Depois da derrota do Brasil para os Estados Unidos na grande final do futebol feminino das Olimpíadas de Paris, o técnico Arthur Elias e a capitã Adriana criticaram bastante a arbitragem no Parque dos Príncipes, estádio do PSG.
"Quem sabe na próxima a gente tenha uma arbitragem que consiga usar a regra do jogo, da árbitra ir ao VAR, como foi no gol dos EUA e principalmente no pênalti em cima da Adriana, que foi claro e o VAR deveria ter a chamado.", desabafou o brasileiro de 43 anos.
Arthur estava reclamando quando a seleção brasileira de futebol feminino teve um suposto pênalti não marcado, além de ter um gol anulado por impedimento. Aos 21 minutos, Adriana foi derrubada na área por Crystal Dunn, mas a árbitra não deu nada. Além disso, o treinador também questionou o gol de Mallory Pugh Swanson, as 12 da etapa final, que apareceu livre na área em um lance muito duvidoso.
Sobre a penalidade não marcada, a capitã Adriana descreveu a jogada e fez uma crítica sobre como ela e as brasileiras costumam ser tratadas de forma diferente das americanas.
"Foi um lance que a lateral delas, todo mundo viu, foi no meu pé. Em nenhum momento, ela pegou a bola. É isso que o Arthur falou, se fosse talvez para os EUA, a árbitra teria olhado o VAR. Infelizmente para a gente, é sempre mais difícil."
Até mesmo a Marta, que fez sua despedida olímpica, disparou contra a arbitragem da final em entrevista para a Cazé TV.
"Também temos que falar da árbitra porque eu vi o replay e acho que foi pênalti claro. A gente já sabia que jogar contra os EUA era difícil porque temos que jogar contra elas e normalmente contra os árbitros também."
O Brasil foi para o vesitário melhor na partida após pressionar muito e criar as melhores chances do primeiro. No segundo tempofinal, no entanto, Mallory fez o único gol do jogo e deu a 5ª medalha de ouro para os Estados Unidos no futebol feminino.
Já para a seleção feminina, ficou a medalha de prata, cujo valor e orgulho foi enaltecido por Arthur e Adriana, mas também a bronca com a juíza sueca Tess Olofsson. A atacante de 27 anos criticou também os desconto dado pela árbitra.
"Tem a questão dos minutos de acréscimo. Se fosse o contrário, tenho certeza que ela daria mais tempo. Enfim, agora não tem o que fazer. É erguer a cabeça e seguir em frente."
