono do Facility, um dos grupos que prestavam serviços durante o governo de Sérgio Cabral. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) descobriu que a empresa estava envolvida em licitações fraudadas e repassava os valores dos contratos ilegalmente para autoridades.

Atualmente, Cabral está preso no pavilhão Bangu 8 do Complexo Penitenciário de Gericinó com quatro condenações e penas que já superam os 233 anos de prisão. Ele ainda responde outros treze processos na Justiça Federal do Rio de Janeiro.