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Comitê Olímpico dos EUA repreende atletas por protestarem durante o hino americano no Pan de Lima

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A CEO do Comitê Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos, Sarah Hirshland, repreendeu a arremessadora de martelo Gwen Berry (ouro) e a esgrimista Race Imboden (ouro na disputa por equipes) por meio de cartas destinadas a eles. O motivo foi o fato de terem protestado na cerimônia de entrega de medalhas na última semana nos Jogos Pan-Americanos. A informação é da agência Associated Press.

“Isso é também importante para mim para ressaltar que, indo adiante, emitir uma reprimenda a outros atletas em uma instância similar é insuficiente”, escreveu Sarah Hirshland nas cartas enviadas nesta terça-feira e que a Associated Press obteve cópias.

“Nós reconhecemos que devemos definir de forma mais clara para os atletas do Team USA o que uma violação das normas significará no futuro”, escreveu Hirshland. “Estamos comprometidos em definir mais explicitamente quais serão as consequências dos membros do Team USA que protestem em Jogos futuros”.

“Racismo, controle de armas, mau tratamento a imigrantes, e um presidente que espalha o ódio estão no topo de uma longa lista”, disse Imboden em um tweet após conquistar sua medalha.

Berry, por sua vez, falou que estava protestando contra a injustiça social no país e que isso era “muito importante para não se dizer alguma coisa”.

Hirshland disse que respeitava as perspectivas das atletas e que iria trabalhar com o COI para “envolver-se em uma discussão global sobre estas questões”. “No entanto, não podemos ignorar regras ou as razões pelas quais existem”.